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Wrestling: Aline Silva é primeira mulher na diretoria de confederação

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Objetivo da medalhista mundial é descentralizar o esporte pelo país


Publi­ca­do em 07/01/2021 — 15:55 Por Juli­a­no Jus­to — Repór­ter da TV Bra­sil e Rádio Naci­o­nal — São Pau­lo

O final da tem­po­ra­da de 2020 foi his­tó­ri­co para o wres­tling bra­si­lei­ro. A cha­pa Keep Wres­tling foi elei­ta para coman­dar a Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra da moda­li­da­de (CBW) pelos pró­xi­mos qua­tro anos. Além de Wal­de­ci Sil­va e do ex-atle­ta Fla­vio Cabral Neves, a dire­ção será com­pos­ta pela luta­do­ra Ali­ne Sil­va. Ela será a pri­mei­ra mulher a ocu­par um car­go na dire­ção da CBW. “Repre­sen­ta cre­di­bi­li­da­de antes de tudo. Mui­tas pes­so­as me deram os para­béns. Mas con­si­de­ro que não é exa­ta­men­te uma con­quis­ta. É mui­to mais uma situ­a­ção de con­fi­an­ça. Temos mui­to tra­ba­lho a ser fei­to e fico extre­ma­men­te feliz por estar aqui para ten­tar aju­dar”, dis­se a recém-empos­sa­da vice-pre­si­den­te.

Par­ti­ci­pa­ram do plei­to as fede­ra­ções esta­du­ais e a comis­são de atle­tas, atra­vés de uma atu­a­li­za­ção na Lei Pelé. “Os atle­tas só pas­sa­ram a ter direi­to a voto há três anos. Acho que essa que é a gran­de ques­tão que deve ser come­mo­ra­da. O Comi­tê Olím­pi­co do Bra­sil (COB) ini­ci­ou essa mudan­ça que teve um ter­ço de repre­sen­ta­ti­vi­da­de dos atle­tas e con­di­ci­o­nou a apro­va­ção de diver­sas ques­tões ao ali­nha­men­to das con­fe­de­ra­ções e o aces­so mai­or deles às deci­sões. Final­men­te, os mais inte­res­sa­dos e aque­les que mais estão envol­vi­dos no pro­ces­so estão ten­do um poder mai­or de deci­são”, dis­se.

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Ali­ne Sil­va (Bra­sil), meda­lha de pra­ta na cate­go­ria até 76kg. Wres­tling — Jogos Pan-Ame­ri­ca­nos Lima 2019. Local: Coli­seu Miguel Grau, em Cal­lao, Lima (Peru). Data: 09.08.2019. — Abe­lar­do Men­des Jr/ rededoesporte.gov.br (Repro­du­ção)

For­ma­da em 2000, a anti­ga Con­fe­de­ra­ção de Lutas Asso­ci­a­das foi coman­da­da por mui­tos anos por mem­bros da famí­lia Gama. O pri­mei­ro pre­si­den­te foi Pedro Gama, com man­da­to até 2004. Na sequên­cia, por 12 anos, a CBW foi coman­da­da por Pedro Gama Filho, filho do pri­mei­ro pre­si­den­te. “É um pro­ces­so. Tudo na vida pas­sa por fases. O nos­so espor­te só che­gou até aqui por­que pas­sou por aque­le perío­do. Mas é nor­mal que, para con­quis­tar outros obje­ti­vos, seja neces­sá­rio entrar em uma nova fase”. Aos 34 anos, Ali­ne está lon­ge de pen­sar na apo­sen­ta­do­ria como atle­ta. Mas, mes­mo assim, con­si­de­rou que era o momen­to de par­tir para esse novo desa­fio. “Eu sem­pre fui de recla­mar bas­tan­te e ques­ti­o­nar os rumos da Con­fe­de­ra­ção. Achei que nes­se momen­to eu esta­ria sen­do hipó­cri­ta se eu não acei­tas­se par­ti­ci­par. Aca­bou acon­te­cen­do. Con­fes­so que não esta­va nos meus pla­nos nes­se momen­to. Mas não pode­ria me abs­ter nes­sa hora na qual eu real­men­te pos­so fazer a dife­ren­ça”.

O prin­ci­pal foco da nova dire­ção é des­cen­tra­li­zar o espor­te. “Temos que pen­sar em mas­si­fi­car. Sabe­mos que exis­te o CT da Sele­ção no Rio de Janei­ro e o foco prin­ci­pal da Con­fe­de­ra­ção vinha sen­do cui­dar do alto ren­di­men­to. Mas o wres­tling não é mui­to capi­la­ri­za­do no Bra­sil. Então, pre­ci­sa­mos aju­dar as fede­ra­ções nes­se pro­ces­so para que os atle­tas pos­sam che­gar pron­tos na Con­fe­de­ra­ção”, pro­je­ta. Em ter­mos de resul­ta­dos, ela colo­ca uma meta auda­ci­o­sa para o tra­ba­lho na CBW. “Já se pas­sa­ram qua­se sete anos daque­la minha meda­lha de pra­ta no Mun­di­al do Uzbe­quis­tão. E até hoje ela é iné­di­ta no espor­te bra­si­lei­ro. Acho que pas­sou da hora de algu­ma outra atle­ta repe­tir ou até supe­rar esse fei­to. Que­ro mui­to aju­dá-las para que isso ocor­ra”.

Com três meda­lhas em Jogos Pan-Ame­ri­ca­nos, pra­ta no Mun­di­al de 2014, ouro no Mun­di­al Mili­tar do mes­mo ano, par­ti­ci­pa­ção des­ta­ca­da nos Jogos Olím­pi­cos do Rio de Janei­ro e a clas­si­fi­ca­ção já garan­ti­da à Olim­pía­da de Tóquio, além de vári­as outras con­quis­tas, ela se diz rea­li­za­da como atle­ta. “Eu ganhei mui­to com o espor­te. Não tenho mais como per­der. Como pes­soa, estou total­men­te rea­li­za­da e pron­ta para con­ti­nu­ar tra­ba­lhan­do pelo wres­tling, seja den­tro ou fora do tape­te de luta. Hoje o espor­te ampli­ou os meus limi­tes. Atu­al­men­te me sin­to mui­to feliz e tenho cons­ci­ên­cia de que pos­sa ir mui­to além de uma meda­lha olím­pi­ca”.

Já clas­si­fi­ca­da para os Jogos Olím­pi­cos de Tóquio, a luta­do­ra evi­ta fazer pla­nos sobre o tor­neio. “A pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus (covid-19) trou­xe uma total inde­fi­ni­ção. Não faço ideia de como estão as minhas adver­sá­ri­as. Não faço ideia de como vamos vol­tar des­sa para­da. Vai ser uma cai­xi­nha de sur­pre­sas”, fina­li­za.

Edi­ção: Gus­ta­vo Faria

Agên­cia Bra­sil / EBC


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