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Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Brasileira chega em 3º lugar na prova internacional pela segunda vez

Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 31/12/2025 — 13:29
São Paulo
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atletas da categoria feminina no pódio da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Após chegar nova­mente em ter­ceiro lugar na Cor­ri­da Inter­na­cional de São Sil­vestre, repetindo feito do ano pas­sa­do, a atle­ta brasileira Nubia de Oliveira afir­mou que pre­tende vir mais forte no próx­i­mo ano e que seu obje­ti­vo ain­da é ser campeã da pro­va.

“Meu son­ho é me tornar campeã da São Sil­vestre e eu vou lutar por isso até o fim. Ten­ho 23 anos de idade. Eu acred­i­to que ten­ho ain­da um lon­go cam­in­ho para per­cor­rer. Estou gan­han­do mui­ta exper­iên­cia até chegar no lugar mais alto do pódio”, disse Núbia, que já está em sua quar­ta par­tic­i­pação na pro­va.

Nes­ta quar­ta-feira (31), Nubia mel­horou o tem­po do ano pas­san­do, fechan­do a cor­ri­da com 52 min­u­tos e 42 segun­dos, a mel­hor atle­ta brasileira na pro­va. No ano pas­sa­do, ela tam­bém chegou na ter­ceira posição, mas com o tem­po de 53 min­u­tos e 24 segun­dos.

São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Repro­dução: Atle­ta brasileira Núbia de Oliveira, ter­ceiro lugar da cat­e­go­ria fem­i­ni­na da 100ª Cor­ri­da Inter­na­cional de São Sil­vestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Esse resul­ta­do, eu ten­ho certeza que inspi­ra e impul­siona mais mul­heres a par­tic­i­par do esporte. Ten­ho certeza que sou refer­ên­cia para muitas mul­heres. Fico muito feliz em estar no pódio e rep­re­sen­tar a força da mul­her, da mul­her nordes­ti­na. Estou muito feliz em estar mais uma vez par­tic­i­pan­do e ven­do o cresci­men­to das mul­heres na cor­ri­da de rua”, disse em entre­vista cole­ti­va à impren­sa.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Sil­vestre. A últi­ma brasileira a vencer a cor­ri­da foi Lucélia Peres, em 2006.

Na pro­va des­ta quar­ta-feira, a vence­do­ra foi a atle­ta da Tanzâ­nia Sisil­ia Gino­ka Pan­ga, que fez o tem­po de 51 min­u­tos e 08 segun­dos. Esta foi a primeira par­tic­i­pação de Sisil­ia na São Sil­vestre e a primeira vitória de uma atle­ta da Tanzâ­nia na São Sil­vestre. A vitória de Sisil­ia rompeu com uma sequên­cia de vitórias de atle­tas que­ni­anas, que vin­ha des­de 2016.

São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Repro­dução: Sisil­ia Gino­ka, vence­do­ra da cat­e­go­ria fem­i­ni­na. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Para con­quis­tar o feito, a tan­za­ni­ana pre­cisou ultra­pas­sar a corre­do­ra que­ni­ana Cyn­thia Chemweno, que vin­ha lid­eran­do a pro­va nos min­u­tos ini­ci­ais.

“A Cyn­thia é uma exce­lente corre­do­ra. Não foi fácil man­ter a cal­ma para ir atrás dela. Mas fico orgul­hosa em rep­re­sen­tar o meu país e espero que no ano que vem seja ain­da mel­hor”, afir­mou a atle­ta que, ao final da cor­ri­da, acabou pre­cisan­do de atendi­men­to médi­co. Segun­do ela, isso foi resul­ta­do do calor.

Cyn­thia Chemweno chegou na segun­da colo­cação, tam­bém repetindo a mes­ma posição do ano pas­sa­do. Ela com­ple­tou a pro­va com o tem­po de 52 min­u­tos e 31 segun­dos.

“A cor­ri­da foi muito feliz. Ao lon­go da pro­va, esta­va todo mun­do vibran­do muito. Ape­sar do calor e de estar muito úmi­do, fiquei bem feliz com o segun­do lugar”, comem­o­rou a que­ni­ana.

O quar­to lugar foi da peru­a­na Gladys Teje­da Pucuhuaranga, que chegou aos 53 min­u­tos e 50 segun­dos. A quin­ta posição foi con­quis­ta­da pela que­ni­ana Vivian Jef­tanui Kipla­gati, com 54 min­u­tos e 12 segun­dos.

Masculino

No mas­culi­no, o mel­hor atle­ta brasileiro tam­bém chegou em ter­ceiro lugar, posição con­quis­ta­da por Fábio de Jesus Cor­reia.

“A gente sem­pre tem que estar com esse pen­sa­men­to de ser campeão, de ser vence­dor em tudo que a gente faz. No entan­to, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a pro­va [no mas­culi­no]. Mas vou treinar bas­tante para, quem sabe nos próx­i­mos anos, que­brar esse tabu”,  disse o brasileiro.

A últi­ma vez que o Brasil con­quis­tou a São Sil­vestre no mas­culi­no foi em 2010, com a vitória de Mar­il­son Gomes dos San­tos.

 

São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Repro­dução: Muse Gizachew, vence­dor da cat­e­go­ria mas­culi­na  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A vitória foi do etíope Muse Gisachew, que ultra­pas­sou o que­ni­ano Jonathan Kip­koech Kamosong nos min­u­tos finais, com uma difer­ença de ape­nas qua­tro segun­dos.

“É uma pro­va de muitos altos e baixos e o calor foi difí­cil. Mas a chega­da foi exce­lente”, comen­tou Muse Gisachew. “O que fiz foi man­ter o rit­mo, fazen­do uma chega­da com pro­priedade e firmeza”, comem­o­rou ele, que final­i­zou a pro­va com o tem­po de 44 min­u­tos e 28 segun­dos.

Ques­tion­a­do sobre o momen­to final da pro­va, o que­ni­ano Jonathan Kip­koech Kamosong recon­heceu que esta­b­ele­ceu um rit­mo forte e que isso lhe cus­tou a vitória. “Fui muito forte nos quilômet­ros ante­ri­ores e, nos quilômet­ros finais não con­segui man­ter o rit­mo”, lamen­tou. “Os primeiros 10 quilômet­ros foram muito fortes. E isso teve um cus­to no final.”

Durante entre­vista cole­ti­va, Fábio cele­brou sua posição na pro­va, mas reclam­ou que fal­tam locais para os treinos.

“Muitos pen­sam que [a maior neces­si­dade] é a parte finan­ceira. Mas eu acho que pre­cisa de mais val­oriza­ção [do atle­ta] e de espaço de treina­men­to. Peço aqui que as autori­dades pos­sam estar fazen­do um bom papel. Pre­cisamos abrir um espaço de segu­rança para treinar e de uma pista segu­ra”, ressaltou.

O pódio da São Sil­vestre foi com­ple­ta­do com os atle­tas que­ni­anos William Kibor e Reuben Logon­si­wa Pogu­isho.

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