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2025 já é o ano com maior número de feminicídios na capital paulista

Dados de janeiro a outubro revelam registro de 53 casos no município

Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 02/12/2025 — 18:20
São Paulo
Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2023 - Ato denúncia em frente à Câmara Municipal, organizado pelo campanha Levante Feminista contra o Feminicídio, colocarão 210 cruzes nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, simbolizando cada uma das 111 mulheres assassinadas no estado em 2022 e as 99 mulheres assassinadas em 2023. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dados da Sec­re­taria Estad­ual de Segu­rança Públi­ca de São Paulo (SSP-SP) rev­e­lam que entre janeiro e out­ubro de 2025 foram reg­istra­dos 53 casos de fem­i­nicí­dio na cap­i­tal paulista. Este é o maior índice anu­al des­de 2018, mes­mo sem con­tabi­lizar os meses de novem­bro e dezem­bro.

Em todo o esta­do de São Paulo, foram reg­istra­dos 207 fem­i­nicí­dios entre janeiro e out­ubro deste ano. No mes­mo perío­do do ano pas­sa­do, foram 191. Um aumen­to, por­tan­to, de 8% con­sideran­do os dez primeiros meses do ano.

O crime de fem­i­nicí­dio foi tip­i­fi­ca­do em lei fed­er­al em março de 2015. A par­tir dis­so, os casos começaram a ser con­tabi­liza­dos sep­a­rada­mente de out­ros tipos de homicí­dio. A lei con­sid­era fem­i­nicí­dio quan­do o assas­si­na­to envolve vio­lên­cia domés­ti­ca e famil­iar, e menospre­zo ou dis­crim­i­nação à condição de mul­her da víti­ma. As penas para o crime vari­am de 12 a 30 anos de prisão.

Segun­do os dados da SSP-SP, em 2025, a cap­i­tal ultra­pas­sou o número de casos de todos os anos ante­ri­ores, mes­mo sem os con­tabi­lizar novem­bro e dezem­bro.

Ano 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 (até out­ubro)
Casos 29 44 40 33 41 38 51 53

Combate

Por meio de nota, a SSP-SP disse que o enfrenta­men­to à vio­lên­cia con­tra a mul­her é pri­or­i­dade do gov­er­no estad­ual e que a sec­re­taria man­tém diver­sas ini­cia­ti­vas voltadas ao tema, entre elas a Cab­ine Lilás, que já real­i­zou cer­ca de 14 mil atendi­men­tos a mul­heres víti­mas de vio­lên­cia em todo o Esta­do de São Paulo.

O pro­je­to, ini­cial­mente implan­ta­do na cap­i­tal, foi ampli­a­do para a Grande São Paulo e para o inte­ri­or, com unidades nas regiões de Camp­inas, São José dos Cam­pos, Bau­ru, São José do Rio Pre­to, Soro­ca­ba, Pres­i­dente Pru­dente e Piraci­ca­ba.

“Cri­a­da de for­ma inédi­ta no âmbito do Cen­tro de Oper­ações da Polí­cia Mil­i­tar (Copom), a Cab­ine Lilás ofer­ece atendi­men­to human­iza­do por poli­ci­ais fem­i­ni­nas treinadas para acol­her e ori­en­tar víti­mas de vio­lên­cia domés­ti­ca. As agentes fornecem infor­mações sobre medi­das pro­te­ti­vas, canais de denún­cia e serviços de apoio, além de despachar viat­uras quan­do necessário”, expli­cou.

Segun­do a SSP-SP, há no esta­do 142 Del­e­ga­cias de Defe­sa da Mul­her (DDMs) ter­ri­to­ri­ais e as salas DDM 24h, que foram ampli­adas em 174,1%, com 170 espaços em plan­tões poli­ci­ais, para que as víti­mas sejam aten­di­das por video­con­fer­ên­cia por uma del­e­ga­da mul­her.

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