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Caso Ágata: testemunhas e acusado depõem à Justiça no Rio

Repro­dução: © Agên­cia Brasil/Tomaz Sil­va

Juíza decidirá se policial militar acusado irá a júri popular


Pub­li­ca­do em 28/03/2022 — 23:27 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Na ter­ceira audiên­cia judi­cial de instrução e jul­ga­men­to sobre a morte da meni­na Ágatha Felix, foram ouvi­dos o acu­sa­do pelo tiro, o poli­cial mil­i­tar Rodri­go de Matos Soares, e out­ras três teste­munhas de defe­sa e acusação. Eles depuser­am à juíza Tula Cor­rêa de Mel­lo, do 1º Tri­bunal do Júri da Cap­i­tal, nes­ta segun­da-feira (28).

Ágatha tin­ha 8 anos, no dia 20 de setem­bro de 2019, quan­do volta­va para casa com a mãe e foi atingi­da por um tiro de fuzil den­tro de uma Kom­bi, no Com­plexo do Alemão. Entre as sus­peitas está a de que o tiro ten­ha vin­do da arma do PM Soares, que nega a acusação.

Em seu depoi­men­to, o poli­cial afir­mou que não sabe de qual arma saiu o tiro que matou Ágatha e que não chegou a ver a Kom­bi no dia. Lota­do na 1ª UPP da Fazend­in­ha, Soares está afas­ta­do da cor­po­ração des­de o caso. Ele con­tou que era de praxe que a guarnição deix­as­se o pos­to no iní­cio da noite, pois era um local perigoso.

Porém, neste dia eles rece­ber­am uma ordem para per­manecer naque­la posição, mas começaram a rece­ber ameaças infor­madas por moto­taxis­tas da comu­nidade. Soares disse que dois home­ns numa moto fiz­er­am dis­paros con­tra ele e um cole­ga e que, após rev­i­darem com três dis­paros, se abri­garam numa loja de con­strução até que o con­fron­to ces­sasse.

Uma recon­sti­tu­ição chegou a ser fei­ta pela Polí­cia Civ­il, mas sem a par­tic­i­pação dos poli­ci­ais envolvi­dos. O poli­cial Élcio Oliveira, tam­bém lota­do na UPP, disse, por video­con­fer­ên­cia, que não rece­beu tiros vin­do de moto­taxis­tas e que só soube depois da morte de Ágatha.

Out­ra teste­munha ouvi­da, Ismael, morador da Fazend­in­ha, con­tou que esta­va bem próx­i­mo ao grupo de poli­ci­ais de onde par­tiu o tiro que matou a meni­na e que não saberia iden­ti­ficar o autor do dis­paro. Segun­do ele, não havia nen­hum con­fron­to no local e que dois home­ns em uma moto pas­savam na hora e o carona car­rega­va uma esquadria de alumínio debaixo do braço.

Somente após esta últi­ma sessão, a juíza decidirá se o poli­cial mil­i­tar irá a júri pop­u­lar.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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