...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Entretenimento / Bloco Gigantes da Lira embala crianças e adultos na Zona Sul do Rio

Bloco Gigantes da Lira embala crianças e adultos na Zona Sul do Rio

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Centro da cidade também tem desfile do estilo brega do Fogo e Paixão


Pub­li­ca­do em 12/02/2023 — 14:19 Por Rafael de Car­val­ho Car­doso – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

ouvir:

Bebês, ado­les­centes, adul­tos e idosos. Todos acor­daram cedo neste domin­go (12) para cel­e­brar o des­file do Gigantes da Lira em Laran­jeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um dos mais tradi­cionais blo­cos infan­tis da cidade trouxe como tema esse ano as flo­restas trop­i­cais brasileiras. Além do col­ori­do da veg­e­tação, ani­mais como o maca­co, a onça e o jacaré estavam rep­re­sen­ta­dos nas fan­tasias e ale­go­rias do grupo.

Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Repro­dução: Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 — Des­file do blo­co infan­til Gigantes da Lira, no bair­ro de Laran­jeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil) — Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cri­a­do em 1999, o Gigantes da Lira com­ple­ta 25 anos em 2023. Cos­tu­ma atrair por vol­ta de 3 mil pes­soas no corte­jo, que ocorre na sem­ana ante­ri­or ao Car­naval. O blo­co é um dos pio­neiros da cidade a focar na folia das cri­anças e famílias. Por isso, cenas como vovôs pulan­do com os netos ou mães ama­men­tan­do os fil­hos são comuns e destoam do esti­lo de out­ros blo­cos pop­u­lares do Rio. Mas o repertório do Gigantes não fica restri­to às músi­cas infan­tis. Os tradi­cionais sam­bas e march­in­has de Car­naval embalaram o públi­co em Laran­jeiras até o iní­cio da tarde.

Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Repro­dução: Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 — Des­file do blo­co infan­til Gigantes da Lira, no bair­ro de Laran­jeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil) — Tânia Rêgo/Agência Brasil

Fogo e Paixão

“Você é luz, é raio, estrela e luar, man­hã de sol, meu iaiá, meu ioiô…”. O ver­so da músi­ca do can­tor Wan­do anun­cia a vol­ta do bre­ga ao car­naval car­i­o­ca. O Blo­co Fogo e Paixão ocu­pa nova­mente o Largo de São Fran­cis­co de Paula, no cen­tro da cidade, depois de dois anos de inter­rupção por causa da pan­demia do coro­n­avírus. Situ­ação que é lem­bra­da no tema desse ano: Reen­con­tro da Paixão.

No repertório, estão músi­cas tradi­cionais que estiver­am pre­sentes em todas as 11 edições do blo­co. As que mais mex­em com o públi­co, segun­do os orga­ni­zadores, são “Evidên­cias” (Chitãoz­in­ho & Xororó), “O meu sangue ferve por você” (Sid­ney Mag­al) e “O amor e poder” (Rosana). Além da própria músi­ca que dá nome ao blo­co, é claro.

Novidades

Mas a apre­sen­tação desse ano tam­bém tem novi­dades. Músi­cas de João Gomes, Glória Groove e Léo San­tana estão sendo tocadas pela primeira vez.

Tam­bém há espaço para hom­e­nagear duas can­toras que mor­reram nos últi­mos dois anos: Gal Cos­ta e Marília Men­donça. E par­tic­i­pações espe­ci­ais de dois can­tores. O primeiro é João Cav­al­can­ti, que veio do grupo Casua­r­i­na. Os respon­sáveis pelo blo­co o chama­ram depois de ver um show do can­tor com a Orques­tra Sin­fôni­ca de Sal­vador, onde ele can­ta­va clás­si­cos do bre­ga. O segun­do con­vi­da­do é Bartô Galeno, com­pos­i­tor ícone do bre­ga raiz no Nordeste. A músi­ca Saudade Rosa, de auto­ria dele, foi res­gata­da e fez suces­so recen­te­mente em memes nas redes soci­ais.

Brega é pop

João Marce­lo de Oliveira, um dos orga­ni­zadores do Fogo e Paixão, cel­e­bra o suces­so que o grupo alcançou no car­naval car­i­o­ca e não tem dúvi­das: o bre­ga é pop.

“A gente faz um tra­bal­ho durante todos ess­es anos – e acho que a gente foi bem suce­di­do – de descon­stru­ir a imagem pejo­ra­ti­va do bre­ga. Ele é um jeito de ser. A gente brin­ca que o bre­ga é muito: ama muito, sofre muito, é muito col­ori­do. O bre­ga é sem­pre um tom aci­ma. E quan­do é ale­gre, é muito ale­gre. E as músi­cas que a gente escol­he para o repertório são músi­cas que todo mun­do sabe can­tar. Às vezes, a pes­soa tem ver­gonha de can­tar em públi­co ou, às vezes, nem sabe que con­hece a músi­ca. Mas quan­do ela toca, ela can­ta jun­to.”

Em 2020, o blo­co comem­o­rou 10 anos de existên­cia. Ele foi cri­a­do no final de 2010 e fez o primeiro des­file no Car­naval de 2011. Tudo começou com batuqueiros de out­ros blo­cos, que via­javam jun­tos e se reu­ni­am em bares. Nes­sas rodas de músi­ca e cerve­ja, alguém perce­beu que a hora mais ani­ma­da do encon­tro era sem­pre quan­do alguém pux­a­va uma músi­ca bre­ga. E aí, surgiu a ideia de faz­er um blo­co ded­i­ca­do ao esti­lo musi­cal pop­u­lar.

No primeiro ano, sem mui­ta expec­ta­ti­va, os fun­dadores esper­avam con­tar com 15 a 20 pes­soas para a bate­ria. Mas no primeiro ensaio, apare­ce­r­am mais de 50 rit­mis­tas. Hoje, incluin­do bate­ria, equipe téc­ni­ca e apoio, são cer­ca de 150 pes­soas envolvi­das na orga­ni­za­ção do blo­co. No primeiro Car­naval, o públi­co foi de 1500 a 2000 pes­soas no Largo de São Fran­cis­co. O número aumen­tou com o tem­po e, nos últi­mos três anos, a média de foliões ficou entre 30 e 40 mil.

Edição: Nélio Neves de Andrade

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d