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Presidente faz balanço do governo e afirma não apoiar confrontos

Repro­dução: © Repro­dução Youtube/Jair Bol­sonaro

Ele criticou empresário que pretendia cometer atentado em aeroporto


Pub­li­ca­do em 30/12/2022 — 13:07 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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Às vésperas de deixar a Presidên­cia, Jair Bol­sonaro fez um bal­anço de seus qua­tro anos de gov­er­no, em uma trans­mis­são pela inter­net, e afir­mou que não estim­u­la con­fron­tos de seus apoiadores diante da posse de Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, no dia 1°.

Para Bol­sonaro, o resul­ta­do de sua gestão nos qua­tro anos de gov­er­no foi “bas­tante pos­i­ti­vo”, mes­mo com desafios como a pan­demia de covid-19 e a guer­ra na Ucrâ­nia. Ele citou diver­sas medi­das ado­tadas pelo gov­er­no, como a rene­go­ci­ação de dívi­das do Finan­cia­men­to Estu­dan­til (Fies), o auxílio emer­gen­cial, o mar­co fer­roviário, inter­net nas esco­las, redução de impos­tos, rea­juste do piso da edu­cação e porte de armas para moradores de áreas rurais. Na avali­ação do pres­i­dente, o porte de armas reduz a vio­lên­cia.

Em men­sagem dire­ciona­da a man­i­fes­tantes em quar­téis, que ques­tion­am resul­ta­do das eleições, Bol­sonaro disse que não se pode achar que o “mun­do vai se acabar no dia 1º”. “Creio no patri­o­tismo de vocês, na inteligên­cia. Sei o que vocês pas­saram ao lon­go dess­es dois meses, no sol, na chu­va. Isso não vai ficar per­di­do. Ima­gens foram para fora do Brasil”, disse, acres­cen­tan­do que, no país, hou­ve um des­per­ta­men­to da pop­u­lação para enten­der mais de políti­ca e a pre­ocu­pação com o voto respon­sáv­el.

Ele criti­cou a ação de um empresário, que, no últi­mo dia 24, colo­cou uma bom­ba em um cam­in­hão-tanque no aero­por­to de Brasília. O empresário con­fes­sou que pre­tendia come­ter um aten­ta­do na cap­i­tal fed­er­al para chamar atenção do movi­men­to de apoiadores do pres­i­dente Jair Bol­sonaro e que­ria, assim, impedir a posse de Luiz Iná­cio Lula da Sil­va.

“Não é porque um ele­men­to que pas­sou por lá [acam­pa­men­to de man­i­fes­tantes nos quar­téis] fez besteira que todo mun­do tem que ser acu­sa­do dis­so”, disse. Bol­sonaro afir­mou que não “coad­una” com a con­du­ta do empresário.

Bol­sonaro afir­mou ain­da que sem­pre lutou por “democ­ra­cia, liber­dade, respeito às leis e à Con­sti­tu­ição”. “O oxigênio da democ­ra­cia é a liber­dade.” Para o pres­i­dente, não hou­ve liber­dade para debater assun­tos rela­ciona­dos ao com­bate à pan­demia e às urnas.

Eleições

Bol­sonaro tam­bém argu­men­tou que a cam­pan­ha eleitoral foi “impar­cial”, com “acusações absur­das” na pro­pa­gan­da eleitoral con­tra ele, menor espaço de divul­gação em rádios e com decisões da Justiça favoráveis a Lula. Ele citou ain­da a con­de­nação do Par­tido Lib­er­al (PL) ao paga­men­to de mul­ta de quase R$ 23 mil­hões por lit­igân­cia de má-fé. A leg­en­da de Bol­sonaro pediu ao Tri­bunal Supe­ri­or Eleitoral (TSE), a anu­lação de parte dos votos, no segun­do turno.

Para o pres­i­dente, as decisões tomadas pela Justiça estim­u­la­ram reações de seus apoiadores. “Para qual­quer medi­da de força, sem­pre há uma reação. Tem que sem­pre bus­car o diál­o­go para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e não se dis­cute mais esse assun­to. Tudo isso trouxe uma mas­sa de pes­soas para as ruas, prote­s­tando”, disse.

Segun­do Bol­sonaro, os man­i­fes­tantes foram para os quar­téis em bus­ca de “segu­rança”. “Eu não par­ticipei desse movi­men­to, eu me recol­hi”, disse. Para o pres­i­dente, se ele par­tic­i­passe desse movi­men­to pode­ria “tumul­tu­ar ain­da mais” a situ­ação. “O que hou­ve foi uma man­i­fes­tação do povo, não tin­ha lid­er­ança, não tin­ha ninguém coor­de­na­do. O protesto foi pací­fi­co, ordeiro, seguin­do a lei”, acres­cen­tou.

“Está pre­vista a posse em 1º de janeiro. Eu busquei den­tro das qua­tro lin­has, den­tro das leis, respei­tan­do a Con­sti­tu­ição, saí­da para isso daí. Se tin­ha alter­na­ti­va, se a gente podia ques­tionar algu­ma coisa ou não, tudo den­tro das qua­tro lin­has”, disse, acres­cen­tan­do que “ninguém quer uma aven­tu­ra”. “Muitas vezes, den­tro das qua­tro lin­has, você tem que ter apoio. Cer­ta­mente, a gente tem que ter apoio do Par­la­men­to, de alguns min­istros do Supre­mo [Tri­bunal Fed­er­al], de out­ros órgãos, de out­ras insti­tu­ições”, afir­mou.

Edição: Maria Clau­dia

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