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Carnaval 2023: desfile dos megablocos no Rio começa em 4 de fevereiro

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Este ano, foliões poderão aproveitar oito megablocos


Pub­li­ca­do em 28/01/2023 — 08:33 Por Cristi­na Indio do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Os blo­cos chama­dos de mega, por cos­tu­marem reunir mais de 100 mil pes­soas nos des­files do pré-car­naval e do car­naval do Rio de Janeiro, estão ter­mi­nan­do os prepar­a­tivos para se encon­trarem nova­mente com os foliões. Na fase pré-car­naval, a pro­gra­mação dos oito megablo­cos, um recorde no car­naval car­i­o­ca, começa em 4 de fevereiro com o Car­rossel de Emoções. No dia seguinte, tem a estreia do Blo­co da Lexa. O Cho­ra me Liga vai reunir os foliões no dia 11 e o Blo­co da Pre­ta, no dia 12.

Já no car­naval, como nos anos ante­ri­ores à pan­demia, o sába­do (18 de fevereiro) é do Cordão da Bola Pre­ta, que tradi­cional­mente cos­tu­ma rece­ber mais de 1 mil­hão de foliões. Na terça de car­naval (21), será a vez do Fer­vo da Lud. As apre­sen­tações se esten­dem até depois do chama­do perío­do momesco. Encer­ran­do a agen­da dos megablo­cos, o Blo­co da Anit­ta se apre­sen­ta no sába­do (25) e o Monoblo­co fecha os des­files no domin­go (26).

Produção

De acor­do com a Empre­sa de Tur­is­mo do Municí­pio do Rio de Janeiro (Rio­tur), a prefeitu­ra da cap­i­tal não fez repass­es dire­to de din­heiro para os blo­cos que vão des­fi­lar no car­naval de 2023. No entan­to, os cus­tos opera­cionais de infraestru­tu­ra pre­vis­tos nos itens do Cader­no de Encar­gos do Car­naval de Rua do Rio serão cober­tos pelo val­or de R$ 39 mil­hões cap­ta­do por patrocínio. A pub­li­cação do Cader­no de Encar­gos para a man­i­fes­tação do inter­esse de empre­sas na prestação do serviço foi em agos­to, e a Dream Fac­to­ry é a respon­sáv­el por pro­duzir o car­naval de rua do Rio.

Com isso, os megablo­cos não pre­cis­arão gas­tar nada com a mon­tagem de pos­tos de saúde; disponi­bil­i­dade nos locais de des­file de ban­heiros quími­cos e san­itários para pes­soas com defi­ciên­cia (PCDs); cer­ca­men­to das áreas de des­file e para a pro­teção de mon­u­men­tos; tor­res de mon­i­tora­men­to; agentes ter­ce­i­riza­dos de trân­si­to; painéis de men­sagens vari­adas; e serviço de limpeza. O esque­ma para todos os des­files de blo­cos autor­iza­dos pela prefeitu­ra pre­vê a insta­lação de 34 mil ban­heiros quími­cos, sendo 10% para pes­soas com defi­ciên­cia. Esse número estará espal­ha­do nos tra­je­tos por onde pas­sarão os mais de 400 blo­cos do car­naval de rua deste ano, incluin­do as áreas dos megablo­cos.

Estrutura

Com cus­tos ele­va­dos, a pesa­da estru­tu­ra de apre­sen­tação dos megablo­cos se vale de recur­sos obti­dos com a ini­cia­ti­va pri­va­da. Os patrocínios de grandes mar­cas são respon­sáveis por parte da recei­ta, que é for­t­ale­ci­da ain­da por even­tos durante o ano, como fes­tas de casa­men­to, aniver­sários, reuniões cor­po­ra­ti­vas e fes­te­jos em cidades no inte­ri­or do Rio, com val­ores que são repar­tidos com os músi­cos e com as agremi­ações. Pres­i­dente do Bola Pre­ta, Pedro Ernesto Mar­in­ho disse à Agên­cia Brasil que a situ­ação finan­ceira do blo­co, que já não esta­va equi­li­bra­da, foi impacta­da pela pan­demia. O que garante ago­ra a tradi­cional agremi­ação é o patrocínio e parce­rias que são acer­ta­dos depois da for­matação de um pro­je­to para o car­naval.

Produção

Já a pro­dução dos des­files, segun­do Pedro Ernesto, é fei­ta pela Liga Ami­gos do Zé Pereira, à qual o Bola é asso­ci­a­do e que orga­ni­za até o pro­je­to para acer­tar os patrocínios e parce­rias. “O Bola Pre­ta não con­segue sair mais com as suas próprias per­nas, com recur­sos próprios, então temos que bus­car parce­rias e patroci­nadores e tudo isso tem um pro­je­to que pre­cisa ser feito primeiro, e ele é prepara­do pela Liga dos Ami­gos do Zé Pereira. A par­tir do momen­to em que via­bi­liza, começa um tra­bal­ho no cam­po das providên­cias para mon­tar o des­file para o car­naval”, disse.

