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Força-tarefa intercepta ameaças a escolas feitas por 2 alunos no Rio

Repro­dução: @Agência Brasil / EBC

Estudantes foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos


Pub­li­ca­do em 13/04/2023 — 17:59 Por Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Dois estu­dantes da rede munic­i­pal de ensi­no do Rio de Janeiro, sus­peitos de faz­er ameaças na inter­net de ataques con­tra as esco­las que fre­quen­tam, foram lev­a­dos nes­ta quin­ta-feira (13) à del­e­ga­cia para prestar esclarec­i­men­tos, durante uma oper­ação da Polí­cia Civ­il, em con­jun­to com a prefeitu­ra do Rio. Os alunos, menores de idade, plane­javam os aten­ta­dos usan­do per­fis fal­sos nas redes soci­ais. A Sec­re­taria Munic­i­pal de Edu­cação (SME) vin­ha mon­i­toran­do ess­es casos des­de a últi­ma sex­ta-feira (7).

Durante o feri­ado de Pás­coa, a prefeitu­ra e a sec­re­taria tro­caram infor­mações sobre o assun­to com as forças de segu­rança, em um tra­bal­ho de inteligên­cia. Des­de a primeira noti­fi­cação de ameaças rece­bi­da pela SME, as duas unidades de ensi­no rece­ber­am reforços da Patrul­ha Esco­lar da Guar­da Munic­i­pal do Rio e da Polí­cia Mil­i­tar.

A sec­re­taria tem um pro­to­co­lo para imple­men­tação em todas as 1.549 esco­las nas situ­ações de ameaças à comu­nidade esco­lar. O pro­ced­i­men­to ado­ta­do ness­es casos de ameaças que cir­cu­lam na inter­net é que sejam repor­ta­dos pelas equipes da SME para a Polí­cia Civ­il e para o Lab­o­ratório de Oper­ações Cibernéti­cas (Ciber­Lab) da Dire­to­ria de Oper­ações Integradas e Inteligên­cia do Min­istério da Justiça. A par­tir daí, uma inves­ti­gação é ini­ci­a­da.

“Qual­quer cir­cun­stân­cia que rep­re­sente uma grave ameaça para nos­sos alunos, pro­fes­sores e para a comu­nidade esco­lar com um todo terá uma forte reação da nos­sa parte. Não dese­jamos de for­ma algu­ma que alunos sejam apreen­di­dos, mas, de acor­do com a gravi­dade de cada situ­ação, as medi­das cabíveis serão tomadas. Garan­tir a segu­rança e a inte­gri­dade dos nos­sos alunos e profis­sion­ais é a pri­or­i­dade máx­i­ma da prefeitu­ra”, disse o secretário munic­i­pal de Edu­cação, Renan Fer­reir­in­ha.

O Núcleo Inter­dis­ci­pli­nar de Apoio às Unidades Esco­lares (Niap), da sec­re­taria, foi aciona­do para ofer­e­cer suporte psi­cológi­co para ess­es alunos. “Quer­e­mos lem­brar aos nos­sos alunos que eles podem con­tar com nos­so apoio e acol­hi­men­to socioe­mo­cional neste momen­to. Con­versem com seus pro­fes­sores, com a sua esco­la, peça aju­da se estiv­er pre­cisan­do. Existe uma rede de amparo e nos­sos alunos pre­cisam saber que esta­mos aqui”, desta­cou Fer­reir­in­ha.

Pelas redes soci­ais, o prefeito Eduar­do Paes comen­tou o caso. “A prefeitu­ra do Rio, com forças de segu­rança do Esta­do, inter­cep­tou ameaças de vio­lên­cia feitas por 2 alunos da rede munic­i­pal de ensi­no. Eles foram lev­a­dos à del­e­ga­cia. Des­de os ataques em Blu­me­nau e São Paulo, cri­amos uma força-tare­fa com Polí­cias Civ­il e Mil­i­tar e Min­istério da Justiça”.

Segun­do Paes, a força-tare­fa vem atuan­do, de for­ma sig­ilosa, com o obje­ti­vo de ante­ci­par casos de vio­lên­cia e evi­tar que ameaças sejam lev­adas adi­ante. “As equipes recebem even­tu­ais infor­mações dos nos­sos profis­sion­ais da Edu­cação e atu­am com inteligên­cia nas redes soci­ais”, ressaltou.

“Neste caso, os menores usavam per­fis fal­sos para divul­gar ameaças e pro­mover pâni­co. Os dois já começaram a ser ouvi­dos pela Polí­cia Civ­il. As esco­las devem ser locais de pro­teção e acol­hi­men­to. A segu­rança dos nos­sos alunos e edu­cadores é min­ha pri­or­i­dade abso­lu­ta”, acres­cen­tou Paes.

Como denunciar

Denún­cias sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao canal Esco­la Segu­ra, cri­a­do pelo Min­istério da Justiça e Segu­rança Públi­ca, em parce­ria com Safer­Net Brasil. As infor­mações envi­adas ao canal serão man­ti­das sob sig­i­lo e não há iden­ti­fi­cação do denun­ciante.

Acesse o site para faz­er uma denún­cia. Em caso de emergên­cia, a ori­en­tação é lig­ar para o 190 ou para a del­e­ga­cia de polí­cia mais próx­i­ma.

Edição: Juliana Andrade

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