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Hospitais fluminenses batem recorde em captação de órgãos em 2021

Repro­dução: © Divulgação/ Gov­er­no do Esta­do do Rio de Janeiro

Foram mais de 373 órgãos captados em 11 meses


Pub­li­ca­do em 02/01/2022 — 18:24 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Os hos­pi­tais estad­u­ais Alber­to Tor­res (Heat), em São Gonça­lo, região met­ro­pol­i­tana do Rio de Janeiro; Adão Pereira Nunes, em Duque de Cax­i­as, Baix­a­da Flu­mi­nense; e Rober­to Chabo, em Ararua­ma, Região dos Lagos, bat­er­am recorde, jun­tos, de órgãos, teci­dos e ossos cap­ta­dos e envi­a­dos à Cen­tral Estad­ual de Trans­plantes, nos últi­mos onze meses. Foram mais de 373 órgãos cap­ta­dos, entre eles 15 corações, que ben­e­fi­cia­ram mais de 600 pes­soas.

Os três hos­pi­tais são admin­istra­dos pelo Insti­tu­to de Desen­volvi­men­to, Ensi­no e Assistên­cia à Saúde (Ideas), em parce­ria com a Sec­re­taria Estad­ual de Saúde (SES), e estão entre as primeiras unidades do esta­do do Rio de Janeiro em cap­tação de órgãos. Unidades de urgên­cia e emergên­cia, os hos­pi­tais são espe­cial­iza­dos no socor­ro a pacientes com múlti­p­los trau­mas. A infor­mação foi divul­ga­da hoje (2) pelo núcleo de impren­sa do gov­er­no flu­mi­nense.

Recorde

Segun­do colo­ca­do no rank­ing nacional de cap­tação de órgãos em 2020, o Hos­pi­tal Adão Pereira Nunes, tam­bém con­heci­do como Hos­pi­tal de Saracu­runa, reg­istrou 100 pro­to­co­los de morte ence­fáli­ca em 2021. Com a inter­venção da equipe da Comis­são Intra-Hos­pi­ta­lar de Doação de Órgãos e Teci­dos para Trans­plantes (CIHDOTT), foram efe­t­u­adas 45 cap­tações de órgãos efe­tivos.

O coor­de­nador da comis­são do Hos­pi­tal Adão Pereira Nunes, enfer­meiro Gilber­to Mal­var, comem­o­rou o resul­ta­do. “Den­tre essas cap­tações, obtive­mos 10 corações (recorde históri­co), um pul­mão, três pân­creas, 37 fíga­dos, 70 rins, 77 córneas, uma cap­tação de ossos e uma de pele. Isso tem como resul­ta­do o sal­va­men­to de aprox­i­mada­mente 125 vidas através do trans­plante de órgãos sóli­dos e a mel­ho­ria na qual­i­dade de vida de cer­ca de 300 pes­soas através do trans­plante de teci­dos”, disse Mal­var.

A taxa de autor­iza­ção famil­iar para doação de órgãos no Hos­pi­tal de Saracu­runa está em 75% e é con­sid­er­a­da bas­tante sig­ni­fica­ti­va. Porém, nem todos os casos autor­iza­dos seguem para doação dev­i­do a con­traindi­cações que surgem durante o proces­so. A unidade é recordista em cap­tação, ten­do fica­do em primeiro lugar na pre­mi­ação do Pro­gra­ma Estad­ual de Trans­plantes do Rio de Janeiro, infor­mou Mal­var.

Gen­erosi­dade

O Hos­pi­tal Rober­to Chabo, situ­a­do no municí­pio de Ararua­ma, Região dos Lagos, tam­bém salvou vidas ao lon­go de 2021. Foram mais de 24 órgãos cap­ta­dos, além de teci­dos e ossos, que aten­der­am a mais de 150 pes­soas. A enfer­meira Michele Guedes disse que um dos últi­mos proces­sos de cap­tação ocor­reu em mea­d­os de novem­bro, depois que a família de um jovem de 20 anos, víti­ma de aci­dente de moto, ter autor­iza­do a doação.

“O cor­po do paciente, que entrou em morte ence­fáli­ca dias após sua entra­da na unidade, deixou o Cen­tro de Trata­men­to Inten­si­vo sob aplau­sos de médi­cos, enfer­meiros, pes­soal de apoio e admin­is­tra­tivos. Foi um ato de agradec­i­men­to. A família foi acol­hi­da por nos­sa equipe pela gen­erosi­dade da doação dos órgãos do ente queri­do, que trans­for­mou a vida de out­ras pes­soas”, disse Michele.

A equipe do Hos­pi­tal Estad­ual Alber­to Tor­res, em São Gonça­lo, con­seguiu ben­e­fi­ciar cer­ca de 200 pacientes que aguar­davam na fila do trans­plante, graças à cap­tação de 51 órgãos.

De acor­do com infor­mação do gov­er­no flu­mi­nense, nos dias de cap­tação é mon­ta­da uma força-tare­fa em cada hos­pi­tal. Quan­do um poten­cial doador é iden­ti­fi­ca­do e a equipe médi­ca visu­al­iza a doação de órgãos cuja cap­tação e trans­porte tem que ser feito em até qua­tro horas, como o coração, a equipe da comis­são aciona a Cen­tral Estad­ual de Trans­plantes. A cen­tral envia então helicóptero e até bate­dores da Polí­cia Mil­i­tar, para que o paciente que está do out­ro lado pos­sa rece­ber o trans­plante no tem­po cer­to.

Edição: Valéria Aguiar

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