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Anistia a golpistas não é assunto dos brasileiros, diz Alcolumbre

Denúncia da PRG deve ter tratamento jurídico, diz presidente do Senado

Lucas Pordeus León — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 20/02/2025 — 10:01
Brasília
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Brasília-DF 01/02/2025 Senador Davi Alcolumbre foi eleito novo presidente do Senado Nacional. Foto Antônio Cruz/ Agência Brasil.
Repro­dução: © Antônio Cruz/ Agên­cia Brasil.

O pres­i­dente do Sena­do, Davi Alcolum­bre (União/AP), defend­eu que o pro­je­to de lei que pre­vê a anis­tia aos con­de­na­dos por ten­ta­ti­va de golpe de Esta­do, em trami­tação na Câmara dos Dep­uta­dos, não é um assun­to dos brasileiros.

“Isso não é um assun­to que nós esta­mos deba­ten­do. Quan­do a gente fala desse assun­to em todo instante, a gente está dan­do, de novo, a opor­tu­nidade de nós ficar­mos, na nos­sa sociedade, dividin­do um assun­to que não é um assun­to dos brasileiros”, afir­mou Alcolum­bre.

Para o senador, a denún­cia da Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR) por ten­ta­ti­va de golpe de Esta­do con­tra o ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro e out­ras 33 pes­soas deve ser estri­ta­mente jurídi­co, sem con­t­a­m­i­nar o ambi­ente políti­co do par­la­men­to.

“Ter a com­preen­são e a con­fi­ança que no Judi­ciário isso se tratará den­tro dos parâmet­ros esta­b­ele­ci­dos pela leg­is­lação brasileira e pelas leis, com impar­cial­i­dade, com cautela. Não é ade­qua­do trans­for­mar isso em pro­ced­i­men­to políti­co”, com­ple­tou.

Após a denún­cia da PGR, os ali­a­dos do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro no Con­gres­so Nacional inten­si­ficaram a artic­u­lação para pau­tar o pro­je­to de lei da Anis­tia aos envolvi­dos no 8 de janeiro de 2023, quan­do apoiadores de Bol­sonaro depredaram as sedes dos poderes, em Brasília, exigin­do um golpe mil­i­tar no Brasil.

A denún­cia da PGR afir­ma que hou­ve uma tra­ma golpista lid­er­a­da pelo ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro para per­manecer no poder mes­mo após a der­ro­ta nas urnas em 2022, incluin­do planos para assas­si­nar o pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, o vice, Ger­al­do Alck­min, e o min­istro do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF).

Os envolvi­dos negam as acusações e defen­d­em que há perseguição políti­ca. Em nota, a defe­sa do ex-pres­i­dente infor­mou ter fica­do “estar­reci­da e indig­na­da com a denún­cia”. A nota afir­ma que Bol­sonaro “jamais com­pactu­ou com qual­quer movi­men­to que visas­se a descon­strução do Esta­do Democráti­co de Dire­ito ou as insti­tu­ições que o pavi­men­tam”, disse o advo­ga­do Paulo Cun­ha Bueno.

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