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Bolsonaro pede a empresários para segurarem preço dos alimentos

Almoço com a Associação de Supermercados do Rio de Janeiro - ASSERJ
Repro­dução: © Isac Nóbrega/PR

Pedido ocorreu durante encontro no Rio de Janeiro


Pub­li­ca­do em 17/06/2021 — 21:16 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O pres­i­dente Jair Bol­sonaro fez um ape­lo a empresários para segu­rarem o preço dos ali­men­tos. O pedi­do ocor­reu durante encon­tro com diver­sos setores econômi­cos do esta­do do Rio, nes­ta quin­ta-feira (17). A reunião foi restri­ta e não pôde ser acom­pan­ha­da pela impren­sa. O rela­to sobre a fala pres­i­den­cial foi feito pelo senador Flávio Bol­sonaro (Patri­o­tas-RJ), em cole­ti­va após a reunião.

“Ele pas­sou a men­sagem de expec­ta­ti­vas boas para o futuro. Fez um ape­lo ao setor, porque, obvi­a­mente, em função dessa grande injeção de recur­sos na econo­mia, há uma tendên­cia, em todo o mun­do, de se aumen­tar a inflação. Em espe­cial sobre itens de primeira neces­si­dade. Daí fez menção ao setor super­me­r­cadista, onde está o arroz, o fei­jão, o ovo”, disse o senador.

Segun­do Flávio Bol­sonaro, que falou ao lado do pres­i­dente da Asso­ci­ação de Super­me­r­ca­dos do Rio de Janeiro, Fábio Queiroz, o pres­i­dente Bol­sonaro recon­heceu o sac­ri­fí­cio que os super­me­r­cadis­tas já fazem.

“Den­tro dessa cadeia pro­du­ti­va, obvi­a­mente, não são os super­me­r­cadis­tas os respon­sáveis pela alta dos preços. Ele [Bol­sonaro] fez esse ape­lo, se for pos­sív­el, de reduzir ain­da mais, se hou­ver espaço, a margem de lucro. A gente com­preende que é uma equação difí­cil de fechar. Temos que sus­ten­tar aque­les que não têm condições, e pre­cisam ter o que com­er em suas casas. Em função do aumen­to da procu­ra, a con­se­quên­cia nat­ur­al é a ele­vação dos preços. Ele [o pres­i­dente Bol­sonaro] demon­strou uma pre­ocu­pação especí­fi­ca em relação à inflação dos pro­du­tos da ces­ta bási­ca”, rela­tou o senador.

O pres­i­dente da asso­ci­ação dos super­me­r­cadis­tas recon­heceu que o setor tem respon­s­abil­i­dade, con­jun­ta com o gov­er­no, em segu­rar os preços. Mas lem­brou que o câm­bio, que enfraque­ce o real e for­t­alece o dólar, aca­ba fazen­do os pro­du­tores se inter­es­sarem mais pela ven­da ao mer­ca­do exter­no.

“A alta do dólar é um con­vite muito grande à expor­tação e isso dá escassez de mer­cado­ria no mer­ca­do inter­no, o que pres­siona a inflação. Temos, todos nós, da cadeia pro­du­ti­va e do abastec­i­men­to, jun­to com o gov­er­no, respon­s­abil­i­dade em segu­rar os preços”, disse Queiroz.

Os empresários, reunidos em torno do movi­men­to Rio Pro­du­ti­vo, for­ma­do por 11 enti­dades econômi­cas do esta­do, apre­sen­taram ao pres­i­dente Bol­sonaro uma car­ta com pro­postas. Entre essas, estão a manutenção do auxílio emer­gen­cial à pop­u­lação e às empre­sas; a acel­er­ação da vaci­nação para a retoma­da mais ráp­i­da da econo­mia, e inves­ti­men­tos em obras de infraestru­tu­ra como rodovias e inte­gração viária dos aero­por­tos do esta­do.

Edição: Clau­dia Fel­czak

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