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Macaé investiga suspeita de varíola dos macacos

Repro­dução: © CYNTHIA S. GOLDSMITH

Homem de 43 anos retormou de plataforma de petróleo, na quarta-feira


Pub­li­ca­do em 11/06/2022 — 18:21 Por Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A Vig­ilân­cia Epi­demi­ológ­i­ca da Sec­re­taria munic­i­pal de Saúde de Macaé, no norte flu­mi­nense, inves­ti­ga o caso de um homem, de 43 anos, com sus­pei­ta de varío­la dos maca­cos (mon­key­pox). Ele tra­bal­ha numa platafor­ma de petróleo na Bacia de Cam­pos e retornou, na últi­ma quar­ta-feira (8), com sin­tomas da doença. Em nota, a Sec­re­taria de Saúde de Macaé infor­ma que “aguar­da a emis­são do lau­do téc­ni­co dos exam­es real­iza­dos pelo lab­o­ratório mol­e­c­u­lar de virolo­gia da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ) nas amostras cole­tadas em paciente”.

O homem não é morador de Macaé, mas segue inter­na­do em hos­pi­tal par­tic­u­lar no municí­pio, após desem­bar­car de platafor­ma de petróleo. “A pre­visão é que o diag­nós­ti­co seja lib­er­a­do nes­ta segun­da-feira (13). Amostras do paciente tam­bém estão sendo anal­isadas pelo Lab­o­ratório Cen­tral Noel Nutels (Lacen), da Sec­re­taria Estad­ual de Saúde”.

A nota diz ain­da que o esta­do de saúde do paciente é estáv­el. “A inter­nação segue como pro­to­co­lo de iso­la­men­to até o fechamen­to do diag­nós­ti­co”. A Vig­ilân­cia Epi­demi­ológ­i­ca de Macaé esclarece que não há out­ro caso sus­peito em inves­ti­gação na cidade.

A Sec­re­taria de Esta­do de Saúde, por meio do Cen­tro de Infor­mações Estratég­i­cas de Vig­ilân­cia em Saúde, con­fir­ma essas infor­mações. “Exam­es com­ple­mentares, pre­coniza­dos pelo Min­istério da Saúde para fechar a avali­ação do caso, estão em anda­men­to”, desta­cou.

Em nota, a vig­ilân­cia estad­ual infor­ma que “está apoian­do a vig­ilân­cia munic­i­pal de Macaé no mon­i­tora­men­to. Até o momen­to, não há caso de mon­key­pox con­fir­ma­do no esta­do”.

Em maio, o Cen­tro de Infor­mações Estratég­i­cas de Vig­ilân­cia em Saúde envi­ou comu­ni­ca­do de aler­ta às sec­re­tarias munic­i­pais de Saúde ori­en­tan­do quan­to à detecção e ao mon­i­tora­men­to de pos­síveis casos da doença. A medi­da tem como obje­ti­vo garan­tir que as vig­ilân­cias munic­i­pais e estad­ual sejam noti­fi­cadas dos pos­síveis casos e pos­sam faz­er o acom­pan­hamen­to da evolução da doença.

Transmissão

A varío­la do maca­co é uma doença viral e a trans­mis­são entre humanos ocorre prin­ci­pal­mente por meio de con­ta­to pes­soal com secreções res­pi­ratórias, lesões de pele de pes­soas infec­tadas ou obje­tos recen­te­mente con­t­a­m­i­na­dos.

A doença causa erupções que geral­mente se desen­volvem pelo ros­to e depois se espal­ham para out­ras partes do cor­po, incluin­do os órgãos gen­i­tais. Os casos recen­te­mente detec­ta­dos apre­sen­taram uma pre­pon­derân­cia de lesões na área gen­i­tal.

A erupção cutânea pas­sa por difer­entes está­gios e pode se pare­cer com varicela ou sífil­is, antes de final­mente for­mar uma cros­ta, com pos­te­ri­or cica­triza­ção. Quan­do a cros­ta desa­parece, a pes­soa deixa de infec­tar out­ras pes­soas. O perío­do de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Os sin­tomas incluem febre, dor de cabeça, dores mus­cu­lares, dores nas costas, ade­nome­galia, calafrios e exaustão. Em caso de sus­pei­ta da doença, o paciente deve ser iso­la­do até o desa­parec­i­men­to com­ple­to das lesões. O trata­men­to é basea­do em medi­das de suporte, com o obje­ti­vo de aliviar sin­tomas, pre­venir e tratar com­pli­cações e seque­las.

São Paulo

Hoje (11), a Sec­re­taria de Saúde de São Paulo con­fir­mou o segun­do caso de varío­la dos maca­cos, no esta­do. A doença foi detec­ta­da em um homem, de 29 anos, que está iso­la­do em sua residên­cia em Vin­he­do, no inte­ri­or do esta­do.

O caso é con­sid­er­a­do impor­ta­do, porque o homem tem históri­co de viagem à Por­tu­gal e Espan­ha.

Edição: Kel­ly Oliveira

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