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Covid-19: Rio recua em reabertura com aumento do número de casos

Comércio na SAARA (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega), centro da cidade. Comércio não essencial está autorizado a reabrir a partir de hoje (9) na cidade do Rio de Janeiro depois de duas semanas fechados devido à pandemia de Covid-19.
Repro­dução: © Tânia Rêgo /Agência Brasil

Município voltou ao risco alto de contágio


Pub­li­ca­do em 06/08/2021 — 11:27 Por Ake­mi Nita­hara – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Com o aumen­to do número de casos de covid-19 na cidade do Rio de Janeiro, ver­i­fi­ca­do nas duas últi­mas sem­anas, e o avanço da vari­ante Delta, a prefeitu­ra recu­ou no plane­ja­men­to da reaber­tu­ra. O mapa de risco, que avança­va com áreas na ban­deira amarela, de risco mod­er­a­do de con­tá­gio pelo novo coro­n­avírus, voltou para o laran­ja, de risco alto, em todo o municí­pio. Os dados foram apre­sen­ta­dos hoje (6) na divul­gação do 31º bole­tim epi­demi­ológi­co da prefeitu­ra.

O prefeito Eduar­do Paes ressaltou que, caso o cenário epi­demi­ológi­co con­tin­ue apre­sen­tan­do pio­ra, o cal­endário de reaber­tu­ra, pre­vis­to para ini­ciar em 2 de setem­bro, pode ser adi­a­do.

“Quan­do a gente anun­cia uma pro­gra­mação de reaber­tu­ra, a gente não quer diz­er que a situ­ação está sob con­t­role. Vou enfa­ti­zar as pre­mis­sas. Todo o nos­so plane­ja­men­to guar­da relação dire­ta com a evolução do cenário epi­demi­ológi­co. Nesse momen­to, se a gente con­tin­ua ten­do o número de casos aumen­tan­do, a tendên­cia não é de abrir, a tendên­cia é de fechar mais. Assumo a respon­s­abil­i­dade de talvez ter pas­sa­do uma impressão de que as coisas estavam mel­hores do que estão”.

De acor­do com a Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde (SMS), os atendi­men­tos na rede de urgên­cia e emergên­cia per­manecem estáveis em um nív­el alto. A sec­re­taria desta­ca que a vari­ante Delta já rep­re­sen­ta 45% dos casos no municí­pio, mas 95% deles apre­sen­tam sin­tomas de sín­drome gri­pal e ape­nas três casos entre os que fiz­er­am a genoti­pagem foram de sín­drome res­pi­ratória agu­da grave (SRAG), com 99% evoluin­do para alta e cura. Foi reg­istra­do um óbito por covid-19, com con­fir­mação para a vari­ante Delta, de uma idosa que não se vaci­nou por opção própria.

O decre­to que impõe medi­das restri­ti­vas na cidade foi ren­o­va­do até 23 de agos­to. Per­manece obri­gatório o uso de más­caras e sus­pen­so o fun­ciona­men­to de boates, dance­te­rias e fes­tas que pre­cisem de autor­iza­qção do Poder Públi­co. Há lim­ites de ocu­pação e dis­tan­ci­a­men­to em bares, restau­rantes, acad­e­mias, cin­e­mas e teatros.

Vacina

A prefeitu­ra desta­cou que ape­nas 5% das pes­soas que se inter­nam por covid-19 tomaram ao menos uma dose da vaci­na. Os out­ros 95% são de pes­soas que não tomaram nen­hu­ma dose, tendên­cia ver­i­fi­ca­da há qua­tro sem­anas. De acor­do com o secretário de Saúde, Daniel Soranz, a cidade já teve 1.400 pes­soas inter­nadas ao mes­mo tem­po por causa da covid-19 e hoje são 650.

Até o momen­to, 80% dos adul­tos moradores da cidade já tomaram ao menos a primeira dose, o que cor­re­sponde a 62,5% da pop­u­lação total. Na faixa entre 40 e 59 anos, a imu­niza­ção par­cial chegou a 90%. A segun­da dose ou dose úni­ca foi apli­ca­da em 35,8% da pop­u­lação adul­ta, chegan­do a 92% dos maiores de 60 anos.

Hoje se vaci­nam as pes­soas de 28 anos e aman­hã, as de 27. Por causa de atra­sos na entre­ga das vaci­nas, a prefeitu­ra deter­mi­nou que neste sába­do (7) os pos­tos abrirão um pouco mais tarde, às 10h, em vez das 8h como de cos­tume, fechan­do às 17h. Foi aber­ta a repescagem per­ma­nente para maiores de 50 anos, pes­soas com comor­bidade, ges­tantes e puér­peras. Nas próx­i­mas duas sem­anas será apli­ca­da a segun­da dose nas pes­soas com comor­bidades.

Eduar­do Paes adiantou que, caso o cal­endário seja cumpri­do e até o dia 18 de agos­to todas as pes­soas com 18 anos ou mais este­jam imu­nizadas, a prefeitu­ra estu­da adi­antar a apli­cação da dose de reforço nos idosos, pre­vista para out­ubro, e tam­bém diminuir o inter­va­lo entre as dos­es de quem rece­beu a vaci­na da Pfiz­er. No cartão de vaci­nação, foi pre­vis­to o pra­zo de 12 sem­anas, mas a fab­ri­cante autor­iza a apli­cação do reforço com três sem­anas.

Réveillon

Diário Ofi­cial do municí­pio pub­li­cou hoje o cader­no de encar­gos com o plane­ja­men­to para a fes­ta de réveil­lon na cidade. Além de Copaca­bana, com três pal­cos, estão pre­vis­tos shows e queima de fogos tam­bém no Boule­vard Olímpi­co, Ban­gu, Pen­ha, Par­que Madureira, Pra­ia do Fla­men­go, Pra­ia da Moren­in­ha (Paque­tá), Pra­ia da Bica (Ilha do Gov­er­nador), Guarat­i­ba, Pra­ia de Sepeti­ba e Piscinão de Ramos.

Paes desta­cou que a real­iza­ção da fes­ta depende da evolução pos­i­ti­va do cenário epi­demi­ológi­co.

“O réveil­lon é daqui a cin­co meses. Se fos­se aman­hã, seria uma inco­erên­cia. Mas tudo apon­ta para a enorme pos­si­bil­i­dade de a gente ter réveil­lon este ano, não dá para preparar um even­to como esse em um mês. Então nós vamos tra­bal­har para o réveil­lon como se ele fos­se acon­te­cer, respei­tan­do os pra­zos de lic­i­tação. Há todo o proces­so admin­is­tra­ti­vo e buro­cráti­co. Daqui a cin­co meses, a gente espera estar com todo mun­do vaci­na­do com as duas dos­es, a prop­u­lação pro­te­gi­da, a ter­ceira dose para os idosos. É com esse olhar otimista que a gente olha paro o futuro”.

Edição: Graça Adju­to

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