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TSE retoma julgamento que pode levar à inelegibilidade de Bolsonaro

Repro­du­ção: © Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

É a terceira sessão destinada ao julgamento da causa


Publi­ca­do em 29/06/2023 — 07:32 Por André Rich­ter — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) reto­ma hoje (29) o jul­ga­men­to que pode levar à ine­le­gi­bi­li­da­de do ex-pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro por oito anos. A ses­são está pre­vis­ta para come­çar às 9h.

Será a ter­cei­ra ses­são des­ti­na­da ao jul­ga­men­to da cau­sa. O tri­bu­nal jul­ga a con­du­ta de Bol­so­na­ro duran­te reu­nião rea­li­za­da com embai­xa­do­res, em julho do ano pas­sa­do, no Palá­cio da Alvo­ra­da, para ata­car o sis­te­ma ele­trô­ni­co de vota­ção. A lega­li­da­de do encon­tro foi ques­ti­o­na­da pelo PDT.

Até o momen­to, somen­te o rela­tor da ação, minis­tro Bene­di­to Gon­çal­ves pro­fe­riu seu voto. Na ses­são rea­li­za­da na ter­ça-fei­ra (27), o minis­tro votou pela con­de­na­ção de Bol­so­na­ro à ine­le­gi­bi­li­da­de, por enten­der que o ex-pre­si­den­te come­teu abu­so de poder polí­ti­co e uso inde­vi­do dos mei­os de comu­ni­ca­ção para difun­dir infor­ma­ções fal­sas e desa­cre­di­tar o sis­te­ma de vota­ção.

O rela­tor tam­bém votou pela absol­vi­ção de Bra­ga Net­to, can­di­da­to a vice-pre­si­den­te na cha­pa de Bol­so­na­ro nas elei­ções de 2022. Para o minis­tro, ele não par­ti­ci­pou da reu­nião e não tem rela­ção com os fatos.

O jul­ga­men­to será reto­ma­do com a mani­fes­ta­ção dos minis­tros Raul Araú­jo, Flo­ri­a­no de Aze­ve­do Mar­ques, André Ramos Tava­res, Cár­men Lúcia, Nunes Mar­ques e o pre­si­den­te do Tri­bu­nal, Ale­xan­dre de Mora­es.

Caso algum minis­tro faça pedi­do de vis­ta para sus­pen­der a ses­são, o pra­zo de devo­lu­ção do pro­ces­so para jul­ga­men­to é de 30 dias, reno­vá­vel por mais 30. Com o reces­so de julho nos tri­bu­nais supe­ri­o­res, o pra­zo subi­rá para 90 dias.

Defesa

Na últi­ma quin­ta-fei­ra (22),  pri­mei­ro dia de jul­ga­men­to, a defe­sa de Bol­so­na­ro ale­gou que a reu­nião não teve viés elei­to­ral e foi fei­ta como “con­tra­pon­to ins­ti­tu­ci­o­nal” para suge­rir mudan­ças no sis­te­ma elei­to­ral.

De acor­do com o advo­ga­do Tar­cí­sio Viei­ra de Car­va­lho, a reu­nião ocor­reu antes do perío­do elei­to­ral, em 18 de julho, quan­do Bol­so­na­ro não era can­di­da­to ofi­ci­al às elei­ções de 2022. Des­sa for­ma, segun­do o defen­sor, cabe­ria ape­nas mul­ta como puni­ção, e não a decre­ta­ção da ine­le­gi­bi­li­da­de.

2030

Pela legis­la­ção elei­to­ral, se Bol­so­na­ro se tor­nar ine­le­gí­vel por oito anos, só pode­rá vol­tar a dis­pu­tar as elei­ções em 2030.

De acor­do com a Súmu­la 69 do TSE, a con­ta­gem do pra­zo come­ça na data do pri­mei­ro tur­no das elei­ções de 2022, rea­li­za­do em 2 de outu­bro.

A ine­le­gi­bi­li­da­de ter­mi­na­rá no dia 2 de outu­bro de 2030, qua­tro dias antes do pri­mei­ro tur­no, pre­vis­to para 6 de outu­bro.

Recurso

Após even­tu­al deci­são des­fa­vo­rá­vel, a defe­sa de Bol­so­na­ro pode­rá recor­rer ao Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF). Três dos sete minis­tros do TSE tam­bém fazem par­te do STF e par­ti­ci­pam do jul­ga­men­to.

Pelas regras inter­nas da Cor­te, os minis­tros que atu­am no tri­bu­nal elei­to­ral não ficam impe­di­dos auto­ma­ti­ca­men­te de jul­gar ques­tões cons­ti­tu­ci­o­nais em pro­ces­sos oriun­dos do TSE.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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