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SUS incorpora teste para detecção de HPV em mulheres

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Decisão está publicada no Diário Oficial de hoje


Publicado em 08/03/2024 — 14:02 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Brasília

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O Minis­té­rio da Saú­de incor­po­rou ao Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS) um tes­te para detec­ção de HPV em mulhe­res clas­si­fi­ca­do pela pró­pria pas­ta como ino­va­dor. A tec­no­lo­gia uti­li­za tes­ta­gem mole­cu­lar para detec­ção do vírus e o ras­tre­a­men­to do cân­cer do colo do úte­ro. A por­ta­ria foi publi­ca­da nes­ta sex­ta-fei­ra (8) no Diá­rio Ofi­ci­al da União

Em nota, o minis­té­rio infor­mou, em Bra­sí­lia, ter inves­ti­do R$ 18 milhões em um pro­je­to pilo­to que uti­li­zou o tes­te ao lon­go de 2023 em Per­nam­bu­co.

“A deci­são de incor­po­rar a estra­té­gia para uso em todo o ter­ri­tó­rio naci­o­nal é um ganho para as mulhe­res, já que, além de ser uma tec­no­lo­gia efi­caz para detec­ção e diag­nós­ti­co pre­co­ce, traz a van­ta­gem do aumen­to do inter­va­lo de rea­li­za­ção do exa­me”, expli­ca a nota.

Segun­do o Minis­té­rio da Saú­de, enquan­to a for­ma atu­al de ras­treio do HPV, por meio do exa­me conhe­ci­do popu­lar­men­te como Papa­ni­co­lau, deve ser rea­li­za­da a cada três anos e, em caso de detec­ção de algu­ma lesão, de for­ma anu­al, a tes­ta­gem pro­pos­ta pela tec­no­lo­gia incor­po­ra­da é reco­men­da­da para ser fei­ta a cada cin­co anos. “Essa mudan­ça traz melhor ade­são e faci­li­ta o aces­so ao exa­me”.

Entenda

O HPV é con­si­de­ra­do atu­al­men­te a infec­ção sexu­al­men­te trans­mis­sí­vel mais comum em todo o mun­do e o prin­ci­pal cau­sa­dor do cân­cer de colo de úte­ro. A esti­ma­ti­va do minis­té­rio é que cer­ca de 17 mil mulhe­res sejam diag­nos­ti­ca­das com a doen­ça no Bra­sil todos os anos.

Ape­sar de se tra­tar de uma enfer­mi­da­de que pode ser pre­ve­ni­da, ela segue como o quar­to tipo de cân­cer mais comum e a quar­ta cau­sa de mor­te por cân­cer em mulhe­res — sobre­tu­do negras, pobres e com bai­xos níveis de edu­ca­ção for­mal.

“Embo­ra sejam ofer­ta­das alter­na­ti­vas para pre­ven­ção — tan­to por meio da vaci­na­ção con­tra o HPV, do uso de pre­ser­va­ti­vos nas rela­ções sexu­ais e da rea­li­za­ção do ras­treio para diag­nós­ti­co pre­co­ce — a doen­ça segue como uma das prin­ci­pais cau­sas de mor­te de mulhe­res em ida­de fér­til por cân­cer no Bra­sil. Na região Nor­te do país, por exem­plo, essa é a prin­ci­pal cau­sa de óbi­to entre as mulhe­res”, des­ta­ca a pas­ta.

Testagem

Reco­men­da­da pela Orga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de (OMS), a tes­ta­gem de HPV é con­si­de­ra­da padrão ouro para a detec­ção de casos de cân­cer de colo de úte­ro e inte­gra as estra­té­gi­as pro­pos­tas pela enti­da­de para a eli­mi­na­ção da doen­ça como pro­ble­ma de saú­de públi­ca até 2030.

A incor­po­ra­ção do tes­te na rede públi­ca pas­sou por ava­li­a­ção da Comis­são Naci­o­nal de Incor­po­ra­ção de Tec­no­lo­gi­as no Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (Coni­tec), que con­si­de­rou a tec­no­lo­gia mais pre­ci­sa que a atu­al­men­te ofer­ta­da no SUS.

Edi­ção: Kle­ber Sam­paio

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