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Contra privatização, São Paulo tem 9 linhas de metrô e trem em greve

Repro­dução: © arquivo/Agênca Brasil

Prefeitura decreta ponto facultativo e suspende rodízio de veículos


Pub­li­ca­do em 03/10/2023 — 07:29 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Con­tra pri­va­ti­za­ções do trans­porte públi­co e do serviço de sanea­men­to em São Paulo, tra­bal­hadores dess­es setores fazem greve na man­hã des­ta terça-feira (3), par­al­isan­do qua­tro lin­has do metrô e três lin­has de trem. Duas lin­has fer­roviárias fun­cionam par­cial­mente.

Os ônibus munic­i­pais e inter­mu­nic­i­pais oper­am com 100% da fro­ta. Na cap­i­tal, a SPTrans ampliou os itin­erários de cer­ca de 20 lin­has para que os pas­sageiros con­sigam chegar mais per­to de locais com maior con­cen­tração de comér­cio e serviços.

A pres­i­dente do Sindi­ca­to dos Metro­viários de São Paulo, Cami­la Lis­boa, disse em assem­bleia, nes­sa segun­da-feira (2), que a pau­ta do movi­men­to é o can­ce­la­men­to de todos os proces­sos de ter­ce­i­riza­ção e pri­va­ti­za­ção no Metrô, na Com­pan­hia Paulista de Trens Met­ro­pol­i­tanos (CPTM) e na Com­pan­hia de Sanea­men­to Bási­co do Esta­do de São Paulo (Sabe­sp).

“E tam­bém a real­iza­ção de um plebisc­i­to ofi­cial jun­to à pop­u­lação do esta­do para con­sul­tar sobre a pri­va­ti­za­ção dessas três empre­sas públi­cas”, desta­cou.

Para o gov­er­no do esta­do, “a greve é ile­gal e abu­si­va”. “É abso­lu­ta­mente injus­ti­ficáv­el que um instru­men­to con­sti­tu­cional de defe­sa dos tra­bal­hadores seja uti­liza­do por sindi­catos para ataques políti­cos e ide­ológi­cos à atu­al gestão”, diz em nota. O gov­er­nador Tar­cí­sio de Fre­itas falará à impren­sa em cole­ti­va às 7h.

Decisão judicial

Em decisão na últi­ma sex­ta-feira (29), o Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho (TRT) proibiu a greve total dos tra­bal­hadores do Metrô. Con­forme deter­mi­nação do desem­bar­gador Cel­so Ricar­do Peel Fur­ta­do de Oliveira, dev­erá ser asse­gu­ra­da a cir­cu­lação da fro­ta de 100% dos trens nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 80% nos demais perío­dos, sob pena de mul­ta de R$ 500 mil.

O tri­bunal proibiu ain­da a lib­er­ação das catra­cas, solic­i­ta­da pelos tra­bal­hadores para não prej­u­dicar a pop­u­lação. “A Justiça deter­mi­nou a manutenção do trans­porte sobre tril­hos em 100% nos horários de pico e 80% nos demais perío­dos, além de 85% do con­tin­gente da Sabe­sp, sob pena de mul­tas diárias de até meio mil­hão de reais aos sindi­catos. A gestão estad­ual aguar­da que as cat­e­go­rias cumpram as decisões judi­ci­ais para que os dire­itos da pop­u­lação sejam preser­va­dos”, acres­cen­tou o gov­er­no do esta­do, em nota.

Tam­bém hou­ve deter­mi­nação judi­cial para fun­ciona­men­to da CPTM. A lim­i­nar esta­b­elece que os trens devem oper­ar com 100% do efe­ti­vo em horários de pico e 80% nos demais perío­dos.

Ponto facultativo

A prefeitu­ra da cap­i­tal paulista decre­tou pon­to fac­ul­ta­ti­vo dos serviços munic­i­pais e sus­pendeu o rodízio de veícu­los nes­ta terça-feira (3). Está man­ti­do o fun­ciona­men­to de esco­las e crech­es, unidades de saúde, serviços de segu­rança urbana, de assistên­cia social, do serviço funerário, e demais serviços essen­ci­ais.

O gov­er­no de São Paulo tam­bém deter­mi­nou pon­to fac­ul­ta­ti­vo em todos os serviços públi­cos estad­u­ais da cap­i­tal, inclu­sive na edu­cação e parte do setor de saúde. Os serviços de segu­rança públi­ca não serão afe­ta­dos, assim como os restau­rantes e pos­tos móveis do Bom Pra­to, que vão ofer­e­cer as refeições pre­vis­tas nor­mal­mente.

Edição: Graça Adju­to

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