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Justiça decreta prisão de acusados do assassinato de Moïse Kabagambe

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Três homens foram indiciados pela Polícia Civil


Pub­li­ca­do em 02/02/2022 — 11:50 Por Ake­mi Nita­hara – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Foi dec­re­ta­da hoje (2) a prisão de três home­ns envolvi­dos no espan­ca­men­to e na morte do imi­grante con­golês Moïse Mugenyl Kabagambe. O crime ocor­reu no dia 24, no quiosque Trop­icália na Bar­ra da Tiju­ca, zona oeste do Rio de Janeiro. A ordem de prisão foi dada na madru­ga­da pela juíza do Plan­tão Judi­ciário, Isabel Tere­sa Pin­to Coel­ho Diniz.

A prisão tem­porária de Ale­son Cris­tiano de Oliveira Fon­se­ca, o “Dezen­ove”; Bren­don Alexan­der Luz da Sil­va, o “Tot­ta”; e Fábio Pirineus da Sil­va, o “Belo”, foi pedi­da ontem pela Polí­cia Civ­il ao Min­istério Públi­co. Segun­do o tit­u­lar da Del­e­ga­cia de Homicí­dios da Cap­i­tal, Hen­rique Dam­a­s­ceno, eles respon­derão por homicí­dio dupla­mente qual­i­fi­ca­do.

De acor­do com o Tri­bunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), os acu­sa­dos foram iden­ti­fi­ca­dos após o depoi­men­to de teste­munhas que pres­en­cia­ram o espan­ca­men­to, feito com bar­ras de madeira. Após a vio­lên­cia, a víti­ma ain­da foi amar­ra­da com uma cor­da por um dos indi­ci­a­dos.

Na decisão, a juíza ressal­va que são necessárias mais inves­ti­gações para esclare­cer os fatos.

“Con­tu­do, ain­da exis­tem diligên­cias e atos inves­tiga­tivos a serem real­iza­dos a fim de que os fatos sejam mel­hor elu­ci­da­dos. A prisão tem­porária é espé­cie de medi­da caute­lar que visa asse­gu­rar a eficá­cia das inves­ti­gações para, pos­te­ri­or­mente, pos­si­bil­i­tar o fornec­i­men­to de jus­ta causa para a instau­ração de um proces­so penal. Não se tra­ta de prisão pre­ven­ti­va, obe­de­cen­do a hipóte­ses diver­sas, sendo uma espé­cie de prisão caute­lar ain­da mais restri­ta”.

As ima­gens do quiosque mostram que três home­ns par­tic­i­param da sessão de vio­lên­cia con­tra Moïse, que foi bru­tal­mente agre­di­do a pauladas, após o iní­cio uma aparente dis­cussão. As cir­cun­stân­cias da briga ain­da estão sendo apu­radas pela polí­cia.

Par­entes do con­golês sus­ten­tam que ele tin­ha ido ao local cobrar uma dívi­da. Já os agres­sores afir­mam que ele havia ini­ci­a­do uma briga den­tro do esta­b­elec­i­men­to.

Edição: Lílian Beral­do

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