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Um mês de guerra: mundo vê escalada de violência no Oriente Médio

Repro­du­ção: © REUTERS/Fadi Wha­di

Conflito entre Israel e o Hamas é o mais grave em 75 anos


Publi­ca­do em 07/11/2023 — 07:15 Por Caro­li­na Pimen­tel — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil* — Bra­sí­lia

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Sem pers­pec­ti­va de fim, a guer­ra entre Isra­el e o Hamas che­ga a um mês nes­ta ter­ça-fei­ra (7). São mais de 10 mil pales­ti­nos mor­tos, incluin­do 4.104 cri­an­ças, na Fai­xa de Gaza, segun­do o Minis­té­rio da Saú­de de Gaza. Do lado isra­e­len­se, cer­ca de 1,4 mil pes­so­as mor­re­ram, a mai­or par­te civis, e 240 são man­ti­das reféns, segun­do o gover­no de Isra­el.  

Este já é o con­fli­to mais gra­ve em 75 anos de his­tó­ria e des­de que Isra­el e o Hamas se enfren­ta­ram por dez dias em 2021.

O mun­do acom­pa­nha a esca­la­da da vio­lên­cia na guer­ra no Ori­en­te Médio e mobi­li­za-se para um ces­sar-fogo, sem suces­so até o momen­to.

Ataque do Hamas

No dia 7 de outu­bro, o Hamas deu iní­cio ao mais gra­ve ata­que já pro­mo­vi­do con­tra os isra­e­len­ses.

As ações, sem pre­ce­den­tes na his­tó­ria, foram rea­li­za­das por mar, ar e ter­ra, envol­ven­do ata­ques a um fes­ti­val de músi­ca, inva­são de kibut­zim, seques­tro de reféns, dei­xan­do cen­te­nas de civis isra­e­len­ses mor­tos e feri­dos.

Eram 6h30 (horá­rio local), um sába­do, quan­do o Hamas dis­pa­rou 5 mil fogue­tes, a par­tir da Fai­xa de Gaza, para atin­gir cida­des isra­e­len­ses, con­for­me notí­ci­as de agên­ci­as inter­na­ci­o­nais.  Lide­ran­ças do gru­po afir­ma­ram que a ope­ra­ção tem o pro­pó­si­to de “aca­bar com a últi­ma ocu­pa­ção na Ter­ra” e é uma res­pos­ta ao blo­queio impos­to por Isra­el aos pales­ti­nos de Gaza, que já dura mais de uma déca­da.

Por  ter­ra, homens arma­dos se infil­tra­ram no ter­ri­tó­rio isra­e­len­se rom­pen­do a cer­ca de ara­me far­pa­do que sepa­ra Gaza e Isra­el.

Ofensiva israelense

Dian­te do ata­que sur­pre­sa, Isra­el aci­o­nou as for­ças de segu­ran­ça e decla­rou guer­ra, dan­do iní­cio à Ope­ra­ção Espa­das de Fer­ro, com bom­bar­dei­os inten­sos à Fai­xa de Gaza, onde ficam as bases do Hamas.

O pri­mei­ro-minis­tro Ben­ja­min Netanyahu dis­se que o gru­po “paga­rá pre­ço sem pre­ce­den­tes” e pro­me­teu exter­mi­nar o Hamas.

Des­de então, Isra­el tem dis­pa­ra­do ata­ques aére­os diá­ri­os à Gaza, esta­be­le­ceu blo­queio total – sem per­mis­são para entra­da de água, comi­da e com­bus­tí­vel -, deter­mi­nou que a popu­la­ção local, majo­ri­ta­ri­a­men­te pales­ti­na, dei­xe o nor­te da região e se des­lo­que para o sul; e con­vo­cou mais de 300 mil reser­vis­tas.

Nes­te momen­to, as for­ças de segu­ran­ça afir­mam ter cer­ca­do a cida­de de Gaza e inten­si­fi­cam as ações ter­res­tres.

Hamas rea­giu, ame­a­çan­do exe­cu­tar um refém civil isra­e­len­se a cada novo bom­bar­deio em Gaza. O gru­po per­ma­ne­ce com con­tra-ata­ques a par­tir de túneis sub­ter­râ­ne­os.

Crise humanitária

A esca­la­da de vio­lên­cia do con­fli­to pas­sou a atin­gir hos­pi­tais, esco­las e abri­gos de refu­gi­a­dos em Gaza, ferin­do e matan­do os civis mais vul­ne­rá­veis, entre mulhe­res e cri­an­ças.

A região, onde vivem 2,3 milhões de pes­so­as – a mai­o­ria pales­ti­na – enfren­ta gra­ve cri­se huma­ni­tá­ria. Orga­ni­za­ções huma­ni­tá­ri­as inter­na­ci­o­nais e quem está no meio do con­fli­to rela­tam a fal­ta de água, ali­men­tos, remé­di­os, ener­gia, inter­net e com­bus­tí­vel.

Isra­el pas­sou a auto­ri­zar a entra­da de aju­da huma­ni­tá­ria, em cami­nhões pro­ce­den­tes do Egi­to, em Gaza, porém espe­ci­a­lis­tas argu­men­tam que o volu­me é insu­fi­ci­en­te.

Cessar-fogo

Des­de o dia 7 de outu­bro, a comu­ni­da­de inter­na­ci­o­nal ape­la a um ces­sar-fogo ime­di­a­to entre Isra­el e o Hamas para que os civis pos­sam rece­ber socor­ro e serem reti­ra­dos da região do con­fli­to. Obser­va­do­res acu­sam Isra­el e o Hamas de cri­mes de guer­ra.

O Con­se­lho de Segu­ran­ça das Nações Uni­das – for­ma­do pelos Esta­dos Uni­dos, Rús­sia, Chi­na, Fran­ça e Rei­no Uni­do – reu­niu-se diver­sas vezes para defi­nir qual ação tomar dian­te do con­fli­to, mas não che­gou a um con­sen­so.  Duran­te os 31 dias em que ficou à fren­te do Con­se­lho de Segu­ran­ça das Nações Uni­das (ONU), o Bra­sil lide­rou ten­ta­ti­vas de acor­do entre os paí­ses-mem­bros, mas as qua­tro pro­pos­tas de reso­lu­ção sobre o con­fli­to foram rejei­ta­das.

Ape­sar da pres­são inter­na­ci­o­nal, Isra­el nega a pos­si­bi­li­da­de de encer­rar os bom­bar­dei­os na Fai­xa de Gaza e con­di­ci­o­na um ces­sar-fogo à liber­ta­ção de todos os reféns pelo Hamas.

*Com infor­ma­ções das agên­ci­as Reu­ters, Lusa e RTP.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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