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Aplicação da vacina da dengue do Butantan começará a partir do dia 17

Imunização será para público de 15 a 59 anos

Luiz Clau­dio Fer­reira — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 07/01/2026 — 21:25
Brasília
Brasília (DF), 25/11/2025 - Vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, é aprovada pela Anvisa. Foto: Instituto Butantan/Divulgação
Repro­dução: © Insti­tu­to Butantan/Divulgação

Na luta con­tra a dengue, o Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) vai aplicar a vaci­na pro­duzi­da pelo Insti­tu­to Butan­tan, de dose úni­ca, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a par­tir de 17 de janeiro, e em Botu­catu (SP), no dia 18.

A ideia é avaliar os resul­ta­dos com a imu­niza­ção de pelo menos 50% dos moradores dess­es municí­pios.

O públi­co-alvo será com­pos­to pela pop­u­lação com a faixa etária entre 15 e 59 anos.

“Para essa estraté­gia, será uti­liza­da uma parte das primeiras 1,3 mil­hão de dos­es pro­duzi­das pelo Insti­tu­to Butan­tan”, afir­mou o Min­istério da Saúde, em nota.

Ampliação

primeiro lote tam­bém será des­ti­na­do aos profis­sion­ais da atenção primária, que atu­am nas unidades bási­cas de saúde (UBS).

Segun­do o min­istério, com o aumen­to da pro­dução de dos­es, a par­tir da parce­ria de trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia entre o Insti­tu­to Butan­tan e a empre­sa chi­ne­sa WuXi Vac­cines, a estraté­gia será grad­ual­mente ampli­a­da para todo o país.

ideia é começar pela pop­u­lação de 59 anos e avançar até o públi­co de 15 anos, con­forme a disponi­bil­i­dade de dos­es.

Atual­mente, o SUS ofer­ece a vaci­na em duas dos­es (pro­duzi­da no Japão) para ado­les­centes de 10 a 14 anos.

Eficácia

O Insti­tu­to Butan­tan divul­gou, nes­ta sem­ana, que a vaci­na poderá aju­dar a reduzir a quan­ti­dade de vírus em pes­soas infec­tadas pelo patógeno, além de man­ter eficá­cia con­tra os difer­entes genóti­pos do vírus cir­cu­lantes no Brasil. A con­clusão surgiu de uma pesquisa tor­na­da públi­ca pela revista The Lancet Region­al Health — Amer­i­c­as.

Baixas car­gas virais provo­cam, em ger­al, quadros menos graves. No lev­an­ta­men­to, os pesquisadores anal­is­aram amostras de 365 vol­un­tários que tiver­am dengue sin­tomáti­ca entre 2016 e 2021 em 14 esta­dos do Brasil.

O estu­do com­parou dados dos gru­pos de vaci­na­dos e o de não vaci­na­dos.

Segun­do a pesquisa, ape­sar de algu­mas pes­soas terem sido infec­tadas após a vaci­nação, a car­ga viral nos vaci­na­dos foi con­sid­er­av­el­mente menor do que em par­tic­i­pantes não imu­niza­dos.

Isso, con­forme avaliaram os pesquisadores, demon­strou a eficá­cia da vaci­na em induzir respos­ta imune e diminuir a repli­cação do vírus nas célu­las.

A vaci­na da dengue desen­volvi­da pelo Insti­tu­to Butan­tan foi aprova­da pela Anvisa após análise dos dados de cin­co anos de acom­pan­hamen­to dos 16 mil vol­un­tários par­tic­i­pantes do ensaio clíni­co.

No públi­co de 12 a 59 anos, faixa etária indi­ca­da pela agên­cia reg­u­lado­ra, o imu­nizante mostrou 74,7% de eficá­cia ger­al e 91,6% de eficá­cia con­tra dengue grave e com sinais de alarme.

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