O blo­co, que já teve 20 empre­ga­dos fixos, atual­mente tem ape­nas um que atua como fis­cal de um sítio do Bola na ser­ra de Petrópo­lis. Nem mes­mo os músi­cos da orques­tra, sem­pre um destaque nos des­files, têm con­tra­to. Pedro Ernesto con­tou que os músi­cos do Bola, fora o car­naval, têm ativi­dades par­tic­u­lares, como pedreiros, lanterneiros e muitos deles são mil­itares refor­ma­dos que fiz­er­am parte de ban­das da Polí­cia Mil­i­tar, dos bombeiros, da Mar­in­ha, do Exérci­to e da Guar­da Munic­i­pal.

“Quan­do tem tra­bal­ho, a gente con­vo­ca e eles vêm e a vida segue, só que eles têm uma lig­ação emo­cional muito grande com o Bola Pre­ta. Tem músi­co que está há 40 anos no Bola Pre­ta”, con­tou, acres­cen­tan­do que na apre­sen­tação de car­naval todos são remu­ner­a­dos.

Para o pres­i­dente do Bola, o car­naval de 2023 tem tudo para ser inesquecív­el. “Por con­ta de ficarem dois anos sem car­naval, as pes­soas estão ansiosas. Creio que vamos ter um grande car­naval, com recorde de foliões nas ruas. O que a gente quer é que, por maior que seja, seja sem­pre um car­naval de paz, tran­quil­i­dade, de respeito ao próx­i­mo, ao seu semel­hante, prin­ci­pal­mente os home­ns respei­tan­do as mul­heres. O não é não!”, com­ple­tou.

O Cho­ra me Liga tem dez empre­ga­dos fixos con­trata­dos, mas, para tra­bal­har no escritório que, durante o ano, orga­ni­za out­ros even­tos como apre­sen­tação da ban­da do blo­co. Para isto são con­trata­dos 25 músi­cos, além de can­tores. Na época do car­naval, há con­tratação de tem­porários, que, segun­do o fun­dador Marce­lo Vital, em 2023, chegarão a 500 pes­soas.

“Para via­bi­lizar o blo­co, a gente real­iza ensaios e, ao lon­go do ano, vende as apre­sen­tações para even­tos cor­po­ra­tivos, casa­men­tos e fes­tas de final de ano.” Segun­do ele, os recur­sos ori­un­dos dess­es even­tos, soma­dos ao apoio do patroci­nador, pagam parte das despe­sas do blo­co. “O resto a gente desem­bol­sa”, afir­mou à Agên­cia Brasil.

Vital tam­bém retra­ta a difi­cul­dade dos blo­cos cau­sa­da pela pan­demia, mas acred­i­ta que, após o perío­do de ausên­cia dos des­files em 2023, haverá mais ani­mação. “Acho que as pes­soas estão ansiosas pelo car­naval. Elas já não têm car­naval há dois anos e vão descon­tar este ano.”

Concentração

A con­cen­tração dos megablo­cos, em cada dia de apre­sen­tação, é às 7h, na Rua Primeiro de Março, no cen­tro do Rio. Os des­files começam às 8h e seguem até o meio-dia. De acor­do com a Rio­tur, “o cir­cuito com­ple­to ain­da não foi definido, mas devem ser feitas peque­nas alter­ações no tra­je­to, que tradi­cional­mente pas­sa pela Aveni­da Pres­i­dente Antônio Car­los [cen­tro da cap­i­tal], para facil­i­tar a logís­ti­ca na hora de dis­per­são do públi­co”.

Público

A Rio­tur esti­ma que neste ano as ruas da cap­i­tal vão rece­ber um públi­co de 5 mil­hões de pes­soas. Ini­cial­mente, a pre­visão é que sejam real­iza­dos 456 des­files. O número, no entan­to, pode mudar, porque  os corte­jos depen­dem de autor­iza­ções de órgãos públi­cos e da con­fir­mação dos próprios blo­cos inscritos.

Segun­do a Rio­tur, este ano 613 blo­cos de todos os taman­hos pedi­ram autor­iza­ção para des­fi­lar. Em 2020, últi­mo car­naval antes da pan­demia, foram 754 pedi­dos e 427 des­fi­la­ram. Este ano, a prefeitu­ra ajus­tou a logís­ti­ca da fes­ta e reduz­iu o número de des­files na zona sul, que foram remane­ja­dos para out­ros pon­tos da cidade, resul­tan­do num número menor do que em 2020. Naque­le ano, foram 110, e ago­ra serão 94 des­files pela região.

Patrulhamento

A expec­ta­ti­va é que a Polí­cia Mil­i­tar divulgue ofi­cial­mente o esque­ma de segu­rança para o Car­naval 2023 na próx­i­ma sem­ana, mas já está cer­to que o patrul­hamen­to será reforça­do, e que a polí­cia vai mon­tar um blo­queio para revis­tas dos foliões nas áreas próx­i­mas aos locais onde des­fi­larão os megablo­cos e no Sam­bó­dro­mo, como ocor­reu no réveil­lon.

Edição: Juliana Andrade

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