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Trans e travestis marcham por equidade no centro do Rio

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

Participantes cobraram políticas públicas de educação e trabalho


Publi­ca­do em 17/11/2023 — 21:26 Por Viní­cius Lis­boa — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

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Homens, mulhe­res e pes­so­as não biná­ri­as tran­se­xu­ais e tra­ves­tis pro­tes­ta­ram no cen­tro do Rio de Janei­ro nes­ta sex­ta-fei­ra (17) con­tra as pés­si­mas con­di­ções de vida pro­vo­ca­das pela trans­fo­bia, ações e ati­tu­des dis­cri­mi­na­tó­ri­as con­tra esse gru­po de pes­so­as.

Com o tema “Pelo direi­to de sonhar novos futu­ros”, os par­ti­ci­pan­tes da segun­da Mar­cha Trans e Tra­ves­ti cobra­ram polí­ti­cas públi­cas para rever­ter a bai­xa expec­ta­ti­va de vida e esco­la­ri­da­de e fal­ta de aces­so ao mer­ca­do de tra­ba­lho.

O pro­tes­to come­çou na Can­de­lá­ria e per­cor­reu a Ave­ni­da Rio Bran­co, uma das prin­ci­pais vias do cen­tro do Rio, até a Cine­lân­dia, pal­co tra­di­ci­o­nal de mani­fes­ta­ções polí­ti­cas e cul­tu­rais popu­la­res.

As prin­ci­pais rei­vin­di­ca­ções des­te ano são o aces­so e manu­ten­ção de pes­so­as trans e tra­ves­tis em ins­ti­tui­ções de ensi­no; a ampla assis­tên­cia de saú­de físi­ca e psi­co­ló­gi­ca;  a ampli­a­ção e mai­or e ciên­cia de ambu­la­tó­ri­os do pro­ces­so tran­se­xu­a­li­za­dor e polí­ti­cas públi­cas espe­cí­fi­cas para segu­ran­ça da comu­ni­da­de trans e tra­ves­ti.

Dire­tor da mar­cha, o ati­vis­ta Gab Van defi­niu que “sonhar dá sen­ti­do à luta”.

“É um ato de resis­tên­cia fei­to por e para pes­so­as trans. É boni­to demais ver homens e mulhe­res trans e tra­ves­tis, pes­so­as não biná­ri­es, de todo o esta­do e até do Bra­sil se mobi­li­zan­do para ocu­par as ruas do cen­tro do Rio”, dis­se. “É um espa­ço de hon­rar a luta de quem veio antes, viver os nos­sos lutos e tam­bém cele­brar quem está aqui”.

Pri­mei­ra mulher trans a ser elei­ta depu­ta­da esta­du­al no Rio de Janei­ro, Dani Bal­bi par­ti­ci­pou do ato, que clas­si­fi­cou como espa­ço de orga­ni­za­ção da luta trans e tra­ves­ti.

“Por mui­tos anos, foram negli­gen­ci­a­das no guar­da-chu­va mais amplo das lutas por direi­tos huma­nos da comu­ni­da­de LGBTQIA+. Então, nes­se sen­ti­do, esta­mos há alguns anos orga­ni­zan­do essa mar­cha para dar visi­bi­li­da­de à comu­ni­da­de e eco­ar nos­sas pau­tas con­tra assas­si­na­tos de pes­so­as trans e tra­ves­ti pela equi­da­de de opor­tu­ni­da­des”.

Pre­si­den­te da ONG Pela Vid­da, vol­ta­da para a pre­ven­ção do HIV, Maria Edu­ar­da des­ta­cou que a soci­e­da­de vive um momen­to “anti­trans”.

“Temos nada menos que 69 pro­je­tos [de lei] anti­trans tra­mi­tan­do. Que­rem proi­bir a gen­te de casar, que­rem proi­bir a gen­te de amar, mas não con­se­gui­rão”, des­ta­cou. “Mas o prin­ci­pal, que não pode­mos acei­tar de jei­to nenhum, é que nos matem tam­bém de fome.  Alguém estu­da ou tra­ba­lha de bar­ri­ga vazia? Não! Então, pre­ci­sa­mos garan­tir o bási­co: comi­da na mesa e opor­tu­ni­da­des.”

Edi­ção: Caro­li­na Pimen­tel

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