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Ataques golpistas são condenados em ato pela democracia na Cinelândia

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Manifestantes pregam respeito ao processo eleitoral


Pub­li­ca­do em 09/01/2023 — 21:14 Por Léo Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Em reação aos ataques de extrem­is­tas ocor­ri­dos ontem (8) em Brasília, movi­men­tos soci­ais do Rio de Janeiro con­vo­caram pelas redes soci­ais um ato em defe­sa da democ­ra­cia. Mes­mo com o tem­po chu­voso, por vol­ta de 17h, a praça da Cinelân­dia, no cen­tro da cap­i­tal flu­mi­nense, começou a ser toma­da por man­i­fes­tantes. Eles pregam o respeito ao proces­so eleitoral que con­sagrou a vitória de Luís Iná­cio Lula da Sil­va, que assum­iu o pos­to de pres­i­dente da Repúbli­ca no dia 1º.

Os ataques em Brasília foram real­iza­dos por apoiadores do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro, que não obteve suces­so em sua ten­ta­ti­va de reeleição. Gru­pos que não aceitaram a der­ro­ta já vin­ham man­ten­do, des­de o fim do ano pas­sa­do, acam­pa­men­tos em frente a edifí­cios do Exérci­to em diver­sos esta­dos do país e cla­mavam por uma inver­venção mil­i­tar.

Manifestantes lotam a praça da Cinelândia em defesa da democracia após atos golpistas em Brasília.
Repro­dução: Man­i­fes­tantes lotam a praça da Cinelân­dia em defe­sa da democ­ra­cia após atos golpis­tas em Brasília. — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Atos de van­dal­is­mo foram prat­i­ca­dos no Palá­cio do Planal­to e nas sedes do Con­gres­so e do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF). Os pre­juí­zos ain­da estão sendo cal­cu­la­dos. Mais de mil pes­soas foram pre­sas até o momen­to e o gov­er­nador do Dis­tri­to Fed­er­al, Ibaneis Rocha, foi afas­ta­do por 90 dias STF. Ele está sendo inves­ti­ga­do por omis­são, uma vez que não apre­sen­tou um plano de segu­rança capaz de pro­te­ger o patrimônio públi­co.

A design­er Car­o­line Thomp­son con­ta que ficou abati­da assistin­do às cenas de destru­ição dos edifí­cios situ­a­dos na Praça dos Três Poderes.

“O que acon­te­ceu ontem me deixou mal. Me deu uma tris­teza grande. Eu não con­seguia sair da cama. Quan­do vi a con­vo­cação para este ato, eu tin­ha que vir. Eu não aceito o que estão ten­tan­do implan­tar no Brasil. Não aceito vio­lên­cia, não aceito fas­cis­mo. O gov­er­no foi eleito e todos pre­cisam aceitar”, con­tou a man­i­fes­tante.

Car­o­line disse esper­ar que seja fei­ta uma ráp­i­da inves­ti­gação para cobrar, inclu­sive finan­ceira­mente, os respon­sáveis pela destru­ição. “Alguém finan­ciou ess­es atos ter­ror­is­tas. E as pes­soas que finan­cia­ram pre­cisam ser respon­s­abi­lizadas. Eles que têm que pagar por todos os danos”.

No car­ro de som, havia ban­deiras de enti­dades sindi­cais, de orga­ni­za­ções estu­dan­tis e de out­ros movi­men­tos soci­ais. Lid­er­anças se revezavam ao micro­fone. De tem­pos em tem­pos, a prin­ci­pal frase de ordem do ato era entoa­da em coro pelos pre­sentes: “sem anis­tia”.

Manifestantes lotam a praça da Cinelândia em defesa da democracia após atos golpistas em Brasília.
Repro­dução: No car­ro de som, havia ban­deiras de enti­dades sindi­cais, de orga­ni­za­ções estu­dan­tis e de out­ros movi­men­tos soci­ais.. — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

O estu­dante Pedro Paulo Pereira man­i­festou-se sur­preen­di­do com a mobi­liza­ção.

“Não esper­a­va tan­ta gente. Afi­nal de con­tas tudo acon­te­ceu de for­ma muito repenti­na. O ato foi orga­ni­za­do muito em cima de hora e mes­mo assim está sendo muito bem suce­di­do. É uma demon­stração de força de todos os movi­men­tos democráti­cos que não vão aceitar que vân­da­los bol­sonar­is­tas depren­dem Brasília como fiz­er­am. É pre­ciso mostrar a união de todos os que respeitam o resul­ta­do das urnas”, avaliou.

Para Pedro, parte das pes­soas que se diri­gi­ram à Brasília foram manip­u­ladas. “Pen­so que havia gente lá que acred­i­ta­va que seria uma man­i­fes­tação pací­fi­ca. E ao mes­mo tem­po, havi­am pes­soas queren­do que­brar tudo. Então espero que o gov­er­no e as forças de segu­rança ten­ham mui­ta sabedo­ria para encon­trar os prin­ci­pais respon­sáveis e para desmo­bi­lizar ess­es gru­pos”.

Edição: Aline Leal

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