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TSE multa Haddad por impulsionar busca usando nome de adversário

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Votos vencidos questionaram que regras não estavam claras em 2022


Publi­ca­do em 29/02/2024 — 11:55 Por Feli­pe Pon­tes — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O ple­ná­rio do Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) deci­diu nes­ta quin­ta-fei­ra (29), por 5 a 2, mul­tar o minis­tro da Fazen­da, Fer­nan­do Had­dad, em R$ 10 mil, por pro­mo­ver pro­pa­gan­da elei­to­ral irre­gu­lar na inter­net duran­te sua cam­pa­nha pelo PT ao gover­no de São Pau­lo, em 2022. 

Had­dad foi con­de­na­do por ter impul­si­o­na­do no Goo­gle resul­ta­dos posi­ti­vos sobre si quan­do eram fei­tas bus­cas com o nome de Rodri­go Gar­cia (PSDB), então seu adver­sá­rio dire­to na cor­ri­da pelo Palá­cio dos Ban­dei­ran­tes. Ao se bus­car o nome de Gar­cia, apa­re­cia como resul­ta­do o link dire­ci­o­nan­do ao site do can­di­da­to petis­ta.

O rela­tor, minis­tro Raul Araú­jo, con­cor­dou com o enten­di­men­to do Tri­bu­nal Regi­o­nal Elei­to­ral de São Pau­lo (TRE-SP), que con­si­de­rou haver frau­de no cum­pri­men­to das regras elei­to­rais.

“Pare­ce-me acer­ta­do esse enten­di­men­to do egré­gio regi­o­nal, o can­di­da­to [adver­sá­rio] é pre­ju­di­ca­do cla­ra­men­te pelo des­vio da infor­ma­ção bus­ca­da”, argu­men­tou Raul Araú­jo.

Segui­ram o rela­tor os minis­tros Gil­mar Men­des, Cár­men Lúcia, Isa­bel Galot­ti e Ale­xan­dre de Mora­es, que vol­tou a clas­si­fi­car a prá­ti­ca como uma espé­cie de este­li­o­na­to elei­to­ral.

“Não há por­que se jus­ti­fi­car que você, pro­cu­ran­do por um can­di­da­to, haja um impul­si­o­na­men­to, um paga­men­to, que man­da para a pági­na de outro”, dis­se o minis­tro.

Fica­ram ven­ci­dos os minis­tros Edi­le­ne Lobo e Flo­ri­a­no de Aze­ve­do Mar­ques, que pon­de­ra­ram que, na épo­ca da con­du­ta, não havia regra cla­ra sobre o impul­si­o­na­men­to de con­teú­do posi­ti­vo usan­do como pala­vra-cha­ve o nome de adver­sá­rio. A juris­pru­dên­cia sobre o tema, à épo­ca do ocor­ri­do, não era pací­fi­ca, haven­do pre­ce­den­tes do TSE que auto­ri­za­vam a prá­ti­ca.

“Me pare­ce que aqui esta­mos punin­do uma con­du­ta que enten­do aqui era per­mi­ti­da”, dis­se Mar­ques.

Na ter­ça-fei­ra (27), o ple­ná­rio do TSE apro­vou nova regra para dei­xar cla­ro que, daqui em dian­te, está proi­bi­do impul­si­o­nar o pró­prio mate­ri­al de cam­pa­nha usan­do como pala­vra-cha­ve nome, alcu­nha ou ape­li­do de adver­sá­rio.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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