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Tradicional Galinho de Brasília está de volta à Asa Sul

Repro­du­ção: © Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

Criançada teve o Pintinho para brincar o carnaval neste sábado


Publi­ca­do em 10/02/2024 — 18:26 Por Fabío­la Sinim­bu e Andreia Ver­dé­lio — Repór­te­res da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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De vol­ta ao iní­cio da Via L2, na Asa Sul, em Bra­sí­lia, local onde sem­pre des­fi­lou, o Gali­nho de Bra­sí­lia reto­mou a tra­di­ção de 32 anos de exis­tên­cia. O blo­co, que teve difi­cul­da­des em ganhar as ruas nos últi­mos cin­co anos, vol­tou com dois tri­os elé­tri­cos e mui­tos foliões sau­do­sos.

A gaú­cha Nara Alber­na­zi, que vive em Bra­sí­lia há 59 anos, é fre­quen­ta­do­ra do Gali­nho des­de quan­do o blo­co saiu pela pri­mei­ra vez. Como lem­bran­ça, a jor­na­lis­ta de 65 anos des­fi­la todos os anos com um guar­da-chu­va de fre­vo que com­prou na pri­mei­ra par­ti­ci­pa­ção no blo­co. “Ele já foi para Reci­fe e é um patrimô­nio do meu car­na­val”.

Brasília, (DF) – 10/02/2024 – Carnaval de rua, Galinho de Brasília. Personagem Sra. Nara Albernazi. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Repro­du­ção: Nara Alber­na­zi des­fi­la no Gali­nho des­de a pri­mei­ra vez que o blo­co saiu às ruas de Bra­sí­lia– Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

O casal bra­si­li­en­se Raquel de Quei­roz e Ricar­do Amo­ras já brin­ca­va no Gali­nho há mui­tos anos. Prin­ci­pal­men­te ele, que cres­ceu na qua­dra 202 Sul e cos­tu­ma­va ir a pé brin­car no Gali­nho.

“Pra mim é um dos blo­cos mais tra­di­ci­o­nais de Bra­sí­lia e quan­do parou de sair fiquei tris­te. Esse ano, quan­do sou­be que vol­ta­ria quis tra­zer minha filha, que tem 1 ani­nho e três meses para brin­car tam­bém”, con­ta.

Brasília, (DF) – 10/02/2024 – Carnaval de rua, Galinho de Brasília. Peronagem (casal ) Raquel de Queiroz e Ricardo Amoras. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Repro­du­ção: Raquel de Quei­roz e Ricar­do Amo­ras são foliões do Gali­nho de outros car­na­vais. — Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

O pre­si­den­te do blo­co, Romil­do de Car­va­lho Júni­or, diz que não tinha expec­ta­ti­va que vies­se tan­ta gen­te depois das difi­cul­da­des enfren­ta­das, mas o públi­co o sur­pre­en­deu posi­ti­va­men­te. “A gen­te sen­te uma gran­de feli­ci­da­de em tra­zer essa rique­za cul­tu­ral de Reci­fe e incor­po­rar à cul­tu­ra bra­si­li­en­se e à cul­tu­ra bra­si­lei­ra no nos­so car­na­val. Essa é a nos­sa prin­ci­pal meta”, des­ta­ca.

Frevo

Fun­da­do em 1992, o Gali­nho de Bra­sí­lia é um dos guar­diões da tra­di­ção dos blo­cos de rua na capi­tal fede­ral. Des­fi­la sem­pre ao som do fre­vo, nos mol­des do blo­co Galo da Madru­ga­da, que ser­viu de ins­pi­ra­ção.

A dire­to­ra do blo­co, Miri­am Basi­el, relem­bra que quan­do sur­giu, o blo­co, inclu­si­ve, era cha­ma­do Gali­nho da Madru­ga­da, em home­na­gem ao gru­po per­nam­bu­ca­no. “Todos os anos nós íamos a Reci­fe para brin­car o car­na­val, como bons per­nam­bu­ca­nos que somos, mas naque­le ano hou­ve o con­fis­co das pou­pan­ças e nós tive­mos que ficar em Bra­sí­lia, então resol­ve­mos colo­car um blo­co na rua”, relem­bra.

