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Detidos por morte de ex-delegado tinham sido presos por ele em 2005

Trio assaltava bancos e tem ligação com o PCC

Odair Braz Junior — repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 13/01/2026 — 17:51
São Paulo
Brasília (DF), 16/09/2025 – Delegado Ruy Ferraz Fontes. Foto: Ruy Ferraz Fontes/Arquivo pessoal
Repro­dução: © Ruy Fer­raz Fontes/Arquivo pes­soa

As três pes­soas pre­sas nes­ta man­hã pelo assas­si­na­to do ex-del­e­ga­do Ruy Fer­raz Fontes são assaltantes de ban­co que, em 2005, foram deti­das por ele, disse nes­ta terça-feira (13) o secretário de Segu­rança Públi­ca de São Paulo, Nico Gonçalves, em uma entre­vista cole­ti­va con­ce­di­da à impren­sa sobre o caso. As prisões ocor­reram em San­tos, no litoral paulista, em Jun­di­aí, no inte­ri­or do esta­do.

Gonçalves pon­der­ou que out­ras hipóte­ses ain­da não foram descar­tadas, mas con­sid­era ter 90% de certeza de que o ex-del­e­ga­do mor­reu por ter atu­a­do con­tra o crime orga­ni­za­do e pren­di­do o trio, que é lig­a­do à facção Primeiro Coman­do Cap­i­tal (PCC).

“Todos eles tiver­am con­ta­to dire­to com o Ruy, que os pren­deu. E ficou essa mágoa. [Foi] uma respos­ta ao Ruy”.

A polí­cia tra­bal­ha tam­bém com a pos­si­bil­i­dade de a exe­cução de Fontes estar lig­a­da à sua atu­ação na prefeitu­ra de Pra­ia Grande. Ruy Fer­raz foi mor­to no dia 15 de setem­bro, na cidade do litoral de São Paulo, onde tra­bal­ha­va como secretário de admin­is­tração.

Antes do crime, ele saiu com seu car­ro do pré­dio da prefeitu­ra local e foi persegui­do pelas ruas da cidade por um out­ro veícu­lo com home­ns forte­mente arma­dos. Em alta veloci­dade, o ex-del­e­ga­do bateu num ônibus e, na sequên­cia, foi exe­cu­ta­do com tiros de fuzil. Toda a ação foi reg­istra­da por câmeras de vig­ilân­cia.

Del­e­ga­do por mais de 40 anos, Ruy Fer­raz foi respon­sáv­el pela prisão de diver­sas lid­er­anças do PCC nos anos 2000.

Presos

Os três home­ns pre­sos nes­ta terça são Fer­nan­do Alber­to Ribeiro Teix­eira, con­heci­do como Azul ou Care­ca; Már­cio Ser­apião de Oliveira, o Vel­hote; e Manuel Alber­to Ribeiro Teix­eira, apel­i­da­do de Manez­in­ho.

Segun­do a polí­cia, eles atu­aram no plane­ja­men­to, orga­ni­za­ção e logís­ti­ca do assas­si­na­to do del­e­ga­do. Todos eles já estiver­am pre­sos no pas­sa­do, são ladrões de ban­co e tam­bém já se envolver­am com trá­fi­co de dro­gas e lavagem de din­heiro.

O plane­ja­men­to para a morte de Fontes foi feito por este trio em março de 2025. O ex-del­e­ga­do pas­sou a ser mon­i­tora­do de per­to pelos crim­i­nosos já a par­tir de jun­ho do ano pas­sa­do.

Segun­do a inves­ti­gação, Fer­nan­do Alber­to, o Azul, é líder do PCC na Baix­a­da San­tista e coman­dou as ações para a morte do ex-del­e­ga­do. A polí­cia ain­da bus­ca desco­brir se há um man­dante aci­ma dele.

“A inves­ti­gação tem que ser muito respon­sáv­el quan­do apon­tar um nome neste sen­ti­do. Pre­cisamos seguir as provas téc­ni­cas e está fal­tan­do esta últi­ma pecin­ha, de quem foi a pes­soa que colo­cou esse mecan­is­mo todo para fun­cionar. Talvez exista essa peça aci­ma, coisa que o Min­istério Públi­co nem acred­i­ta, mas a inves­ti­gação vai diz­er”, afir­mou o del­e­ga­do de polí­cia e dire­tor do Depar­ta­men­to Estad­ual de Inves­ti­gações Crim­i­nais (Deic), Ronal­do Sayeg.

Na oper­ação des­ta terça, a polí­cia apreen­deu celu­lares, com­puta­dores, cader­nos e out­ros mate­ri­ais que vão aju­dar na con­tin­u­ação da inves­ti­gação.

Nas duas oper­ações feitas pela polí­cia neste caso, foram pre­sas 13 pes­soas, cin­co foram lib­er­adas com uso de tornozeleira eletrôni­ca e ain­da há duas for­agi­das.

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