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Veja dicas de saúde para se proteger no carnaval

Pais e cuidadores devem escolher blocos adequados para faixas etárias

Ana Cristi­na Cam­pos – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 28/02/2025 — 08:28
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 22/02/2025 – Bloco da favorita anima o pré-carnaval no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Quem vai cur­tir o car­naval nos trios elétri­cos, blo­cos de rua e des­files de esco­las de sam­ba deve ficar aten­to a alguns cuida­dos para garan­tir diver­são até a Quar­ta-Feira de Cin­zas (5). O Con­sel­ho Brasileiro de Oftal­molo­gia (CBO), por exem­p­lo, pede cuida­do redo­bra­do na hora de usar lentes col­ori­das, colas para cílios, maquiagem com glit­ter, tin­turas faci­ais e pomadas para mod­e­lar, trançar ou fixar cabe­los, para evi­tar trau­mas e infecções ocu­lares.

A pres­i­dente do CBO, Wilma Lelis, ressalta que as pomadas fix­ado­ras de cabe­lo lid­er­am a lista de pro­du­tos que mere­cem atenção quan­do o assun­to é saúde ocu­lar durante o car­naval. Além de dor, pacientes que apre­sen­taram prob­le­mas ao usar pomadas mod­e­lado­ras relataram irri­tação e inchaço nos olhos e, em casos mais graves, até cegueira tem­porária.

“Infe­liz­mente, pomadas com sub­stân­cias proibidas pela Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) con­tin­u­am chegan­do ao mer­ca­do e fazen­do víti­mas, colo­can­do em risco a saúde ocu­lar de inúmeras pes­soas, o que é pre­ocu­pante”, afir­ma Wilma.

A enti­dade ori­en­ta cuida­do espe­cial com pro­du­tos que pos­sam causar queimadu­ra quími­ca na córnea, como cola de cílios, tin­tas, sprays de espuma. Se hou­ver exposição a sub­stân­cias cor­ro­si­vas ou abra­si­vas, a indi­cação é lavar os olhos, pref­er­en­cial­mente, com soro fisi­ológi­co em abundân­cia. Em emergên­cia, a água cor­rente pode ser uti­liza­da ao redor do olho. Pos­te­ri­or­mente, deve-se procu­rar um serviço de oftal­molo­gia para uma avali­ação espe­cial­iza­da.

Rio de Janeiro (RJ), 22/02/2025 – Bloco O baile todo anima o pré-carnaval no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: Blo­co O baile todo ani­ma o pré-car­naval no cen­tro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil — Tomaz Silva/Agência Brasil

Crianças

A Sociedade Brasileira de Pedi­a­tria (SBP) ori­en­ta os pais e cuidadores a escol­herem blo­cos ou fes­tas ade­qua­dos para a faixa etária da cri­ança ou do ado­les­cente.

O pres­i­dente da SBP, Clóvis Fran­cis­co Con­stan­ti­no, con­sid­era fun­da­men­tal que os pais ten­ham uma con­ver­sa com os fil­hos antes de saírem para blo­quin­hos de rua ou fes­tas.

“O diál­o­go é muito impor­tante para que as cri­anças e ado­les­centes enten­dam que exis­tem riscos aos quais, muitas vezes, eles não têm noção. Esse momen­to tam­bém mostra que os pais con­fi­am em seus fil­hos. Porém, deve-se falar sobre não con­sumir álcool e out­ras dro­gas, além de reforçar a ori­en­tação de nun­ca aceitar doces, balas ou bebidas de pes­soas descon­heci­das, por mais bem inten­cionadas que elas pareçam”, aler­ta Con­stan­ti­no.

A SBP recomen­da ain­da ficar pelo menos a 15 met­ros de dis­tân­cia de caixas de som, pois o vol­ume ele­va­do pode prej­u­dicar a audição. Para aque­les com maior sen­si­bil­i­dade audi­ti­va, a indi­cação é usar pro­te­tores auric­u­lares.

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Rodovias

Antes de pegar a estra­da para cur­tir o car­naval, a Asso­ci­ação Brasileira de Med­i­c­i­na do Tráfego (Abram­et) reforça a importân­cia do uso de cin­to de segu­rança, de cadeir­in­has apro­pri­adas e a aco­modação cor­re­ta de baga­gens e de ani­mais de esti­mação. Em casos de col­isões, os obje­tos soltos den­tro do veícu­lo podem ser arremes­sa­dos sobre os ocu­pantes, cau­san­do fer­i­men­tos. Moto­ci­clis­tas devem usar sem­pre capacetes.

A asso­ci­ação tam­bém chama a atenção para a importân­cia do bem-estar do con­du­tor do veícu­lo.

“O motorista deve ficar aten­to a pos­síveis efeitos colat­erais de alguns medica­men­tos que por­ven­tu­ra for uti­lizar, e não faz­er uso de bebidas alcoóli­cas nem de dro­gas. Além dis­so, antes da viagem, quem vai diri­gir deve ter uma boa noite de sono e, em tra­je­tos lon­gos, pro­gra­mar pausas para des­cansar”, diz o pres­i­dente da Abram­et, Anto­nio Meira Júnior.

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O dire­tor cien­tí­fi­co da enti­dade, Flávio Adu­ra, aler­ta para o risco do uso do celu­lar ao volante. “Os riscos em sin­istros de trân­si­to qua­dru­pli­cam quan­do se checa men­sagens e aumen­tam em 23 vezes quan­do elas são dig­i­tadas. Se pre­cis­ar usar o tele­fone, peça aju­da para o pas­sageiro ou esta­cione em um lugar seguro”, ori­en­ta Adu­ra.

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