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Chuvas estragam doses de vacina contra a covid-19 em cidade de Minas

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© Cor­po de Bombeiros Mil­i­tar de Minas Gerais (Repro­dução)

Água e lama invadiram posto de saúde que guardava os imunizantes


Pub­li­ca­do em 22/02/2021 — 13:23 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

As chu­vas que mataram ao menos cin­co moradores de San­ta Maria de Itabi­ra, na região cen­tral de Minas Gerais, no últi­mo fim de sem­ana, tam­bém estra­garam dos­es das vaci­nas con­tra covid-19 que a Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde rece­beu para imu­nizar gru­pos pri­or­itários (idosos, profis­sion­ais de saúde e idosos que vivem em insti­tu­ições de lon­ga per­manên­cia).

Segun­do a secretária de saúde do municí­pio, Janaí­na Macha­do dos San­tos, a água e o bar­ro que invadi­ram a Unidade Bási­ca de Saúde (UBS) Lin­coln Mar­tins Mor­eira pen­e­traram no refrig­er­ador onde os fras­cos de vaci­na estavam armazena­dos.

“Perdemos todas as vaci­nas que ain­da tín­hamos guardadas”, disse a secretária à Agên­cia Brasil. A quan­ti­dade de dos­es per­di­das ain­da está sendo con­tabi­liza­da, mas, para Janaí­na, qual­quer per­da, por menor que seja, sig­nifi­ca um enorme pre­juí­zo, prin­ci­pal­mente diante da escassez do pro­du­to.

De acor­do com Janaí­na, os fras­cos inuti­liza­dos fazem parte do lote com que a prefeitu­ra pre­via começar a vaci­nar os primeiros idosos da zona rur­al da cidade, local­iza­da a cer­ca de 150 quilômet­ros de Belo Hor­i­zonte.

“A pre­visão era começar­mos a vac­iná-los na sem­ana pas­sa­da, entre quin­ta e sex­ta-feira, mas a chu­va atra­pal­hou o crono­gra­ma. Está­va­mos aguardan­do as chu­vas dimin­uírem para dar­mos con­tinuidade à vaci­nação”, acres­cen­tou a secretária, sem saber infor­mar se a geladeira con­tin­ua fun­cio­nan­do.

O pre­juí­zo provo­ca­do pelas chu­vas à sec­re­taria de saúde não se limi­ta às vaci­nas. “O pré­dio da sec­re­taria tam­bém foi afe­ta­do. Perdemos pedi­dos de exam­es, pron­tuários, doc­u­men­tos do con­sel­ho de saúde. E ain­da esta­mos checan­do se hou­ve danos mate­ri­ais e aos equipa­men­tos. Até porque ain­da não tive­mos aces­so aos pos­tos de atendi­men­to da zona rur­al.”

Hospital

“Nada é tão ruim que não pos­sa pio­rar. Não bas­tasse a pan­demia, ago­ra vem a chu­va”, comen­tou Del­vais da Con­so­lação Sil­va, aux­il­iar admin­is­tra­ti­va do hos­pi­tal filantrópi­co Padre Este­vam.

Atingi­do pelas águas, o hos­pi­tal foi força­do a inter­romper os atendi­men­tos des­de ontem. Em um vídeo divul­ga­do nas redes soci­ais da insti­tu­ição, é pos­sív­el ver os corre­dores do local ala­ga­dos.

“Não hou­ve parte do pré­dio que não ten­ha sido afe­ta­da. Perdemos medica­men­tos, mate­r­i­al hos­pi­ta­lar”, acres­cen­tou Del­vais, expli­can­do que vol­un­tários e fun­cionários de empre­sas que ofer­e­ce­r­am apoio estão aju­dan­do na reti­ra­da da lama e na limpeza do local. “Só depois que ter­mi­n­ar­mos saber­e­mos o real taman­ho do pre­juí­zo.”

Para aux­il­iar no atendi­men­to às víti­mas de desliza­men­tos e out­ras con­se­quên­cias da chu­va, a direção do Padre Este­vam impro­vi­sou um pos­to de atendi­men­to na Igre­ja Matriz Nos­sa Sen­ho­ra do Rosário, onde médi­cos, enfer­meiros e téc­ni­cos de enfer­magem estão aten­den­do casos de emergên­cia. A igre­ja tam­bém é um pon­to de cole­ta de dona­tivos (ali­men­tos não perecíveis; medica­men­tos; roupa e água) que serão entregues ao Cor­po de Bombeiros para serem dis­tribuí­dos às famílias que pre­cis­arem.

Edição: Lílian Beral­do

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