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Favela de Vigário Geral terá estúdio para gravação de artistas locais

Repro­dução: © Afro Reggae/Divulgação

Inauguração está marcada para o dia 14 de abril


Pub­li­ca­do em 09/04/2023 — 10:46 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A Favela de Vigário Ger­al, na zona norte do Rio de Janeiro, será a primeira do mun­do a ter um estú­dio de gravação com tec­nolo­gia Dol­by Atmos, para que artis­tas locais pos­sam gravar suas pro­duções gra­tuita­mente. A infor­mação foi dada à Agên­cia Brasil por Ricar­do Chan­til­ly, dire­tor exec­u­ti­vo do selo musi­cal Cre­spo­Mu­sic, lança­do recen­te­mente pelo grupo cul­tur­al AfroReg­gae jun­to com a Chan­til­ly Pro­duções. “O nos­so estú­dio de pon­ta vai ser o primeiro e úni­co estú­dio com a tec­nolo­gia Dol­by Atmos den­tro de uma favela, no mun­do. São equipa­men­tos carís­si­mos, de primeira.”

O estú­dio será inau­gu­ra­do no dia 14 e, a par­tir daí, já começam a ser feitas gravações. “A princí­pio, as pes­soas devem man­dar o mate­r­i­al para as nos­sas redes soci­ais e vamos pri­orizar jovens, moradores de fave­las ou de per­ife­rias. É essa a pri­or­i­dade que a gente vai ter. A gravação é com­ple­ta­mente gra­tui­ta, bem como o lança­men­to”, expli­cou Ricar­do Chan­til­ly. A seleção dos mate­ri­ais será fei­ta pelo dire­tor artís­ti­co do Cre­spo­Mu­sic, Sany Pit­tbull.

Streaming

Depois de grava­da a músi­ca, cria-se um fono­gra­ma que é lança­do pelas platafor­mas de stream­ing (trans­mis­são de con­teú­dos pela inter­net). A parce­ria com a gravado­ra Vir­gin Music Brasil e a edi­to­ra Uni­ver­sal Music Pub­lish­ing per­mite que haja as condições de reg­is­trar a com­posição.

Nos­so obje­ti­vo é ser um celeiro de novos tal­en­tos da músi­ca que ven­ham da favela e que não ten­ham opor­tu­nidade de gravar, porque é muito caro, [tem] toda uma estru­tu­ra. Ago­ra, a gente vai ter um estú­dio de pon­ta, a cus­to zero. A ideia da gravado­ra é essa: dar opor­tu­nidade para jovens da favela que não têm aces­so a um estú­dio de pon­ta para lançarem suas músi­cas”, desta­cou Ricar­do Chan­til­ly.

O novo estú­dio fun­cionará no Cen­tro Cul­tur­al Waly Salomão, em Vigário Ger­al, em um espaço com infraestru­tu­ra que per­mi­tirá rece­ber difer­entes públi­cos. O pro­je­to con­ta com parce­ria tam­bém da União Brasileira dos Com­pos­i­tores (UBC), com a ideia de rev­e­lar e desen­volver novos tal­en­tos artís­ti­cos, trans­for­man­do a vida de jovens das fave­las do Rio.

O coor­de­nador exec­u­ti­vo do AfroReg­gae, William Reis, disse que as comu­nidades cos­tu­mam ter muitos artis­tas que nem sem­pre são con­heci­dos. “Esper­amos rece­ber diver­sos can­tores, sejam de rap, gospel, funktraprock, MPB. O que impor­ta é a pos­si­bil­i­dade de ofer­e­cer um serviço de qual­i­dade e com alta tec­nolo­gia para quem quer inve­stir no que gos­ta de faz­er ou no tal­en­to que pos­sui”, ressaltou.

Miniestúdios

Como atua hoje em várias fave­las do Rio de Janeiro, por meio do AfroGames, primeiro cen­tro de for­mação de atle­tas de e‑sports em fave­las do mun­do, a Chan­til­ly Pro­duções pre­tende, no segun­do semes­tre deste ano, disponi­bi­lizar mini­estú­dios para as pes­soas colo­carem voz e con­struírem uma ideia da músi­ca que pre­ten­dem gravar pos­te­ri­or­mente, no estú­dio de Vigário Ger­al.

Os mini­estú­dios de bati­da, denom­i­na­dos beat, vão fun­cionar nos cen­tros do AfroGames nas fave­las Nova Holan­da e Mor­ro do Tim­bau, no Rio de Janeiro; e Mor­ro do Esta­do, em Niterói, região met­ro­pol­i­tana do Rio. “Ali, o garo­to gra­va uma fita de demon­stração [demo], a gente man­da para o estú­dio de Vigário Ger­al, onde é fei­ta a seleção. A gente vai ter essa capi­lar­i­dade em todos os nos­sos pro­je­tos, a par­tir do segun­do semes­tre”, desta­cou  Ricar­do Chan­til­ly.

O AfroGames foi cri­a­do em 2019 pelo Grupo Cul­tur­al AfroReg­gae, jun­to com a Chan­til­ly Pro­duções, com obje­ti­vo de capac­i­tar e profis­sion­alizar jovens para atu­ar e com­pe­tir em esportes eletrôni­cos, pro­moven­do a diver­si­dade, a trans­for­mação social e a ger­ação de ren­da.

O selo Cre­spo­Mu­sic, por sua vez, apre­sen­ta um catál­o­go com cen­te­nas de fono­gra­mas orig­i­nais com­pos­tos para tril­has dos seri­ados pro­duzi­dos pelo AfroReg­gae Audio­vi­su­al, braço cri­ador de con­teú­do da orga­ni­za­ção cul­tur­al AfroReg­gae.

Edição: Juliana Andrade

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