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Chuvas em RJ matam 15 pessoas e bombeiros buscam desaparecidos

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Previsão é de mais chuva para hoje no estado


Pub­li­ca­do em 03/04/2022 — 15:16 Por Léo Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Cor­po de Bombeiros do Rio de Janeiro ain­da bus­ca desa­pare­ci­dos após as chu­vas inten­sas que atin­gi­ram na sex­ta-feira (1º) e ontem (2) diver­sas cidades do esta­do, espe­cial­mente na região da Cos­ta Verde e na Baix­a­da Flu­mi­nense.

Em decor­rên­cia dos tem­po­rais, 15 mor­tos já foram con­fir­ma­dos, sendo oito em Angra dos Reis, seis de Paraty e um em Mesqui­ta. A pre­visão do Insti­tu­to Nacional de Mete­o­rolo­gia (Inmet) é de mais chu­va para hoje (3).

O esta­do vive um dos anos de maior pre­ocu­pação em relação às chu­vas. Em fevereiro, Petrópo­lis, na Região Ser­rana, foi dura­mente impacta­da por tem­po­ral que deixou mais de 230 mor­tos. O episó­dio foi recon­heci­do pela cidade como a maior tragé­dia de sua história.

Diante das novas ocor­rên­cias no esta­do neste fim de sem­ana, o gov­er­nador Cláu­dio Cas­tro, do esta­do do Rio, criou um gabi­nete de crise com a par­tic­i­pação de várias secretárias. A força das chu­vas na madru­ga­da de sába­do (2) cau­sou grande impacto na Ilha Grande, no municí­pio de Angra dos Reis, na região da Cos­ta Verde. Um desliza­men­to de ter­ra arras­tou árvores e casas e deixou com­ple­ta­mente destruí­da a Pra­ia de Itaguaçu. Comu­nidades da ilha famosas pelo tur­is­mo, como a Vila do Abraão, tam­bém foram bas­tante afe­tadas.

“Nas últi­mas 48 horas, Angra dos Reis atingiu o vol­ume equiv­a­lente a 655 mm (milímet­ros) no con­ti­nente, e 592 mm na Ilha Grande, índices jamais reg­istra­dos ante­ri­or­mente”, afir­mou a prefeitu­ra em nota pub­li­ca­da em seu site. Diante do cenário, foi dec­re­ta­do esta­do de emergên­cia.

Moradores e comerciantes da comunidade de Rio das Pedras, zona oeste da cidade, sofrem com alagamentos devido às chuvas intensas que causaram estragos em vários pontos do Estado do Rio de Janeiro.
Repro­dução: Moradores e com­er­ciantes da comu­nidade de Rio das Pedras sofrem com alaga­men­tos cau­sa­dos pelas chu­vas inten­sas que causaram estra­gos em vários pon­tos do Esta­do do Rio de Janeiro. — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Na cidade de Paraty, ao sul de Angra dos Reis, um desliza­men­to de ter­ra atingiu sete casas na comu­nidade costeira de Pon­ta Negra. O tem­po­ral na Cos­ta Verde tam­bém afe­tou a rodovia fed­er­al BR-101, con­heci­da como Rio-San­tos. Segun­do a Defe­sa Civ­il Nacional, entre Man­garat­i­ba (RJ) e Ubatu­ba (SP), há 23 pon­tos  inter­di­ta­dos em razão de que­da de árvores e desliza­men­tos de ter­ra.

De acor­do com o Cor­po de Bombeiros, seis pes­soas ain­da estão desa­pare­ci­das em Angra dos Reis e uma em Paraty. Helicópteros foram mobi­liza­dos para as oper­ações de bus­ca. “Nos­sas aeron­aves estão em ação. Equipes, equipa­men­tos e insumos chegam via aérea den­tro da logís­ti­ca da oper­ação de res­gate na Cos­ta Verde”, infor­mou a cor­po­ração através das redes soci­ais.

As Forças Armadas estão con­tribuin­do com as oper­ações, pre­stando apoio para trans­porte de bombeiros, cães e dis­pos­i­tivos de bus­ca e sal­va­men­to.

A Mar­in­ha infor­mou hoje (3) que está apoian­do a Sec­re­taria Nacional de Pro­teção e Defe­sa Civ­il com uma aeron­ave SH-16. A ação faz parte da Mobi­liza­ção de Apoio do Min­istério da Defe­sa, em respos­ta ao desas­tre ocor­ri­do em Angra dos Reis e Paraty, após as fortes chu­vas do dia 1º de abril.

As Forças Armadas prestarão apoio logís­ti­co para trans­porte de bombeiros, cães e equipa­men­tos de bus­ca e sal­va­men­to do Rio de Janeiro com des­ti­no a Angra e demais local­i­dades afe­tadas, além do deslo­ca­men­to de equipe do Grupo de Apoio à Desas­tres.

Marinha do Brasil ,aeronave SH-16, Angra dos Reis, Paraty
Reproução: Aeron­ave SH-16 da Mar­in­ha par­tic­i­pa de oper­ação em Angra dos Reis e Paraty, cidades atingi­das por fortes chu­vas  (Agên­cia Brasil-Mar­in­ha do Brasil)

A aeron­ave SH-16 per­tence ao 1º Esquadrão de Helicópteros Anti­s­sub­mari­no, do Coman­do da Força Aeron­aval, e tem cin­co mil­itares com­pon­do a trip­u­lação. A aeron­ave tam­bém par­ticipou da mobi­liza­ção em apoio à Defe­sa Civ­il, no municí­pio de Petrópo­lis (RJ).

Outras regiões

O municí­pio de Nova Iguaçu, um dos mais atingi­dos na Baix­a­da Flu­mi­nense, tam­bém decre­tou esta­do de emergên­cia. O trans­bor­da­men­to do rio Botas deixou bair­ros inteiros ala­ga­dos e famílias com­ple­ta­mente ilhadas. No municí­pio viz­in­ho, Mesqui­ta, uma pes­soa mor­reu ao sofr­er uma descar­ga elétri­ca em uma via ala­ga­da.

A forte chu­va tam­bém cau­sou transtornos na Região dos Lagos. Uma bar­reira inter­rompeu total­mente o tráfego na rodovia estad­ual RJ-106, entre Saquare­ma e Mar­icá. No Rio de Janeiro, o maior vol­ume de chu­va foi reg­istra­do no iní­cio da noite de sex­ta-feira (1º), crian­do bol­sões de água que inter­di­taram vias em difer­entes bair­ros.

A situ­ação foi mon­i­tora­da pelo Cen­tro de Oper­ações. Em Laran­jeiras, na zona sul da cidade, foram con­tabi­liza­dos 132 milímet­ros entre 19h de sex­ta-feira (1º) e 19h de ontem (2), deixan­do a via prin­ci­pal do bair­ro intran­sitáv­el por algu­mas horas.

Diante da pre­visão de novos tem­po­rais, a Defe­sa Civ­il do esta­do pede que a pop­u­lação não per­maneça em áreas de risco. É que há risco de novos alaga­men­tos, trans­bor­da­men­tos de rios e desliza­men­tos de encostas. A atenção é maior na Cos­ta Verde. O Mete­o­rolo­gia man­tém aler­ta para a região até as 11h de aman­hã (4). Segun­do a pre­visão, podem ser acu­mu­la­dos até 100 milímet­ros.

Matéria alter­a­da às 15h23 para acrésci­mo de infor­mações.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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