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Veja cinco dicas para se preparar para o Enem 2020

Candidatos fazem provas do Enem neste domingo na União Pioneira de Integração Social na Aasa Sul
© Mar­cel­lo Casal JrA­gên­cia Bra­sil (Repro­du­ção)

Agência Brasil reuniu sugestões para quem vai fazer o exame


Publi­ca­do em 15/01/2021 — 06:00 Por Mari­a­na Tokar­nia — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

No pró­xi­mo domin­go (17), milhões de estu­dan­tes vão fazer a pri­mei­ra pro­va do Exa­me Naci­o­nal do Ensi­no Médio (Enem) 2020. Em um ano de pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus, com aulas pre­sen­ci­ais sus­pen­sas, estu­dan­tes e pro­fes­so­res tive­ram que se adap­tar. Tive­ram que trans­por as salas de aula para den­tro das pró­pri­as casas. Enfren­ta­ram pro­ble­mas de infra­es­tru­tu­ra, inter­net de bai­xa qua­li­da­de ou mes­mo ausên­cia de cone­xão, entre outras ques­tões.

A dois dias para a apli­ca­ção da pro­va, a Agên­cia Bra­sil reu­niu cin­co dicas para quem vai fazer o exa­me. Segun­do os pro­fes­so­res entre­vis­ta­dos, é impor­tan­te levar em con­si­de­ra­ção que esse é um ano atí­pi­co e que os resul­ta­dos tal­vez não sejam os espe­ra­dos. Os par­ti­ci­pan­tes devem estar aten­tos às regras da pro­va e seguir as medi­das de segu­ran­ça para evi­tar o con­tá­gio pelo novo vírus.

Separar o que levar no dia da prova

Para par­ti­ci­par do Enem é obri­ga­tó­rio levar docu­men­to ofi­ci­al de iden­ti­fi­ca­ção com foto, cane­ta esfe­ro­grá­fi­ca de tin­ta pre­ta fabri­ca­da em mate­ri­al trans­pa­ren­te e más­ca­ra de pro­te­ção faci­al. Sem esses itens não será pos­sí­vel fazer a pro­va. A dica da pro­fes­so­ra de lín­gua por­tu­gue­sa da Esco­la Esta­du­al Amé­lio de Car­va­lho Baís, de Cam­po Gran­de (MS), Letí­cia Cin­tra, é que, com ante­ce­dên­cia, os par­ti­ci­pan­tes sepa­rem o que vão levar no dia do exa­me. “O que a gen­te con­se­guiu estu­dar, nós já estu­da­mos. A par­tir de ago­ra é orga­ni­zar a cane­ta, más­ca­ra, o álco­ol em gel. Olhar o seu Car­tão de Con­fir­ma­ção da Ins­cri­ção para ver onde vai fazer a pro­va, para não dei­xar para a últi­ma hora”, diz.

Cuidar da própria saúde

Na reta final, é impor­tan­te cui­dar da pró­pria saú­de físi­ca e men­tal para ter ener­gia no dia do exa­me, de acor­do com o pré-ves­ti­bu­lar Uni­Fa­ve­la. “Sabe­mos o quão difí­cil este momen­to de qua­ren­te­na pode estar sen­do. Difi­cul­da­des para estu­dar, para man­ter os pen­sa­men­tos leves ou até mes­mo para se con­cen­trar em coi­sas sim­ples. Não se cul­pe por isso! O que está acon­te­cen­do ago­ra, no Bra­sil e no mun­do, é mui­to mai­or do que qual­quer esfor­ço que a gen­te faça”, diz car­ti­lha divul­ga­da pelo cur­so. “Tão impor­tan­te quan­to man­ter uma roti­na de estu­dos é man­ter uma roti­na de cui­da­dos. Bus­que ao máxi­mo dor­mir oito horas por dia. Além dis­so, ten­te enten­der os seus sen­ti­men­tos, dar nome ao que você sen­te, expres­sar isso de algu­ma for­ma: escre­ven­do, can­tan­do, dan­çan­do, cho­ran­do… Se per­mi­ta sen­tir!”.

Revisar o conteúdo

Às vés­pe­ras do exa­me, o momen­to é de revi­sar o que foi apren­di­do até aqui. Para o pro­fes­sor e sócio-dire­tor da Evo­lu­ci­o­nal, star­tup de edu­ca­ção que ofe­re­ce simu­la­dos e estu­dos de desem­pe­nho para esco­las de todo o país, Viní­cius Fre­a­za, o Enem deve seguir a ten­dên­cia de anos ante­ri­o­res, já que as ques­tões são esco­lhi­das a par­tir de um ban­co de itens ela­bo­ra­dos ao lon­go dos anos. “Segu­ra­men­te tere­mos ques­tões pro­du­zi­das este ano, deve apa­re­cer algu­ma coi­sa de pan­de­mia, mas o gros­so con­ti­nua seguin­do ten­dên­cia de anos ante­ri­o­res”. A reco­men­da­ção, então, para a reta final é que os estu­dan­tes refa­çam as pro­vas anti­gas e que sai­bam os assun­tos mais recor­ren­tes em cada uma das áre­as ava­li­a­das no Enem.

