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Ano-novo renova a esperança dos brasileiros

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr /Agência Brasil

Emprego e renda são os sonhos mais citados


Pub­li­ca­do em 01/01/2022 — 06:55 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Com a vira­da da fol­ha no cal­endário, vem a esper­ança por perío­dos mel­hores. São mais 365 novos dias para con­quis­tar son­hos e alcançar metas. Depois de quase dois anos de pan­demia, o brasileiro começa a abrir os olhos para novos tem­pos, ao mes­mo tem­po que sente-se inse­guro com o que vem pela frente, foi o que mostrou as pes­soas que a Agên­cia Brasil ouviu numa das estações de trem e metrô mais movi­men­tadas de São Paulo: a Estação Brás, local­iza­da no bair­ro de mes­mo nome na região cen­tral da cap­i­tal paulista.

Nos dias que ante­ced­er­am o Natal, a reportagem ouviu qua­tro brasileiros que falaram sobre as difi­cul­dades da pan­demia, e as esper­anças para 2022.

O jovem Alexs­san­dro Gonçalves, de 21 anos, tra­bal­ha há seis meses em obra, mas antes da pan­demia era fun­cionário em um mer­ca­do e foi demi­ti­do durante a quar­ente­na. Ele tem boas expec­ta­ti­vas para 2022. “Espero que a pan­demia acabe prin­ci­pal­mente, vai dar tudo cer­to!”. Ele tam­bém espera man­ter o tra­bal­ho. “Quero con­tin­uar na obra, gostei, quero assim”. Um pouco tími­do, ele diz que tam­bém tem muitos son­hos, mas é super­sti­cioso.

Repro­dução: Alex pre­tende estu­dar —  Rove­na Rosa/Agência Brasil

Ah, eu ten­ho muitos son­hos, mas eu não pos­so falar se não pos­so realizar, né?”, sor­ri, mas entre­ga que pre­tende estu­dar. Quan­to à expec­ta­ti­va para 2022, ele se diz esper­ançoso. “Ah, vai mel­ho­rar sim, vai ser difí­cil, mas vai mel­ho­rar sim”. Ele con­ta que a se vaci­nou e que a família toda tam­bém está vaci­na­da. “Espero que o mun­do mel­hore, que a pan­demia acabe!”.

Com mais exper­iên­cia de vida, a autôno­ma Maria Rosiene Nasci­men­to Sil­va, de 46 anos, afir­ma que pen­sa sem­pre pos­i­ti­vo e não desan­i­ma. Ape­sar de ter per­di­do o emprego no começo da pan­demia, ela se rein­ven­tou, e hoje revende as lin­geries que com­pra no comér­cio do Brás para suas clientes. “Já tem um ano mais ou menos, porque a gente não pode esper­ar, né? E está ren­den­do bem, mel­hor que antes!”, comem­o­ra Maria Rosiene, que pre­tende con­tin­uar sendo autôno­ma.

Repro­dução: Patrí­cia não está ani­ma­da com eleições pres­i­den­ci­ais– Rove­na Rosa/Agência Brasil

Ela tam­bém dese­ja que a econo­mia do país mel­hore. “Está hor­rív­el! Tudo caro, cus­to de vida está cada dia pior, tudo um absur­do. Porque não adi­anta o salário aumen­tar, porque depois que o salário aumen­ta, aí vem aumen­to de com­bustív­el, do gás, da ener­gia, e o salário fica aonde?”, reflete Rosiene.

Entre os son­hos esta­ciona­dos durante a pan­demia, o que ela mais quer é botar o pé na estra­da e ir para a ter­ra natal, Garan­huns, em Per­nam­bu­co.  “Pre­ciso me dis­trair. Antes da pan­demia fui ver a min­ha família que está toda lá, então o que espero é poder voltar logo!”

Para 2022, ela acred­i­ta que o ano será mel­hor do que este que pas­sou. “Espero mel­ho­ria, por isso tem que pen­sar pos­i­ti­vo, não desan­i­mar e seguir em frente”. Ela diz que quer muito que a vaci­nação avance no país. “Espero que as pes­soas se con­sci­en­tizem, con­tin­uem toman­do as vaci­nas cert­in­ho, né? Para essa “peste” ir emb­o­ra, para que a nos­sa vida con­tin­ue nor­mal­mente igual antes, porque não está fácil!”.

“Nos­sa expec­ta­ti­va para 2022 é um mun­do mel­hor com menos vio­lên­cia, tem que ter esper­ança, não é porque está essa bagunça toda que a gente pode desan­i­mar 100%, não vamos desan­i­mar!”

Reinventando o presente

Assim como Maria Rosiene, a ped­a­goga Patrí­cia Nogueira, de 35 anos, ago­ra é autôno­ma: atual­mente ela vende roupas pela inter­net.  Ela tin­ha uma empre­sa de acaba­men­to grá­fi­co que fal­iu durante a pan­demia e se for­mou em ped­a­gogia no perío­do, mas ain­da não tra­bal­ha na área.

“Foi difí­cil, mas hoje com as ven­das eu con­si­go gan­har mais do que eu gan­ha­va antes com a grá­fi­ca. Então, me tirou da min­ha zona de con­for­to, porém foi mel­hor do que ficar com a grá­fi­ca, então eu pre­tendo con­tin­uar com as ven­das. Mas, se eu con­seguir como ped­a­goga eu pre­tendo exercer sim”.

Repro­dução: Fab­rí­cio espera ter um emprego em 2022 — Rove­na Rosa/Agência Brasil

Para o próx­i­mo ano, ele tem pou­cas esper­anças: “A pan­demia está dan­do sinais de que está mel­ho­ran­do. Mas, nem sei como vai ser esse 2022. Vai ter bas­tante emprego? Não sei, estou aqui, pen­san­do, o que vou faz­er, nem sei o que faz­er. Mas, espero que ten­ha bas­tante tra­bal­ho. Para ele, a pan­demia ain­da não aca­ba em 2022. ”Acred­i­to que não, está apare­cen­do algu­mas vari­antes, acho que ain­da não tem pon­to final”, lamen­ta Fab­rí­cio.

A crise econômi­ca, a inflação alta e o ano eleitoral cer­ta­mente influ­en­ci­am no esta­do emo­cional do brasileiro, pon­tua a psicólo­ga Stela de Lemos.

“Cer­ta­mente os fenô­menos soci­ais exercem influên­cia sobre o esta­do emo­cional da pop­u­lação. Grande parte do povo brasileiro não tem des­fru­ta­do de pros­peri­dade e abundân­cia, prin­ci­pal­mente após o iní­cio da pan­demia pelo novo coro­n­avírus, o que traz diver­sas, e muitas vezes sev­eras, con­se­quên­cias à saúde emo­cional das pes­soas”.

Para a psicólo­ga, o momen­to, porém, é de vencer o medo. “Temos vivi­do uma época em que o amor pre­cisou, mais do que nun­ca, faz­er oposição fer­ren­ha ao medo. Que neste ano-novo, sig­amos jun­tos na luta con­tra a deses­per­ança, movi­dos sem­pre pelo anseio e pela crença em dias mel­hores”, final­iza.

Edição: Valéria Aguiar

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