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Rio: escolas fecham desfile da Série Ouro de olho no Grupo Especial

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Apresentações na Sapucaí terminaram às 6h da manhã de hoje


Pub­li­ca­do em 22/04/2022 — 10:30 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

No segun­do dia de des­files da Série Ouro, a segun­da divisão do car­naval car­i­o­ca, oito esco­las pas­saram pela aveni­da Mar­quês de Sapu­caí, em bus­ca de uma vaga no Grupo Espe­cial, a elite do sam­ba, em 2023. Difer­ente­mente do primeiro dia, nen­hu­ma esco­la ultra­pas­sou o tem­po lim­ite de 55 min­u­tos.

O iní­cio dos des­files não atra­sou tan­to quan­to no primeiro dia, nem hou­ve qual­quer aci­dente que inter­rompesse o crono­gra­ma. Por isso, ape­sar de ter mais esco­las do que no primeiro dia, o segun­do dia da Série Ouro ter­mi­nou mais cedo, por vol­ta das 6h de hoje (22). No dia ante­ri­or, os des­files só havi­am acaba­do depois das 7h.

Antes da primeira esco­la entrar na pas­sarela do sam­ba, o locu­tor ofi­cial leu uma nota da Liga das Esco­las de Sam­ba do Rio (Liga RJ), respon­sáv­el pelos des­files da Série Ouro, em que lamen­tou o aci­dente ocor­ri­do na noite ante­ri­or, envol­ven­do um car­ro alegóri­co e a meni­na Raquel Antunes, de 11 anos, que teve uma per­na amputa­da.

Mussum é homenageado

Quem abriu a pas­sarela foi a esco­la Lins Impe­r­i­al, que não pisa­va no Sam­bó­dro­mo há dez anos e que entrou na aveni­da pouco depois das 21h. A esco­la do bair­ro do Lins, na zona norte do Rio, que teve ráp­i­das pas­sagens pelo Grupo Espe­cial nas décadas de 70 e 90, lev­ou 1.900 com­po­nentes em 25 alas, para con­tar a história de Mus­sum, sam­bista e humorista que con­quis­tou o Brasil com o grupo Os Tra­pal­hões.

Um dos destaques foi o sósia de Mus­sum, que se apre­sen­tou na comis­são de frente, com os tre­jeitos do come­di­ante.

A Inocentes de Belford Roxo, que teve sua úni­ca par­tic­i­pação no Grupo Espe­cial em 2013, entrou logo em segui­da, com um enre­do sobre a Noite dos Tam­bores Silen­ciosos, tradição do car­naval per­nam­bu­cano, e 2.200 com­po­nentes em 17 alas. A musa da esco­la, Lor­rany Cristine, des­filou grávi­da de oito meses.

O abre-alas, Tam­bores para os Ances­trais, trazia um enorme búfa­lo que solta­va fumaça pelas nar­i­nas.

Flamengo na avenida

A ter­ceira esco­la que des­filou foi a tradi­cional Está­cio de Sá, grande campeã do car­naval car­i­o­ca em 1992, mas que, nos últi­mos 25 anos, só par­ticipou do Grupo Espe­cial três vezes, todas elas ten­do sido rebaix­a­da.

Neste ano, a agremi­ação do cen­tro da cidade apos­tou numa reed­ição de seu enre­do de 1995 sobre o Fla­men­go, quan­do con­seguiu uma séti­ma posição, e apre­sen­tou 22 alas e 2.100 inte­grantes.

A comis­são de frente simu­lou um vestiário. Os dançari­nos sim­u­la­ram uma tro­ca de roupa, em que colo­caram uma camisa rubro-negra, e jog­a­ram bolas para a tor­ci­da. O man­to rubro-negro flu­tu­ou na aveni­da com a aju­da de drones.

Ator é lembrado

Já Acadêmi­cos de San­ta Cruz, da zona oeste car­i­o­ca, lev­ou para o Sam­bó­dro­mo o maior con­tin­gente de com­po­nentes (2.500 pes­soas) e 22 alas, com um enre­do sobre o ator Mil­ton Gonçalves. A esco­la está afas­ta­da do Grupo Espe­cial há quase duas décadas.

A últi­ma ale­go­ria trazia uma enorme escul­tura do ator, que movi­men­ta­va os braços. O car­ro rep­re­sen­ta­va a par­tic­i­pação de Mil­ton na nov­ela O Bem-Ama­do, em que inter­pre­tou o per­son­agem Zelão das Asas.

A quin­ta esco­la a des­fi­lar foi a Unidos de Padre Miguel, tam­bém da zona oeste da cidade, que fre­quen­tou o Grupo Espe­cial nas décadas de 60 e 70, mas que não figu­ra na divisão de elite do car­naval car­i­o­ca há 50 anos. Com 2.200 inte­grantes e 22 alas, a agremi­ação falou do orixá Iroko.

Na comis­são de frente, o tripé tin­ha uma imen­sa árvore que se movi­men­ta­va. Já no abre-alas, a cabeça do boi ver­mel­ho, sím­bo­lo da Padre Miguel, solta­va fumaça pelo nar­iz, assim como o da Inocentes, e tam­bém se movia.

Acadêmicos de Vigário Geral

A Acadêmi­cos de Vigário Ger­al, esco­la da zona sul car­i­o­ca que nun­ca des­filou no Grupo Espe­cial, se apre­sen­tou com o menor con­tin­gente: 1.100 com­po­nentes em 20 alas. A apos­ta para o aces­so inédi­to à divisão de elite foi um enre­do sobre a Peque­na África, região da zona por­tuária car­i­o­ca onde chegavam navios negreiros.

A comis­são de frente fez uma hom­e­nagem às víti­mas negras da vio­lên­cia, levan­do car­tazes com nomes e fotos daque­les que perder­am suas vidas. Um deles apre­sen­ta­va a frase “vidas negras impor­tam”.

Império da Tijuca

A Império da Tiju­ca entrou na aveni­da com um enre­do sobre a esco­la de sam­ba Quilom­bo, agremi­ação do sub­úr­bio car­i­o­ca cri­a­da na déca­da de 70 por Can­deia e out­ros sam­bis­tas.

Com 1.600 inte­grantes e 19 alas, a agremi­ação da Tiju­ca, na zona norte, bus­cou levar a atmos­fera do car­naval dos anos 70 para a aveni­da e rep­re­sen­tou, em sua comis­são de frente, a evolução de baianas e de um casal de mestre-sala/­por­ta-ban­deira, com o pavil­hão da Quilom­bo.

Os des­files da Série Ouro foram encer­ra­dos com a Império Ser­ra­no, uma das esco­las mais tradi­cionais do Rio, com nove títu­los do Grupo Espe­cial, sendo o últi­mo há 40 anos. A agremi­ação apos­tou numa hom­e­nagem ao capoeirista Besouro Man­gangá. Na comis­são de frente, hou­ve movi­men­tos de capoeira e até a sim­u­lação de uma luta.

Com dois mil inte­grantes e 18 alas, entrou na aveni­da com o dia ain­da escuro e ter­mi­nou seu des­file já depois do aman­hecer.

A esco­la campeã da Série Ouro des­fi­lará no Grupo Espe­cial em 2023. As duas últi­mas colo­cadas serão rebaix­adas para a Série Pra­ta, a ter­ceira divisão que se apre­sen­ta na aveni­da Inten­dente Mag­a­l­hães, na zona norte da cidade do Rio.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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