Na pági­na do Ins­ti­tu­to Naci­o­nal de Estu­dos e Pes­qui­sas Edu­ca­ci­o­nais Aní­sio Tei­xei­ra é pos­sí­vel aces­sar as edi­ções ante­ri­o­res das pro­vas e os gaba­ri­tos.

Aprender por vias alternativas

É pos­sí­vel tam­bém bus­car revi­sar os con­teú­dos e ficar a par de atu­a­li­da­des por meio de víde­os, de pod­casts e outras fer­ra­men­tas. “Você pode, por exem­plo, estu­dar sobre uma guer­ra, ou um fato mar­can­te para o mun­do, assis­tin­do a um fil­me sobre essa temá­ti­ca. Exis­tem mui­tos mate­ri­ais dis­po­ní­veis em pla­ta­for­mas de stre­a­ming e no You­tu­be que podem ser apro­vei­ta­dos nes­se sen­ti­do”, diz a Uni­Fa­ve­la.

As redes soci­ais tam­bém podem aju­dar, des­de que sejam con­sul­ta­dos con­teú­dos con­fiá­veis, por exem­plo de cur­si­nhos reco­nhe­ci­dos ou de órgãos ofi­ci­ais. O pro­fes­sor de físi­ca do Des­com­pli­ca, Rafa­el Vila­ça, reco­men­da que os estu­dan­tes aces­sem, por exem­plo, as redes soci­ais do Inep, que é o res­pon­sá­vel pelo exa­me. Lá podem ter dicas para a pro­va. “Entrar no Ins­ta­gram do Inep e ver o que deu de spoi­ler sobre o exa­me, obser­var os temas tra­ta­dos, para se cer­car de reper­tó­rio para a pro­va. O Inep falou mui­to sobre ido­sos, sobre lei­tu­ra, alfa­be­ti­za­ção, são temas que podem cair na pro­va”, diz.

Ter uma estratégia de resolução de prova

Segun­do o coor­de­na­dor peda­gó­gi­co do Pro­E­nem, Lean­dro Viei­ra, é impor­tan­te que os par­ti­ci­pan­tes tenham uma estra­té­gia para a reso­lu­ção da pro­va. “A gen­te vê mui­tos alu­nos que che­gam para o dia da pro­va mui­to ner­vo­sos, mui­to ansi­o­sos, e aca­bam não con­se­guin­do se con­cen­trar naque­le momen­to. Impor­tan­te que vá para a pro­va saben­do por onde vai come­çar, saben­do os con­teú­dos pelos quais vai ini­ci­ar. No pri­mei­ro dia, se é por reda­ção, se é por ciên­ci­as huma­nas, por lin­gua­gens. É impor­tan­te pen­sar uma estra­té­gia e segui-la ao lon­go da pro­va por­que às vezes a ansi­e­da­de aca­ba para­li­san­do a gen­te naque­le momen­to”. O pro­fes­sor reco­men­da, no pri­mei­ro dia, que os estu­dan­tes ini­ci­em as pro­vas pela reda­ção e que dedi­quem no máxi­mo uma hora para a escri­ta do tex­to. Em segui­da, deve resol­ver as ques­tões sobre os assun­tos com os quais tem mais afi­ni­da­de.

Enem 2020

Ao todo, cer­ca de 5,8 milhões de estu­dan­tes estão ins­cri­tos para fazer as pro­vas. O Enem 2020 terá uma ver­são impres­sa, nos dias 17 e 24 de janei­ro, e uma digi­tal, rea­li­za­da de for­ma pilo­to para 96 mil can­di­da­tos, nos dias 31 de janei­ro e 7 de feve­rei­ro.

As medi­das de segu­ran­ça ado­ta­das em rela­ção à pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus serão as mes­mas tan­to no Enem impres­so quan­to no digi­tal. Have­rá, por exem­plo, um núme­ro redu­zi­do de estu­dan­tes por sala, para garan­tir o dis­tan­ci­a­men­to entre os par­ti­ci­pan­tes. Duran­te todo o tem­po de rea­li­za­ção da pro­va, os can­di­da­tos esta­rão obri­ga­dos a usar más­ca­ras de pro­te­ção da for­ma cor­re­ta, tapan­do o nariz e a boca, sob pena de serem eli­mi­na­dos do exa­me. Além dis­so, o álco­ol em gel esta­rá dis­po­ní­vel em todos os locais de apli­ca­ção.

Quem for diag­nos­ti­ca­do com covid-19, ou apre­sen­tar sin­to­mas des­sa ou de outras doen­ças infec­to­con­ta­gi­o­sas até a data do exa­me, não deve­rá com­pa­re­cer ao local de pro­va e sim entrar em con­ta­to com o Inep pela Pági­na do Par­ti­ci­pan­te, ou pelo tele­fo­ne 0800–616161, e terá direi­to a fazer a pro­va na data de rea­pli­ca­ção do Enem, nos dias 23 e 24 de feve­rei­ro.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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