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ArtRio reúne mais de 60 galerias e importantes obras

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Feira de arte é uma das principais da América Latina


Pub­li­ca­do em 15/09/2021 — 06:02 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil  — Rio de Janeiro
Atu­al­iza­do em 15/09/2022 — 06:02

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A 12ª edição da ArtRio, uma das prin­ci­pais feiras de arte da Améri­ca Lati­na, reúne, este ano, mais de 60 gale­rias, além de 15 insti­tu­ições lig­adas à arte. Obras de artis­tas mod­ernistas, como Tar­si­la do Ama­r­al e Alfre­do Volpi, e de con­tem­porâ­neos como Adri­ana Vare­jão, além de muitas out­ras, estão disponíveis para o públi­co.

“A gente bus­cou qual­i­dade dos tra­bal­hos de arte e traz­er, de fato uma curado­ria rel­e­vante para o perío­do que a gente está viven­do”, diz a pres­i­dente da ArtRio, Bren­da Valan­si. “É um momen­to de expan­são de aber­tu­ra, onde a história tem sido con­ta­da por out­ras visões, não só a que a gente apren­deu na esco­la. A arte é como um meio de comu­ni­cação muito livre”.

Após dois anos sendo real­iza­da com restrições dev­i­do à pan­demia, a ArtRio vol­ta, segun­do Bren­da, ao poten­cial orig­i­nal e amplia o espaço de real­iza­ção. São dois pavil­hões: o Ter­ra, que con­cen­tra as gale­rias mais esta­b­ele­ci­das no mer­ca­do; e o pavil­hão Mar, com gale­rias de até dez anos de existên­cia, além do pro­gra­ma Solo, foca­do em pro­je­tos expos­i­tivos orig­i­nais ded­i­ca­dos a um úni­co artista.

Está tam­bém no pavil­hão Mar o pro­gra­ma Expan­são, área espe­cial ded­i­ca­da a insti­tu­ições que uti­lizam a arte como inclusão social, e que atu­am na val­oriza­ção e na divul­gação da arte e dos artis­tas. A ArtRio even­to con­ta ain­da com pro­gra­mação de palestras e exibição de videoartes. “Temos no pavil­hão Mar uma car­ac­terís­ti­ca mais jovem, bem atu­al. Aqui é onde fica o buchi­cho”, diz Bren­da.

O artista Jota na Feira de arte ArtRio na Marina da Glória, no Rio de Janeiro
Repro­dução: O artista Jota na Feira de arte ArtRio na Mari­na da Glória, no Rio de Janeiro — Tomaz Silva/Agência Brasil

Jota é um dos artis­tas que expõem no pro­gra­ma Solo. Nasci­do e cri­a­do no Com­plexo do Cha­padão, con­jun­to de fave­las da zona norte do Rio, retra­ta nas telas o cotid­i­ano do jovem negro da per­ife­ria. É a segun­da vez que ele tem obras expostas na ArtRio, mas a primeira em um espaço exclu­si­vo. “É muito emo­cio­nante, estou muito feliz. Eu ten­to pas­sar tudo que sin­to para as min­has obras e mostrar aqui­lo que as pes­soas não querem mostrar, denun­cian­do uma real­i­dade que ocorre ali na favela”, diz.

O pro­gra­ma traz ain­da o tra­bal­ho da artista visu­al, arte-edu­cado­ra e pesquisado­ra Uýra, de 30 anos, indí­ge­na e trans. Ela nasceu em San­tarém, no Pará, e vive em Man­aus, no Ama­zonas. Ten­do o cor­po como suporte, nar­ra histórias de difer­entes naturezas.

Na ArtRio, cole­cionadores brasileiros de arte e mais de 40 cole­cionadores estrangeiros esper­a­dos no even­to podem adquirir obras mil­ionárias de artis­tas con­sagra­dos e tam­bém dos que estão despon­tan­do no mer­ca­do. Antes de abrir as por­tas para o públi­co, o even­to é vis­i­ta­do por museus, que assi­nalam as obras em que têm inter­esse e sug­erem que os com­pradores façam doações às insti­tu­ições.

Uma das exposições, no entan­to, não está à ven­da, a do artista Maxwell Alexan­dre. Recon­heci­do inter­na­cional­mente, ele retra­ta o cotid­i­ano da Rocin­ha, favela na zona sul do Rio, onde vive e tra­bal­ha. Na Art Rio, ele mon­tou uma espé­cie de bunker, com pin­turas feitas em por­tas. A for­ti­fi­cação é cer­ca­da por pin­turas de poli­ci­ais. Pelas frestas é pos­sív­el ver mais por­tas, mas essas com a pop­u­lação da favela. As pin­turas retratam cri­anças negras com uni­formes de esco­las públi­cas, car­regan­do mochi­las tér­mi­cas de aplica­tivos de entre­ga de comi­da. Uma delas, está pin­ta­da de costas com um celu­lar, como se estivesse tiran­do uma self­ie do públi­co que a obser­va e que, provavel­mente, tam­bém tira foto com ela.

Abertura da 10ª edição da ArtRio, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.
Repro­dução: Aber­tu­ra da 10ª edição da ArtRio, na Mari­na da Glória, no Rio de Janeiro. — Tomaz Silva/Agência Brasil

“A gente pode ver alguns artis­tas que têm questões soci­ais mais explíc­i­tas e trazem algu­mas denún­cias e reflexões da nos­sa sociedade. Isso é um exer­cí­cio bas­tante impor­tante. Fico feliz de o pub­li­co ter a opor­tu­nidade de poder vir e ter aces­so a essas obras”, diz o curador do pro­gra­ma Solo, o cole­cionador Ade­mar Brit­to. “Essa fruição e essa for­mação de públi­co de arte é o que me inter­es­sa bas­tante”, acres­cen­ta.

A ArtRio ocorre na Mari­na da Glória, na zona sul do Rio de Janeiro, até o dia 18 de setem­bro. A pro­gra­mação com­ple­ta está disponív­el no site do even­to. Os ingres­sos podem ser adquiri­dos tam­bém no site ou na bil­hete­ria da Mari­na da Glória.

Edição: Graça Adju­to

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