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Bancos de DNA e sementes são importante patrimônio da flora brasileira

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Repro­dução: © Divulgação/Federico Rossi/JBRJ

Lotados no Jardim Botânico do RJ, eles guardam milhares de amostras


Pub­li­ca­do em 26/06/2021 — 11:41 Por Vitor Abdala – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro, cri­a­do há dois sécu­los, é mais con­heci­do por seu arbore­to, o famoso par­que aber­to à vis­i­tação públi­ca, com cen­te­nas de espé­cies veg­e­tais trop­i­cais. Mas é em suas dependên­cias restri­tas que encon­tramos um impor­tante patrimônio da flo­ra nati­va brasileira.

Os ban­cos de DNA e de sementes da insti­tu­ição guardam mil­hares de amostras veg­e­tais do país e fun­cionam como apólices de seguro caso as espé­cies sejam extin­tas.

No caso do ban­co de DNA, cri­a­do em 2004, são guarda­dos os mate­ri­ais genéti­cos de 4.900 espé­cies que podem, no futuro, pro­duzir sub­stân­cias rel­e­vantes para a humanidade, mes­mo que a plan­ta não exista mais na natureza.

“Com as téc­ni­cas da biolo­gia mol­e­c­u­lar, você pode mul­ti­plicar frag­men­tos de DNA que são do seu inter­esse e usar ess­es frag­men­tos para pro­duzir uma sub­stân­cia ou uma plan­ta trans­gêni­ca. Você pode ger­ar frag­men­tos de DNA para difer­entes util­i­dades”, afir­ma a curado­ra do ban­co de DNA, Luciana Fran­co.

Um novo cos­méti­co ou mes­mo um novo medica­men­to, por exem­p­lo, pode ser garan­ti­do através da repli­cação desse DNA.

O mate­r­i­al é cole­ta­do a par­tir de fol­has jovens trit­u­radas e depois é guarda­do em con­ge­ladores a uma tem­per­atu­ra de 80 graus Cel­sius (°C) neg­a­tivos. O DNA de uma árvore imen­sa cabe em um pequeno fras­co e, por isso, mil­hares de amostras podem ser armazenadas em um úni­co freez­er.

O out­ro ban­co, o de sementes, foi cri­a­do na déca­da de 80 e armazena mate­r­i­al de 300 espé­cies, das quais 40 são ameaçadas de extinção. A coleção fun­ciona como garan­tia de que uma espé­cie pos­sa ser rein­tro­duzi­da caso seu últi­mo exem­plar vivo pereça ou mes­mo seja inca­paz de se repro­duzir, por algum moti­vo.

Segun­do o curador do ban­co de sementes, Antônio Car­los Sil­va de Andrade, a coleção desem­pen­ha um papel fun­da­men­tal na preser­vação de espé­cies para seu uso em pro­gra­mas de recu­per­ação e rein­tro­dução de plan­tas.

As sementes são cole­tadas e pas­sam por um proces­so de limpeza e secagem, antes de serem armazenadas em embal­a­gens lacradas. O mate­r­i­al é então acondi­ciona­do em refrig­er­adores com tem­per­at­uras entre 20°C neg­a­tivos e 15°C pos­i­tivos.

Edição: Paula Labois­sière

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