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Governo prevê reabrir Museu Nacional em 2026

Repro­dução: © Ricar­do Stuckert/PR

Presidente Lula vistoriou obras de reconstrução do prédio, no Rio


Pub­li­ca­do em 23/03/2023 — 20:24 Por Rafael de Car­val­ho Car­doso — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Destruí­do por um incên­dio em 2018, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, deve ser reaber­to para o públi­co no primeiro semes­tre de 2026. O novo pra­zo foi anun­ci­a­do hoje (23) pelo min­istro da Edu­cação, Cami­lo San­tana, que par­ticipou da vis­to­ria às obras de recon­strução com o pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va.

A visi­ta tam­bém foi acom­pan­ha­da pelas min­is­tras Mar­gareth Menezes, da Cul­tura, e Esther Dweck, da Gestão e da Ino­vação em Serviços Públi­cos. A comi­ti­va pres­i­den­cial foi rece­bi­da por rep­re­sen­tantes da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ), insti­tu­ição man­tene­do­ra do Museu Nacional.

“O inves­ti­men­to total é de cer­ca de R$ 445 mil­hões. Fal­ta cap­tar ain­da R$ 180 mil­hões para a con­clusão. Parte já está cap­ta­da, por­tan­to, essa vai ser a nos­sa mis­são ago­ra”, disse o min­istro da Edu­cação. “Nós já esta­mos con­ver­san­do com as insti­tu­ições para que pos­samos com­ple­men­tar os recur­sos que ain­da fal­tam para a obra ser con­cluí­da. O pres­i­dente colo­cou isso: garan­tir os recur­sos necessários que fal­tam e vamos ante­ci­par o cal­endário. Esse é o nos­so obje­ti­vo”,  garan­tiu.

23.03.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita guiada às obras de reconstrução do Museu Nacional. Quinta da Boa Vista, São Cristóvão – Rio de Janeiro - RJ. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Repro­dução: Pres­i­dente Lula e comi­ti­va em visi­ta guia­da às obras de recon­strução do Museu Nacional. Quin­ta da Boa Vista, São Cristóvão — Ricar­do Stuckert/PR

Apoio pretendido

O min­istro disse que pre­tende con­ver­sar em breve com rep­re­sen­tantes da Petro­bras, da Caixa Econômi­ca Fed­er­al e do Ban­co do Brasil. O pres­i­dente do Ban­co Nacional de Desen­volvi­men­to Econômi­co e Social (BNDES), Aloizio Mer­cadante, afir­mou que vai aju­dar na ampli­ação dos apoios e reforçou a importân­cia dos aportes feitos pelo ban­co até aqui.

“O BNDES é a insti­tu­ição que mais apor­ta recur­sos no Brasil para a preser­vação do patrimônio históri­co e cul­tur­al. Mais da metade de tudo que foi feito em ter­mos de recu­per­ação e restau­ração foi o BNDES que finan­ciou. E aqui no Museu Nacional nós já apor­ta­mos R$ 50 mil­hões”, afir­mou.

O Museu Nacional foi cri­a­do no gov­er­no de D. João VI, em 1818, com o obje­ti­vo de admin­is­trar coleções de inter­esse cien­tí­fi­co. Ini­cial­mente, ele fica­va no Cam­po de San­tana, região cen­tral do Rio. Em 1892, o acer­vo e os pesquisadores foram trans­feri­dos para o Paço de São Cristóvão, pré­dio na Quin­ta da Boa Vista, que havia sido residên­cia ofi­cial da Família Real Por­tugue­sa e da Família Impe­r­i­al Brasileira até 1889.

Acervo

O edifí­cio foi tomba­do pelo Insti­tu­to do Patrimônio Históri­co e Artís­ti­co Nacional (Iphan) em 1938. O museu pos­suía o maior acer­vo de história de ciên­cia nat­ur­al da Améri­ca Lati­na. E artefatos raros como um con­jun­to de múmias egíp­cias. Depois do incên­dio em 2018, o museu perdeu cer­ca de 85% dos 20 mil­hões de itens.

O dire­tor do museu, Alexan­der Kell­ner, agrade­ceu o apoio do gov­er­no fed­er­al e de out­ras insti­tu­ições par­ceiras. Ele disse que pre­tende inau­gu­rar parte do pré­dio no ano que vem e que está empen­hado na cam­pan­ha para reunir novas peças para a coleção.

“O que a gente pre­cisa faz­er é, jun­to com o museu, pegar a sociedade civ­il, pegar difer­entes organ­is­mos nacionais e inter­na­cionais, para devolver o museu para a sociedade”, afir­mou Kell­ner.

“A ideia é abrir pau­lati­na­mente. Faz­er uma peque­na aber­tu­ra em 2024, out­ra em 2025, depois em 2026. Essa é a ideia. Para o acer­vo esta­mos tra­bal­han­do com afin­co. Esta­mos receben­do inúmeras doações. Mas vamos pre­cis­ar de mais”, final­i­zou.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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