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Mais dois municípios maranhenses decretam emergência devido às chuvas

Repro­dução: © Cor­po de Bombeiros Mil­i­tar do Maran­hão

Cidade no oeste do estado poderá adiar volta às aulas


Pub­li­ca­do em 06/01/2022 — 17:15 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Mais dois municí­pios maran­hens­es – Mirador e Paraibano – dec­re­taram situ­ação de emergên­cia por causa das chu­vas, soman­do-se a Bar­ra do Cor­da, Gra­jaú e Jato­bá. Isso sig­nifi­ca que as cin­co cidades recon­hecem que serão necessárias medi­das excep­cionais e apoio estad­ual e fed­er­al para reparar os estra­gos cau­sa­dos pelas inun­dações e alaga­men­tos e resta­b­ele­cer a nor­mal­i­dade.

Segun­do a Coor­de­nado­ria Estad­ual de Pro­teção e Defe­sa Civ­il, há seis municí­pios em esta­do de aler­ta por causa da con­tinuidade das chu­vas: Trizidela do Vale, Pedreiras, Itapecu­ru Mir­im, San­ta Rita; Pirape­mas e Can­tan­hede.

Em todo o Maran­hão, as chu­vas, inun­dações e alaga­men­tos deixaram 298 famílias desabri­gadas. São pes­soas que tiver­am que deixar suas casas e, sem ter para onde ir, foram acol­hi­das em abri­gos públi­cos. Mais de 320 famílias desa­lo­jadas estão em casa de par­entes, ami­gos e viz­in­hos ou em hospeda­gens par­tic­u­lares.

Em Mirador, no sertão maran­hense, o Rio Itapecu­ru trans­bor­dou, ala­gan­do a região cen­tral da cidade e deixan­do um “triste cenário”, disse à Agên­cia Brasil a secretária munic­i­pal de Edu­cação, Ere­nilde Cam­pos Ever­ton Bez­er­ra. Segun­do a Defe­sa Civ­il estad­ual, só nes­ta cidade, mais de 200 famílias foram desabri­gadas ou desa­lo­jadas pela alta do nív­el do rio.

“A enchente foi muito grande. Os comér­cios, a agên­cia bancária, está tudo fecha­do no cen­tro da cidade. Para não falar da zona rur­al. O pré­dio da sec­re­taria tam­bém foi atingi­do pela água, que destru­iu doc­u­men­tos e estragou móveis, deixan­do, em alguns pon­tos, uma cama­da de lama quase na altura dos joel­hos”, descreveu a secretária.

Oito esco­las da cidade estão servin­do de abri­gos impro­visa­dos, e Ere­nilde não descar­ta a hipótese de ter que adi­ar a vol­ta às aulas, pre­vista para 1º de fevereiro. “Temos que faz­er uma nova análise para ver o que faz­er, porque a situ­ação aqui está triste.”

De acor­do com a Defe­sa Civ­il estad­ual, com a trégua das chu­vas nas últi­mas 24 horas, o vol­ume de água do Rio Itapecu­ru chegou a diminuir um pouco, per­mitin­do a lib­er­ação de algu­mas vias e a reti­ra­da de parte dos deje­tos que tomaram con­ta das ruas cen­trais de Mirador. Além de dis­tribuírem ces­tas bási­cas, remé­dios e refeições à pop­u­lação, servi­dores públi­cos ver­i­fi­cam se há neces­si­dade de remover mais pes­soas para os abri­gos impro­visa­dos. No entan­to, por receio da vol­ta das chu­vas, Mirador per­manece em esta­do de atenção.

Em Imper­a­triz, cer­ca de 550 quilômet­ros a oeste de Mirador, 241 famílias estão desabri­gadas ou desa­lo­jadas. Ali, o nív­el do Rio Tocan­tins segue estáv­el, na mar­ca de 9,4 met­ros, e bombeiros e equipes do Exérci­to prestam aju­da às pes­soas afe­tadas.

Edição: Nádia Fran­co

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