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UFRJ promove competição de barcos movidos à energia solar

Repro­du­ção: © Clau­dio Fernandes/Divulgação

Evento faz parte de projeto de extensão universitária


Publi­ca­do em 30/07/2023 — 08:45 Por Fran­cis­co Edu­ar­do Fer­rei­ra — Esta­giá­rio da Agên­cia Bra­sil * — Rio de Janei­ro

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A 16ª edi­ção do Desa­fio Solar Bra­sil (DSB), com­pe­ti­ção de bar­cos movi­dos à ener­gia solar, acon­te­ce de 31 de julho e 6 de agos­to, na Praia de Ica­raí, em Nite­rói, região metro­po­li­ta­na do Rio de Janei­ro, com uma men­sa­gem cla­ra: o futu­ro sus­ten­tá­vel é con­du­zi­do por ener­gi­as lim­pas.

Pro­mo­vi­do pelo Núcleo Inter­dis­ci­pli­nar para o Desen­vol­vi­men­to Soci­al (Nides) da Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Rio de Janei­ro (UFRJ), o DSB é um pro­je­to de exten­são uni­ver­si­tá­ria que esti­mu­la o desen­vol­vi­men­to e apli­ca­ções de fon­tes alter­na­ti­vas de ener­gia em embar­ca­ções, por meio do espor­te e edu­ca­ção em tec­no­lo­gia e meio ambi­en­te. O pro­je­to tem apoio da Lei Esta­du­al de Incen­ti­vo ao Espor­te.

Rio de Janeiro (RJ) - Desafio Solar Brasil, competição de barcos movido a energia sola.Foto: Paulo Chaffim/Divulgação
Repro­du­ção: Desa­fio Solar Bra­sil, com­pe­ti­ção de bar­cos movi­dos à ener­gia solar — Foto: Pau­lo Chaffim/Divulgação

Em entre­vis­ta à Agên­cia Bra­sil, o coor­de­na­dor de pla­ne­ja­men­to do pro­je­to, Ricar­do Bogéa, res­sal­tou que o even­to de exten­são faz com que os alu­nos colo­quem seu apren­di­za­do em prá­ti­ca, apli­can­do seus conhe­ci­men­tos em situ­a­ções reais.

“Eles vão apren­der na rea­li­da­de, não somen­te pre­pa­rar a embar­ca­ção. Con­si­de­ro fun­da­men­tal para a for­ma­ção dos alu­nos o envol­vi­men­to na logís­ti­ca, orga­ni­za­ção, equi­pe, orça­men­to e tam­bém a com­pe­ti­ti­vi­da­de, para que se tenham um melhor desem­pe­nho peran­te as demais equi­pes”, expli­ca o pro­fes­sor.

Para Bogéa, ain­da há mui­tos desa­fi­os na área de desen­vol­vi­men­to na tec­no­lo­gia de ener­gia solar em embar­ca­ções. “Per­ce­be­mos que, no decor­rer des­ses anos todos, as embar­ca­ções têm tido melho­ri­as de desem­pe­nho e velo­ci­da­de. Temos vis­to que as equi­pes têm se orga­ni­za­do mais rápi­do que ima­gi­ná­va­mos, nes­ta reto­ma­da após a pan­de­mia”.

A expec­ta­ti­va de Bogéa é a con­so­li­da­ção da clas­se de bar­cos movi­dos à ener­gia solar, esti­mu­lan­do, com isso, a par­ti­ci­pa­ção de repre­sen­tan­tes estran­gei­ros no pro­je­to e a cri­a­ção de um con­gres­so que reú­na ins­ti­tui­ções de ensi­no, admi­nis­tra­ção públi­ca e empre­sas para dia­lo­ga­rem sobre temas como ener­gi­as reno­vá­veis, edu­ca­ção de ciên­ci­as e outras tec­no­lo­gi­as, meio ambi­en­te, tran­si­ção ener­gé­ti­ca, veí­cu­los elé­tri­cos e tec­no­lo­gia soci­al.

Competição

Rio de Janeiro (RJ) - Desafio Solar Brasil, competição de barcos movido a energia sola.Foto: Paulo Chaffim/Divulgação
Repro­du­ção: Desa­fio Solar Bra­sil, com­pe­ti­ção de bar­cos movi­dos à ener­gia solar- Foto: Pau­lo Chaffim/Divulgação

Essa edi­ção da DSB con­ta com 21 embar­ca­ções de equi­pes do Rio de Janei­ro, San­ta Cata­ri­na, Ama­zo­nas, Espí­ri­to San­to, Pará e São Pau­lo. Eles se enfren­ta­rão em sete pro­vas. A pre­mi­a­ção da rega­ta con­tem­pla as três equi­pes que obti­ve­rem as melho­res pon­tu­a­ções no soma­tó­rio de pro­vas. No entan­to, o reco­nhe­ci­men­to não se limi­ta ape­nas ao desem­pe­nho na água. As equi­pes que se des­ta­ca­rem na pro­du­ção de víde­os e pôs­te­res con­cor­rem a prê­mi­os espe­ci­ais dedi­ca­dos ao esfor­ço de divul­ga­ção cien­tí­fi­ca, mos­tran­do a impor­tân­cia de dis­se­mi­nar o conhe­ci­men­to sobre tec­no­lo­gi­as sus­ten­tá­veis.

