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Cinema no Museu terá início dia 5, em São Paulo

Serão exibidos filmes brasileiros e haverá debates

Cami­la Boehm — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 30/03/2025 — 08:55
São Paulo
Ver­são em áudio
Brasília (DF) 29/03/2025 - O Museu do Ipiranga inaugura o projeto Cinema no Museu na próxima semana. Foto: Jose Rosael/Divulgação
Repro­dução: © Jose Rosael/Divulgação

O Museu do Ipi­ran­ga inau­gu­ra o pro­je­to Cin­e­ma no Museu na próx­i­ma sem­ana, em São Paulo, com exibição de filmes e doc­u­men­tários brasileiros, segui­dos de debates com con­vi­da­dos que par­tic­i­param da pro­dução das obras. Com entra­da gra­tui­ta, o pro­je­to bus­ca conec­tar a lin­guagem audio­vi­su­al com as histórias pre­sentes nas exposições e acer­vos do museu.

A edição de estreia será no próx­i­mo sába­do (5), às 15h, no auditório, e será ded­i­ca­da ao filme Tava, a Casa de Pedra (2012), pro­duzi­do pela ONG Vídeo nas Aldeias, fun­da­da pelo indi­genista Vin­cent Carel­li. Para o debate, foram con­vi­da­dos a real­izado­ra audio­vi­su­al Patrí­cia Fer­reira Pará Yxapy e o cineas­ta Ariel Orte­ga Kuaray Poty, que assi­nam a direção do doc­u­men­tário.

“Os filmes sele­ciona­dos para exibição, sejam doc­u­men­tários ou obras de ficção, são e serão aque­les que abrem a pos­si­bil­i­dade de refle­tir­mos sobre questões basi­lares da nos­sa história enquan­to cidade, esta­do ou país, a par­tir de uma per­spec­ti­va artís­ti­ca e de uma lin­guagem que fala tam­bém à sen­si­bil­i­dade”, disse, em nota, David William Apare­ci­do Ribeiro, respon­sáv­el pelo pro­je­to.

Pensamento indígena

Brasília (DF) 29/03/2025 - Cartaz do filme Tava, A Casa de Pedra (2012). Foto: Vincent Carelli,/Divulgação
Repro­dução: Car­taz do filme Tava, A Casa de Pedra (2012). Foto: Vin­cent Carel­li

O filme de estreia apre­sen­ta diver­sas dimen­sões do pen­sa­men­to indí­ge­na em torno das chamadas Ruí­nas das Mis­sões Jesuíti­cas dos Guarani, recon­heci­das como Patrimônio Mundi­al, Cul­tur­al e Nat­ur­al pela Unesco em 1983, local­izadas nos ter­ritórios brasileiro e argenti­no.

A obra, apon­ta a gestão do museu, recu­pera o dire­ito dos povos indí­ge­nas à autode­ter­mi­nação e o poder de con­tar suas próprias histórias. O filme foi pro­duzi­do no iní­cio do proces­so que cul­mi­nou com o reg­istro da Tava como lugar de refer­ên­cia para a memória e a iden­ti­dade do povo Guarani pelo Insti­tu­to do Patrimônio Históri­co e Artís­ti­co Nacional (IPHAN), títu­lo con­quis­ta­do anos depois, em 2014.

“Espero que esse espaço não só pro­mo­va a pro­dução audio­vi­su­al brasileira como tam­bém amplie as pos­si­bil­i­dades de reflexão e imag­i­nação sobre o pas­sa­do”, acres­cen­tou Ribeiro, pro­fes­sor do Museu Paulista da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP), que agre­ga o Museu do Ipi­ran­ga e o Museu Repub­li­cano de Itu.

As inscrições gra­tu­itas para o even­to estão disponíveis no site do museu

 

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