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No Rio, Caixa Econômica lança Programa Mulheres de Favela

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Projeto será desenvolvido no Complexo da Penha, zona norte da cidade


Pub­li­ca­do em 10/03/2023 — 16:57 Por Ana Cristi­na Cam­pos — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Como parte das comem­o­rações da Sem­ana da Mul­her, a Caixa Econômi­ca Fed­er­al lançou nes­ta sex­ta-feira (10), no Rio de Janeiro, o primeiro lab­o­ratório de ino­vação social pelo pro­gra­ma Mul­heres de Favela. Na fase ini­cial, serão investi­dos R$ 16,6 mil­hões do Fun­do Socioam­bi­en­tal Caixa. Além do Rio, estão pre­vis­tos dois lab­o­ratórios em Sal­vador e São Paulo nos próx­i­mos meses.

Segun­do o ban­co, o lab­o­ratório de ino­vação social é um espaço des­ti­na­do à pesquisa, capac­i­tação e for­mação práti­ca das morado­ras, além de pro­mover rodas de escu­ta para o desen­ho das ações futuras. As mul­heres par­tic­i­pantes recebem acol­hi­men­to e treina­men­to para começar ou escalar seu negó­cio para alcançar a inde­pendên­cia finan­ceira.

A pro­pos­ta foi desen­volvi­da pela empre­sa Impact Hub, que realizará, ain­da, pesquisas e capac­i­tação. A expec­ta­ti­va é que 300 mul­heres sejam capac­i­tadas em cada lab­o­ratório, após 45 dias de for­mação práti­ca. Out­ras 1.500 devem par­tic­i­par das ofic­i­nas online e demais ativi­dades.

 

Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2023 – A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano durante lançamento do programa Mulheres de Favela, no Complexo da Penha, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: Maria Rita Ser­ra­no ideia é garan­tir eman­ci­pação das mul­heres — Tomaz Silva/Agência Brasil

O even­to de inau­gu­ração foi real­iza­do no Com­plexo da Pen­ha, na zona norte da cidade, local onde será desen­volvi­do o pro­je­to. Segun­do a pres­i­dente da Caixa, Maria Rita Ser­ra­no, a ideia do pro­gra­ma é garan­tir a eman­ci­pação das mul­heres e o empreende­doris­mo, porque elas têm capaci­dade para mudar a sua real­i­dade e mel­ho­rar a vida das suas famílias.

“Quero destacar como o poder da justiça social, dos pro­gra­mas soci­ais de um gov­er­no com­pro­meti­do com a pop­u­lação é capaz de mudar vidas. A força da Caixa se une à potên­cia da favela e das mul­heres”, disse a exec­u­ti­va.

O min­istro do Desen­volvi­men­to e Assistên­cia Social, Família e Com­bate à Fome, Welling­ton Dias, ressaltou que as pes­soas querem ter opor­tu­nidades para mudar de vida. “Ou seja, qual­i­fi­cação e aces­so a uma condição de tocar um negó­cio. Son­har, acred­i­tar e faz­er acon­te­cer”, disse o min­istro.

Para a min­is­tra da Igual­dade Racial, Anielle Fran­co, o pro­gra­ma vai traz­er empre­ga­bil­i­dade e pro­teção social para as mul­heres. “É pre­ciso pau­tar segu­rança, edu­cação e empre­ga­bil­i­dade nas fave­las”, afir­mou a min­is­tra.

Segun­do a primeira-dama, Jan­ja Lula da Sil­va, os moradores têm que aju­dar a con­sol­i­dar o pro­gra­ma Mul­heres de Favela. “As políti­cas públi­cas não são feitas por um gov­er­no. Elas são políti­cas de Esta­do e são para a pop­u­lação. Esse pro­je­to é de vocês, mul­heres, e vai desco­brir muitos tal­en­tos”, disse Jan­ja.

Cufa

Com exper­iên­cia de 20 anos nos âmbitos políti­co, social, esporti­vo e cul­tur­al, a Cen­tral Úni­ca das Fave­las (Cufa) é par­ceira do ban­co no pro­gra­ma. A par­tir dessa coop­er­ação, a Caixa vem apro­fun­dan­do seu con­hec­i­men­to sobre a real­i­dade local e as reais neces­si­dades da pop­u­lação, com o obje­ti­vo de elab­o­rar e implan­tar estraté­gias de impacto social que atuem dire­ta­mente no ter­ritório e com foco nas mul­heres e cri­anças.

Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2023 – O presidente nacional da Cufa, Preto Zezé durante lançamento do programa Mulheres de Favela, no Complexo da Penha, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: Pres­i­dente nacional da Cufa, Pre­to Zezé — Tomaz Silva/Agência Brasil

O pres­i­dente da Cufa, Pre­to Zezé, desta­cou que o pro­gra­ma é impor­tante para pro­duzir out­ra nar­ra­ti­va que tire a favela do noti­ciário poli­cial, das notí­cias trág­i­cas e da tris­teza. “Essa é a luta que a Cufa tem empreen­di­do, de poder pro­duzir a aprox­i­mação da favela com o poder públi­co e realizar políti­cas que durem”, afir­mou.

Cursos e oficinas

O lab­o­ratório de ino­vação social abri­ga diver­sas ofic­i­nas de empreende­doris­mo, orga­ni­za­ção e edu­cação finan­ceira, pre­ci­fi­cação, além de incubado­ra de negó­cios, serviços de for­mal­iza­ção de empre­sas, ori­en­tação con­tá­bil e de pro­du­tos bancários.

Durante o fun­ciona­men­to do espaço, as mul­heres poderão escol­her até três cur­sos de qual­i­fi­cação profis­sion­al. Com foco na econo­mia cir­cu­lar, a ofic­i­na de upcy­cling é uma das prin­ci­pais ini­cia­ti­vas de capac­i­tação, onde as par­tic­i­pantes apren­derão a trans­for­mar resí­du­os e mate­ri­ais reci­cláveis em pro­du­tos a serem com­er­cial­iza­dos. Ofic­i­nas de maquiagem, man­i­cure, tranças e design de sobrancel­has tam­bém estarão disponíveis para a escol­ha das inter­es­sadas.

No espaço de atendi­men­to da Caixa, serão pro­movi­das ações de edu­cação finan­ceira, ori­en­tação sobre uti­liza­ção do Caixa Tem e out­ros serviços rela­ciona­dos ao ban­co, como FGTS, habitação e bene­fí­cios soci­ais. Tam­bém estará disponív­el o Espaço Kids, onde serão real­izadas ativi­dades com as cri­anças enquan­to as mães ou respon­sáveis par­tic­i­pam do lab­o­ratório.

Edição: Maria Clau­dia

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