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TSE forma maioria contra cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Bra­sil

Julgamento começou na terça-feira


Publi­ca­do em 28/10/2021 — 10:23 Por Feli­pe Pon­tes — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O ple­ná­rio do Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) atin­giu hoje (28) a mai­o­ria de qua­tro votos con­tra a cas­sa­ção do man­da­to do pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro e de seu vice, Hamil­ton Mou­rão. A cor­te jul­ga duas ações que tra­tam do dis­pa­ro em mas­sa de men­sa­gens via apli­ca­ti­vo What­sApp duran­te a cam­pa­nha de 2018, con­du­ta então veda­da pelas regras elei­to­rais.

O jul­ga­men­to teve iní­cio na ter­ça-fei­ra (26), quan­do três minis­tros vota­ram con­tra a cas­sa­ção – Luís Feli­pe Salo­mão, rela­tor; Mau­ro Camp­bell e Sér­gio Banhos. O caso foi reto­ma­do nes­ta quin­ta-fei­ra com o voto do minis­tro Car­los Hor­ba­ch, que seguiu o mes­mo enten­di­men­to, for­man­do a mai­o­ria entre os sete inte­gran­tes do TSE.

Para Hor­ba­ch, não ficou com­pro­va­da nem mes­mo a exis­tên­cia de um esque­ma vol­ta­do a dis­pa­rar men­sa­gens com infor­ma­ções fal­sas con­tra adver­sá­ri­os de Bol­so­na­ro em 2018, con­for­me foi afir­ma­do na peti­ção ini­ci­al que deu ori­gem às ações, pro­to­co­la­da pelo PT ain­da no ano da elei­ção.

O minis­tro afir­mou que ao lon­go da ins­tru­ção, nenhu­ma das par­tes con­se­guiu pro­var “o teor das men­sa­gens, o modo pelo qual o con­teú­do reper­cu­tiu peran­te o elei­to­ra­do e o alcan­ce dos dis­pa­ros”, moti­vo pelo qual votou por inde­fe­rir por com­ple­to as duas ações de inves­ti­ga­ção judi­ci­al elei­to­ral (Aije) em jul­ga­men­to.

O minis­tro Hor­ba­ch se ali­nhou ao que já havia enten­di­do o minis­tro Sér­gio Banhos, mas diver­giu de Salo­mão e Camp­bell. Para esses, ape­sar de não ter fica­do com­pro­va­da gra­vi­da­de o bas­tan­te para jus­ti­fi­car a cas­sa­ção de man­da­to, as pro­vas nos autos con­se­gui­ram demons­trar que hou­ve, de fato, o esque­ma de dis­pa­ro de men­sa­gens.

Na ter­ça-fei­ra,  Salo­mão dis­se ter fica­do explí­ci­to o dis­pa­ro de men­sa­gens com o obje­ti­vo de “minar inde­vi­da­men­te can­di­da­tu­ras adver­sá­ri­as”, mas afir­mou que fal­tam pro­vas sobre o alcan­ce dos dis­pa­ros e a reper­cus­são peran­te os elei­to­res.

“Não há ele­men­tos que per­mi­tam afir­mar, com segu­ran­ça, a gra­vi­da­de dos fatos, requi­si­to impres­cin­dí­vel para a carac­te­ri­za­ção do abu­so de poder econô­mi­co e do uso inde­vi­do dos mei­os de comu­ni­ca­ção soci­al”, dis­se o rela­tor na oca­sião.

Ain­da que tenha rejei­ta­do o pedi­do de cas­sa­ção de cha­pa, Salo­mão suge­riu a fixa­ção de uma tese jurí­di­ca para dei­xar explí­ci­to que há abu­so de poder polí­ti­co-econô­mi­co no caso de um can­di­da­to se bene­fi­ci­ar do dis­pa­ro em mas­sa de fake news pela inter­net.

A favor des­sa tese já há três votos a favor. Somen­te Hor­ba­ch, até o momen­to, foi con­trá­rio à pro­pos­ta.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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