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Motoristas e cobradores de ônibus de SP voltam a fazer greve hoje

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Capital paulista teve que suspender rodízio de veículos


Pub­li­ca­do em 29/06/2022 — 10:59 Por Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Audiode­scrição:

Dev­i­do à greve dos motoris­tas e cobradores de ônibus que ocorre des­de a madru­ga­da de hoje (29), a prefeitu­ra de São Paulo sus­pendeu o rodízio munic­i­pal de veícu­los. Por­tan­to, podem cir­cu­lar pelo cen­tro expandi­do, em qual­quer horário, car­ros com pla­cas finais 5 e 6. As faixas exclu­si­vas e corre­dores de ônibus ficarão lib­er­a­dos para cir­cu­lação de automóveis de pas­seio, enquan­to durar a greve.

Con­tin­uarão val­en­do nor­mal­mente o rodízio de pla­cas para veícu­los pesa­dos (cam­in­hões) e as demais restrições: Zona de Máx­i­ma Restrição à Cir­cu­lação de Cam­in­hões (ZMRC) e a Zona de Máx­i­ma Restrição ao Fre­ta­men­to (ZMRF). A Zona Azul tam­bém fun­cionará nor­mal­mente.

A greve foi aprova­da por una­n­im­i­dade em assem­bleia dos tra­bal­hadores na tarde de ontem (28), sob a ale­gação de que após todos os pra­zos con­ce­di­dos ao setor patronal, nen­hu­ma respos­ta sobre as reivin­di­cações foi emi­ti­da. A greve dev­erá durar 24 horas, caso o setor patronal não se man­i­feste.

A cat­e­go­ria tam­bém aprovou uma nova assem­bleia para as 16h de hoje.

De acor­do com o Sindi­ca­to dos Motoris­tas e Cobradores de SP (Sindi­mo­toris­tas), emb­o­ra ten­ham garan­ti­do o rea­juste salar­i­al de 12,47% sobre os salários e tick­et-refeição, o setor patronal resolveu igno­rar todos os out­ros itens da pau­ta de reivin­di­cações da cat­e­go­ria como a hora de almoço remu­ner­a­da, PLR, ade­quação de nomen­clat­uras e plano de car­reiras do setor de manutenção, entre out­ros.

“Já se pas­saram dois meses das nos­sas nego­ci­ações e os patrões mostraram-se intran­si­gentes, pedin­do pra­zos, paciên­cia e pro­te­lando decisões. A cat­e­go­ria está estafa­da dessa enro­lação”, afir­mou o pres­i­dente em exer­cí­cio do sindi­ca­to, Valmir San­tana da Paz.

Julgamento no TRT

A primeira par­al­isação acon­te­ceu no últi­mo dia 14, após uma audiên­cia de con­cil­i­ação ter­mi­nar sem acor­do na tarde do dia ante­ri­or no Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho (TRT) de São Paulo. Após um acor­do com a prefeitu­ra os tra­bal­hadores voltaram aos seus pos­tos no final da tarde.

No iní­cio da man­hã de hoje, o prefeito Ricar­do Nunes disse que foi pego de sur­pre­sa pela par­al­isação e que não há o menor sen­ti­do em ocor­rer essa greve, porque a maior questão que era o rea­juste de 12,47% no salário e no vale-refeição já foi con­ce­di­do, inclu­sive com o retroa­t­i­vo de maio.

“As demais questões estavam pen­dentes para o Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho (TRT) e a audiên­cia foi ante­ci­pa­da para hoje, às 15h, con­forme pedi­do da prefeitu­ra na sem­ana pas­sa­da. Não tem sen­ti­do prej­u­dicar 1,5 mil­hão de pes­soas por con­ta de uma questão que vai ser jul­ga­da hoje”, disse.

Nunes criti­cou ain­da a pos­tu­ra do sindi­ca­to por não estar sendo cumpri­da a deter­mi­nação da Justiça de man­ter 80% da fro­ta no horário de pico e 60% no restante do dia. Segun­do ele, o sis­tema de trans­porte local está fun­ciona­do na sua total­i­dade, mas o estru­tur­al não.

O prefeito ressaltou que pedirá ao sindi­ca­to uma expli­cação sobre o moti­vo dessa ação “con­tra cidade de São Paulo as pes­soas que tra­bal­ham, vivem e visi­tam a cidade”.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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