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Temporal no Rio provoca alagamentos durante a madrugada

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

Defesa Civil aciona sirenes de alerta em 54 comunidades


Publi­ca­do em 21/01/2024 — 12:10 Por Rafa­el Car­do­so – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

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A cida­de do Rio de Janei­ro regis­trou chu­vas for­tes na madru­ga­da des­te domin­go (21), e pra­ti­ca­men­te todas as regiões foram afe­ta­das. A cida­de per­ma­ne­ceu no está­gio 3 de aler­ta entre as 2h50 e as 9h25 de hoje. A pre­fei­tu­ra usa cin­co níveis ope­ra­ci­o­nais para medir alte­ra­ções ou ocor­rên­ci­as que pos­sam inter­fe­rir na roti­na da popu­la­ção. O está­gio 3 indi­ca cer­te­za de impac­tos altos em pelo menos uma região, que pro­vo­quem refle­xos rele­van­tes. 

“Tive­mos chu­va for­te na madru­ga­da que atin­giu boa par­te da cida­de. A sor­te é que ela pas­sou pelos luga­res de for­ma [mais] rápi­da do que a gen­te espe­ra­va. Em alguns luga­res encheu bas­tan­te, como na zona nor­te. Mas, gra­ças à rapi­dez da chu­va, a água bai­xou rela­ti­va­men­te rápi­do”, dis­se o pre­fei­to Edu­ar­do Paes, em vídeo publi­ca­do nas redes soci­ais. “O pes­so­al está na rua tra­ba­lhan­do des­de a madru­ga­da, bus­can­do mini­mi­zar os impac­tos. A pre­vi­são é que a chu­va con­ti­nue hoje. Então, a gen­te está pedin­do que as pes­so­as acom­pa­nhem tudo e não se des­lo­quem em caso de chu­va for­te.”

Os mai­o­res acu­mu­la­dos de chu­va no perío­do de uma hora foram regis­tra­dos nos bair­ros do Vidi­gal (57,6 mm), da Urca (62,8 mm) e da Roci­nha (56,8 mm). No perío­do de 12 horas, essas loca­li­da­des tive­ram acu­mu­la­do de 70,8 mm (Vidi­gal), 88,8 mm (Urca) e 73,0 mm (Roci­nha). Hou­ve ala­ga­men­tos no cen­tro, na zona nor­te (Ramos, Gua­da­lu­pe, Coe­lho Neto e Aca­ri), zona sul (Fla­men­go) e na Rodo­via Pre­si­den­te Dutra, que liga o Rio de Janei­ro a São Pau­lo.

Tam­bém hou­ve que­da de árvo­res na Lagoa Rodri­go de Frei­tas, no Alto da Boa Vis­ta, na Tiju­ca e no Leme. Na Pavu­na e no Mor­ro da Babilô­nia, ocor­re­ram des­li­za­men­tos de ter­ra. Até as 6h des­ta manhã, tre­chos da Ave­ni­da Bra­sil, da Estra­da Gra­jaú-Jaca­re­pa­guá e da Ave­ni­da Nie­meyer foram inter­di­ta­dos por ques­tões de segu­ran­ça.

Duran­te a madru­ga­da, a Defe­sa Civil aci­o­nou 85 sire­nes em 54 comu­ni­da­des, por cau­sa do acu­mu­la­do plu­vi­o­mé­tri­co ele­va­do no perío­do de uma hora, e che­gou a abrir pon­tos de apoio com agen­tes comu­ni­tá­ri­os. Nes­se momen­to, todas as sire­nes estão desa­ti­va­das.

O Aler­ta Rio, sis­te­ma mete­o­ro­ló­gi­co da pre­fei­tu­ra, infor­mou que as con­di­ções de tem­po são ins­tá­veis nes­te domin­go. Uma fren­te fria se des­lo­ca pelo oce­a­no, tra­zen­do mais umi­da­de para o muni­cí­pio. A pre­vi­são é de céu enco­ber­to, com chu­va mode­ra­da nos perío­dos da tar­de e da noi­te, e de ven­tos tam­bém mode­ra­dos, oca­si­o­nal­men­te for­tes.

A tem­pe­ra­tu­ra pode ter for­te que­da, com míni­ma de 19°C e máxi­ma de 27°C.

Recomendações

Em caso de chu­vas for­tes, o Cen­tro de Ope­ra­ções do Rio emi­te as seguin­tes reco­men­da­ções para a popu­la­ção: não se des­lo­car pelas regiões mais afe­ta­das pela chu­va; evi­tar áre­as sujei­tas a ala­ga­men­tos e/ou des­li­za­men­tos; não for­çar a pas­sa­gem de veí­cu­los em áre­as ala­ga­das e, em caso de ven­tos for­tes e/ou chu­vas com des­car­gas elé­tri­cas, evi­tar ficar per­to de árvo­res ou em áre­as des­cam­pa­das.

Nos pon­tos de ala­ga­men­to, deve-se evi­tar con­ta­to dire­to com pos­tes ou equi­pa­men­tos que pos­sam estar ener­gi­za­dos e o con­ta­to com a água de ala­ga­men­tos. A água pode estar con­ta­mi­na­da e ofe­re­cer ris­cos à saú­de.

Outra reco­men­da­ção é veri­fi­car se há sinais de racha­du­ras na resi­dên­cia. Ao per­ce­ber trin­cas ou aba­los na estru­tu­ra, é pre­ci­so aci­o­nar a Defe­sa Civil pelo núme­ro 199 e tam­bém evi­tar ficar em casa.

Além dis­so, mora­do­res de áre­as de ris­co pre­ci­sam ficar aten­tos aos aler­tas sono­ros. O aci­o­na­men­to das sire­nes indi­ca peri­go de des­li­za­men­to. As pes­so­as devem se des­lo­car para os pon­tos de apoio esta­be­le­ci­dos pela Defe­sa Civil muni­ci­pal. Os locais são infor­ma­dos pelo núme­ro 199 ou pelo apli­ca­ti­vo COR.Rio. Tam­bém se reco­men­da aten­ção às infor­ma­ções divul­ga­das pelos veí­cu­los de comu­ni­ca­ção e nas redes soci­ais do COR e, se for neces­sá­rio, usar os tele­fo­nes de emer­gên­cia 193 (Cor­po de Bom­bei­ros) e 199 (Defe­sa Civil).

Edi­ção: Nádia Fran­co

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