A agre­mi­a­ção nun­ca havia pas­sa­do tan­to tem­po lon­ge das ruas e dos brin­can­tes como nos últi­mos anos, quan­do, por dois anos não hou­ve car­na­val, por cau­sa da pan­de­mia de covid-19 e, depois dis­so, em 2023, a agre­mi­a­ção foi impe­di­da de par­ti­ci­par da folia por deci­são judi­ci­al.

Infor­ma­do às vés­pe­ras do sába­do que tra­di­ci­o­nal­men­te des­fi­la, o gru­po publi­cou nas redes soci­ais uma nota na qual cri­ti­ca­va a deci­são das auto­ri­da­des cul­tu­rais e a pres­são exer­ci­da por “uma mino­ria”. “Na con­tra­mão da cul­tu­ra bra­si­lei­ra, esta­mos sen­tin­do-nos des­pres­ti­gi­a­do, aliás, dis­cri­mi­na­dos”, infor­ma­va a publi­ca­ção.

Nos dois anos ante­ri­o­res à pan­de­mia, o blo­co já enfren­ta­va pro­ble­mas com alguns mora­do­res da região onde des­fi­la, então em 2019 não saiu e em 2020 des­fi­lou fora do seu local tra­di­ci­o­nal, per­to do está­dio Mané Gar­rin­cha. “Foram qua­se cin­co anos que pra­ti­ca­men­te não fize­mos car­na­val. É uma ale­gria mui­to gran­de poder vol­tar”, des­ta­ca Romil­do.

Brasília, (DF) – 10/02/2024 – Carnaval de rua, Galinho de Brasília. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Repro­du­ção: Gali­nho de Bra­sí­lia vol­ta ao car­na­val bra­si­li­en­se — Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

Pintinho

Em janei­ro des­te ano, uma nova publi­ca­ção infor­ma­va o retor­no do blo­co às ruas, nes­te car­na­val “O galo can­tou, anun­ci­an­do o retor­no do blo­co mais que­ri­do de Bra­sí­lia”. E, mes­mo sem se des­lo­car pelas qua­dras da Asa Sul, per­ma­ne­cen­do em um peque­no tre­cho do Setor de Autar­qui­as, a vol­ta foi em gran­de esti­lo. Des­de cedo, os peque­nos foliões acor­da­ram com o Galo e fes­te­ja­ram o fre­vo na ver­são infan­til do blo­co tra­di­ci­o­nal, o Pin­ti­nho de Bra­sí­lia.

O tem­po nubla­do não espan­tou a ban­cá­ria Nil­sa­na Rocha e a peque­na Maria, de 2 anos. Resi­den­te em Vitó­ria da Con­quis­ta, na Bahia, esse é o segun­do Car­na­val que ela pas­sa em Bra­sí­lia com a famí­lia. “Esta­mos ado­ran­do. Blo­qui­nho de rua, orga­ni­za­do, sem vio­lên­cia”, dis­se Nil­sa­na, con­tan­do que já pas­sou mui­tos car­na­vais nas ruas de Reci­fe.

Brasília, (DF) – 10/02/2024 – Carnaval de rua, Galinho de Brasília. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Repro­du­ção: Gali­nho vol­ta às ruas de Bra­sí­lia — Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

A pro­fes­so­ra Rays­sa Agui­ar tam­bém levou o filho Hér­cu­les Rudá, de 3 anos. É a pri­mei­ra vez que vai ao Pin­ti­nho e lamen­tou a proi­bi­ção de des­lo­ca­men­to do blo­co, que tra­di­ci­o­nal­men­te per­cor­ria par­te do setor ban­cá­rio da cida­de e algu­mas qua­dras comer­ci­ais da Asa Sul. Nes­te Car­na­val, ele está con­cen­tra­do no setor ban­cá­rio.

“O gran­de pesar é a proi­bi­ção de sair andan­do”, dis­se, elo­gi­an­do a estru­tu­ra mon­ta­da para os foliões. “Pra cri­an­ça é ide­al”, acres­cen­tou.

Edi­ção: Ali­ne Leal

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