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Breaking do Verão abre calendário mundial da dança no Rio de Janeiro

Repro­dução: © Divulgação/Secretaria de Esta­do de Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va do Rio de Janeiro

Dança será modalidade nas Olimpíadas de Paris


Pub­li­ca­do em 19/01/2023 — 05:59 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro recebe, a par­tir de hoje (19),  a com­petição inter­na­cional Break­ing do Verão. De acor­do com o ide­al­izador do even­to, Fer­nan­do Bó, o even­to, que está na na segun­da edição, abre o cal­endário deste ano do break­ing em todo o mun­do. “É a primeira com­petição que acon­tece no ano. Serve como preparação para o restante do cal­endário de b‑boys e b‑girls”, diz..

Com duração pre­vista até o próx­i­mo domin­go (22), o Break­ing do Verão, maior fes­ti­val da dança do Brasil, será no Veló­dro­mo do Par­que Olímpi­co, na Bar­ra da Tiju­ca, zona oeste da cap­i­tal. Real­iza­da pela agên­cia Fábri­ca, a com­petição inter­na­cional con­tará com grandes b‑boys e b‑girls de todo o mun­do, além de show gra­tu­ito com o artista car­i­o­ca Kiaz, que já gravou com nomes como Anit­ta e L7nnon. A aber­tu­ra está pre­vista para as 14h. A entra­da é gra­tui­ta e a clas­si­fi­cação é livre. A com­petição tem apoio do gov­er­no flu­mi­nense, da Lei Estad­ual de Incen­ti­vo à Cul­tura e da Petro­bras

Fer­nan­do Bó expli­ca que o break­ing é um esti­lo de dança de rua que se pop­u­lar­i­zou nos anos 70 no Bronx, em Nova York, nos Esta­dos Unidos, e con­sti­tui um dos ele­men­tos que com­põem a Cul­tura Hip Hop. “É cul­tura e uma filosofia de vida”, definiu.

Luan San
Repro­dução: Luan San — Divulgação/Secretaria de Esta­do de Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va do Rio de Janeiro

Olimpíadas

O break­ing se tornou modal­i­dade olímpi­ca, assim como acon­te­ceu com o surf e o skate, que tiver­am as primeiras dis­putas na Olimpía­da de Tóquio, em 2021. O esti­lo de dança esporti­va fará sua estreia como modal­i­dade olímpi­ca na Olimpía­da de Paris, em 2024, e traz boas promes­sas de medal­has para o Brasil. O cri­ador do Break­ing do Verão expli­cou que assim como o skate e surf, o break­ing pos­sui seu próprio esti­lo de vida, com sua própria músi­ca, arte e dança.

Disputas

Com o dobro de dias em relação à edição ante­ri­or, o even­to con­tará com 32 atle­tas con­vi­da­dos, sendo 16 do sexo mas­culi­no e 16 do sexo fem­i­ni­no, além dos inscritos para as dis­putas pre­vis­tas para hoje (19) e aman­hã, pre­lim­inares às elim­i­natórias. Já não há mais vagas para inscrição de b‑boys que queiram com­pe­tir no even­to. Para b‑girls, há ain­da vagas. As inscrições podem ser feitas no site. Os três mel­hores de cada gênero vão par­tic­i­par das dis­putas elim­i­natórias no sába­do (21) e domin­go (22). “Acred­i­ta­mos que essa com­petição vai faz­er com que as pes­soas con­heçam mais a fun­do a cul­tura e o que está por trás dessa dança desporti­va. O break­ing é uma fer­ra­men­ta de trans­for­mação fortís­si­ma e quer­e­mos traz­er esse olhar para as pes­soas”, desta­cou Fer­nan­do Bó.

O Break­ing do Verão tem curado­ria téc­ni­ca de Pelez­in­ho, b‑boy que cresceu em São José do Rio Pre­to, inte­ri­or de São Paulo, e se tornou o respon­sáv­el por colo­car o Brasil no mapa mundi­al do break­ing. Dos inscritos, 12 são atle­tas inter­na­cionais, vin­dos de país­es como Caza­quistão, Esta­dos Unidos, Venezuela, França, Mar­ro­cos, Holan­da, Ale­man­ha, Rús­sia, Argenti­na e Japão, além do Brasil. Os atle­tas con­vi­da­dos apre­sen­taram mel­hores per­for­mances em com­petições impor­tantes real­izadas no ano pas­sa­do, de acor­do com mapea­men­to feito por Pelez­in­ho.

Fer­nan­do Bó infor­mou que o time de jura­dos será com­pos­to por dois b‑boys (um mex­i­cano e um francês) e por uma b‑girl brasileira. Além das batal­has, con­heci­das como cyphers, que terão as car­rapetas coman­dadas pelos DJs Def Brks e MF, o even­to pro­moverá apre­sen­tações musi­cais com a pre­sença do can­tor Kiaz, o MC Badin, os DJs Thai, Thamy e RV (da fes­ta Erre­jo­ta), DJ Laís Con­ti, DJ Fei­jão e DJ Bruno X. O BDV tam­bém pro­moverá um bate-papo com o CNDD Break­ing – Depar­ta­men­to de Break­ing do Con­sel­ho Nacional de Dança Desporti­va — sobre as Olimpíadas 2024 e um work­shop com o b‑boy argeli­no-francês Lilou, mem­bro do Red Bull BC One All Stars.

BDV

Repro­dução: Break­ing do Verão — Fer­nan­do Souza

Igualdade

O ide­al­izador do even­to ressaltou que a pre­mi­ação não faz difer­en­ci­ação entre home­ns e mul­heres, bem como as vagas ofer­tadas. “A importân­cia é a mes­ma para home­ns e mul­heres. Há igual­dade de gênero no Break­ing do Verão. É tudo igual”, afir­mou. Fer­nan­do Bó esclare­ceu que o even­to é inde­pen­dente, ou seja, não tem chancela de nen­hu­ma con­fed­er­ação brasileira, nem do Comitê Olímpi­co Nacional e Inter­na­cional, não tem pon­tu­ação nem rank­ing para os atle­tas. A úni­ca parce­ria é com o Con­sel­ho Nacional de Dança Desporti­va (CNDD).

Os critérios para a escol­ha dos mel­hores atle­tas de break­ing são cria­tivi­dade, musi­cal­i­dade e pas­sos limpos, “de prefer­ên­cia não errar nos movi­men­tos”, infor­mou Fer­nan­do Bó. “Quem se encaixar mel­hor, os jura­dos dão os votos”. Fer­nan­do Bó salien­tou ain­da que o break­ing é uma fer­ra­men­ta de trans­for­mação fortís­si­ma e quer traz­er esse olhar para as pes­soas.

Edição: Aline Leal

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