O alu­no de enge­nha­ria elé­tri­ca da Uni­ver­si­da­de Fede­ral Flu­mi­nen­se (UFF) Dani­el Mari­a­no dis­se à Agên­cia Bra­sil que, este ano, sua equi­pe, a Ara­ri­bóia, pre­ten­de ven­cer depois de subir ao pódio em 2020 e 2022. Ele reco­nhe­ce, no entan­to, que terão que se esfor­çar, pois o nível da com­pe­ti­ção subiu. “Com um mai­or núme­ro de equi­pes par­ti­ci­pan­tes, mais bem pre­pa­ra­das e com­pe­ti­ti­vas, a espe­ran­ça é que a gen­te con­si­ga o pódio”.

Mari­a­no, que atua na par­te elé­tri­ca da equi­pe, adi­an­tou que este ano terão uma embar­ca­ção total­men­te nova, com novos pai­néis foto­vol­tai­cos fle­xí­veis que geram a mes­ma quan­ti­da­de de ener­gia, sen­do mais leves que os anti­gos, que eram rígi­dos, fei­tos em vidro e alu­mí­nio.

Participação

Segun­do Bogéa, este ano 20 polos de ino­va­ção naci­o­nais, incluin­do uni­ver­si­da­des, ins­ti­tu­tos fede­rais e esco­las navais, se uni­ram para pro­je­tar o des­ti­no das tec­no­lo­gi­as náu­ti­cas den­tro da res­pon­sa­bi­li­da­de ambi­en­tal. Ins­ti­tui­ções como a Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Rio de Janei­ro (UFRJ), a Uni­ver­si­da­de Fede­ral Flu­mi­nen­se (UFF), a Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo (USP), a Uni­ver­si­da­de Fede­ral de San­ta Cata­ri­na (UFSC), a Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Pará (UFPA), o Cen­tro Fede­ral de Edu­ca­ção Tec­no­ló­gi­ca Cel­so Suc­kow da Fon­se­ca (Cefet), Ins­ti­tu­to Fede­ral de Edu­ca­ção, Ciên­cia e Tec­no­lo­gia Flu­mi­nen­se (IFFs), entre outras, se des­ta­cam nes­se cená­rio de ino­va­ção sus­ten­tá­vel.

Além das com­pe­ti­ções, o Desa­fio Solar Bra­sil 2023 terá uma pro­gra­ma­ção de pales­tras, workshops, expo­si­ção de tra­ba­lhos aca­dê­mi­cos, mos­tra de víde­os, atra­ções cul­tu­rais de artis­tas locais e mini­cur­sos gra­tui­tos aber­tos ao públi­co, uma expe­ri­ên­cia de imer­são no mun­do da sus­ten­ta­bi­li­da­de e ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca, no Clu­be Cen­tral em Ica­raí.

Os temas das dis­cus­sões inclu­em des­car­bo­ni­za­ção, tran­si­ção ener­gé­ti­ca, eco­no­mia cir­cu­lar e mate­ri­ais com­pó­si­tos, nitro­gê­nio ver­de, tec­no­lo­gia soci­al e tec­no­lo­gia embar­ca­da.

Rio de Janeiro (RJ) - Desafio Solar Brasil, competição de barcos movido a energia sola.Foto: Paulo Chaffim/Divulgação
Repro­du­ção: Desa­fio Solar Bra­sil, com­pe­ti­ção de bar­cos movi­dos à ener­gia solar — Foto: Pau­lo Chaffim/Divulgação

DSB nas escolas

A líder de ges­tão do pro­je­to DSB, Júlia Fer­nan­des, adi­an­tou à Agên­cia Bra­sil que sua equi­pe está visi­tan­do esco­las públi­cas de Nite­rói para a divul­ga­ção do even­to, e con­vi­dan­do estu­dan­tes do ensi­no fun­da­men­tal e médio para par­ti­ci­pa­rem do even­to, com o obje­ti­vo de incen­ti­var os estu­dan­tes a bus­car o ensi­no supe­ri­or, ir cada vez mais lon­ge e entrar na uni­ver­si­da­de para par­ti­ci­par de um pro­je­to como o DSB.

“Com essa ação, que­re­mos mos­trar aos jovens que eles têm pos­si­bi­li­da­de de um ensi­no mais for­te na área de tec­no­lo­gia de ener­gi­as reno­vá­veis, e levar esse ensi­na­men­to para o seu dia a dia. Temos como meta apre­sen­tar a ener­gia solar como um ensi­na­men­to que eles podem levar para o seu dia a dia”, dis­se Júlia.

* Esta­giá­rio sob super­vi­são de Ake­mi Nitaha­ra

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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