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Aumento de pessoas no mar pode explicar mais ocorrências com tubarões

Repro­dução: © Daniel Lin­gui­te / Latin Amer­i­ca News Agency

Se acidentes são ocasionais não é preciso fechar praias, diz professor


Pub­li­ca­do em 27/11/2021 — 10:32 Por Cami­la Boehm – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Dois aci­dentes envol­ven­do tubarões deixaram duas pes­soas feri­das em pra­ias de Ubatu­ba, litoral norte de São Paulo, nos dias 3 e 14 de novem­bro. Os fer­i­men­tos cau­sa­dos foram leves e eram com­patíveis com a mord­e­du­ra de tubarão, de acor­do com informe téc­ni­co do Lab­o­ratório de Pesquisa de Elas­mo­brân­quios da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista (Une­sp).

O pres­i­dente da Sociedade Brasileira para o Estu­do de Elas­mo­brân­quios, colab­o­rador do Arqui­vo Inter­na­cional de Ataques de Tubarões e pro­fes­sor da Une­sp Otto Bis­mar­ck Gadig foi o respon­sáv­el pela con­fir­mação dos dois aci­dentes. Ele expli­cou que quan­to maior o número de pes­soas no mar e quan­to mais as pes­soas inva­dem esse ecos­sis­tema, maior é a chance de inter­ação com a fau­na mar­in­ha.

Segun­do Gadig, ain­da é pre­cip­i­ta­do apon­tar out­ras expli­cações para as ocor­rên­cias. “Os aci­dentes com tubarões no mun­do aumen­taram nos últi­mos 70 anos de acor­do com o aumen­to pop­u­la­cional humano. Isso só reforça o que eu estou colo­can­do”, disse. Ele ressaltou que ambos os casos ocor­reram próx­i­mos a feri­ados, perío­dos que cos­tu­mam ger­ar maiores aglom­er­ações em pra­ias.

No entan­to, o espe­cial­ista acres­cen­ta que out­ras causas para ess­es aci­dentes só poderão ser con­fir­madas por meio de mon­i­tora­men­to ao lon­go do tem­po. “Se tem out­ros fatores de pano de fun­do, ou seja, mudanças climáti­cas, fatores oceanográ­fi­cos, algu­ma per­tur­bação no ecos­sis­tema, isso é pos­sív­el de saber, mas não ago­ra. Então, é ficar mon­i­toran­do a situ­ação para ver se ess­es aci­dentes se repetem para ten­tar achar expli­cações lig­adas a proces­sos mais com­plex­os”, expli­cou.

Cuidados

O pro­fes­sor avalia que, quan­do os aci­dentes são oca­sion­ais, como ess­es de Ubatu­ba, não é necessário fechar pra­ias, mas as pes­soas podem tomar alguns cuida­dos bási­cos. “São con­du­tas pre­ven­ti­vas que a gente pode sug­erir para as pes­soas evitarem ou dimin­uírem o risco de encon­trar com tubarões, lem­bran­do que mes­mo sem essas con­du­tas o risco é muito baixo”, disse.

Entre os cuida­dos que podem ser toma­dos pelos ban­his­tas, o pro­fes­sor citou não entrar no mar soz­in­ho, procu­rar ficar em grupo; não entrar no mar se tiv­er com algum fer­i­men­to que pos­sa san­grar, porque ess­es ani­mais são muito sen­síveis do pon­to de vista sen­so­r­i­al; não uri­nar na água, já que isso pode atrair um ani­mal que este­ja por per­to.

O pro­fes­sor sug­ere ain­da que as pes­soas evitem entrar no mar em horário de escuridão, à noite, no final da tarde ou começo do dia, porque muitas espé­cies são mais ati­vas para ali­men­tação nesse perío­do. Tam­bém não é recomen­da­do usar obje­tos bril­hantes que podem refle­tir a luz do sol e bril­har, o que pode­ria ser con­fun­di­do com pequenos peix­es que são even­tual­mente pre­sas de tubarões.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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