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Governo deve enviar medida para reduzir valor da gasolina ao Congresso

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Proposta pode chegar ao Legislativo na semana que vem


Pub­li­ca­do em 12/03/2022 — 17:11 Por Karine Melo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Menos de 24 horas depois de san­cionar a lei que unifi­ca a cobrança do Impos­to sobre Cir­cu­lação de Mer­cado­rias e Serviços (ICMS) sobre com­bustíveis em todo o país, o pres­i­dente Jair Bol­sonaro não descar­tou, neste sába­do (12), ado­tar novas medi­das — como a intro­dução de sub­sí­dios ou até mes­mo uma mudança na políti­ca de preços da Petro­bras — para con­ter o aumen­to da gasoli­na e do diesel. 

Após par­tic­i­par neste sába­do (12) de um even­to de fil­i­ação de dep­uta­dos fed­erais na sede do PL, em Brasília, Bol­sonaro avaliou que a com­pen­sação nos preços dos com­bustíveis, con­ce­di­da a par­tir de um Pro­je­to de Lei Com­ple­men­tar (PLC), aprova­do essa sem­ana pelo Con­gres­so, aju­dará com que o rea­juste con­ce­di­do pela Petro­bras ao diesel nes­ta sem­ana – cer­ca de 25% — não chegue inte­gral­mente às bom­bas de com­bustíveis.

O chefe do Exec­u­ti­vo tam­bém adiantou que ao gov­er­no estu­da uma medi­da sim­i­lar para a gasoli­na. A pro­pos­ta poderá chegar ao Leg­isla­ti­vo na sem­ana que vem. “O Sena­do resolveu mudar na últi­ma hora. Caso con­trário, nós teríamos tam­bém um descon­to na gasoli­na, que está bas­tante alto. Se bem que [a alta] é no mun­do todo. Mas, se nós podemos mel­ho­rar isso aqui, não podemos nos escusar e nos aco­modar. Se pud­er­mos diminuir aqui, fare­mos isso”, garan­tiu.

Subsídio

Ao recon­hecer a jor­nal­is­tas que o preço dos com­bustíveis está alto, Jair Bol­sonaro desta­cou que a sanção fez com que o aumen­to de R$ 0,90 no litro da gasoli­na seja reduzi­do para R$ 0,30. Ain­da segun­do ele, o con­fli­to na Ucrâ­nia pode pres­sion­ar ain­da mais o preço do petróleo no mer­ca­do inter­na­cional.

“A gente pref­ere não gas­tar, não ter que gas­tar com sub­sí­dio, mas se pre­ciso for, para econo­mia do Brasil aqui não parar, não travar, nós prefe­r­i­mos, com toda certeza o Paulo Guedes vai preferir uma medi­da como essa ou uma alter­na­ti­va equiv­a­lente”, adiantou.

Política da Petrobras

Sobre a políti­ca de preços da Petro­bras, o pres­i­dente criti­cou a pari­dade com os preços inter­na­cionais, que atrela o val­or da gasoli­na ao dólar. A regra, avaliou, agra­da os acionistas da estatal, mas prej­u­di­ca o con­sum­i­dor. Bol­sonaro disse que cabe à Petro­bras apre­sen­tar uma pro­pos­ta para mudar essa dinâmi­ca.

“Eu ten­ho uma políti­ca de não inter­ferir, saben­do das obri­gações legais da Petro­bras. E, para mim, par­tic­u­lar­mente falan­do, é um lucro absur­do que a Petro­bras tem, num momen­to atípi­co no mun­do. Não é uma questão ape­nas inter­na nos­sa. Então, falar que estou sat­is­feito com o rea­juste, não estou. Mas não vou inter­ferir no mer­ca­do”, disse em Brasília.

Troca

Sem faz­er críti­cas ao pres­i­dente da estatal, Joaquim Sil­va e Luna, per­gun­ta­do se o mil­i­tar pode­ria ser tro­ca­do do coman­do da empre­sa, Bol­sonaro disse que com exceção dele e do vice-pres­i­dente, Hamil­ton Mourão, “qual­quer um no gov­er­no pode ser tro­ca­do”.

“Tem cer­tas coisas que não pre­ciso comen­tar. Ele [Sil­va e Luna] vai lig­ar pra mim e falar: ‘Está sat­is­feito com o rea­juste?’. Não vai lig­ar. Ele sabe o que eu pen­so dis­so e o que qual­quer brasileiro pen­sa dis­so. Ago­ra, o brasileiro tem que enten­der que quem decide esse preço não é o pres­i­dente da Repúbli­ca. É a Petro­bras com seus dire­tores e os seus con­sel­hos”, disse.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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