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Com 117 mortos, Petrópolis volta a enfrentar chuvas e alagamentos

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em uma hora, houve o registro de 60,54 milímetros de chuva


Pub­li­ca­do em 17/02/2022 — 19:45 Por Léo Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro
Atu­al­iza­do em 17/02/2022 — 20:19

Chu­vas que caíram no fim des­ta tarde (17) em Petrópo­lis voltaram a ger­ar difi­cul­dades para o municí­pio. As ruas Wash­ing­ton Luiz e Coro­nel Veiga, que lig­am o cen­tro históri­co ao bair­ro Quin­tand­in­ha, foram fecha­dos para o tráfego em decor­rên­cia de alaga­men­tos e inun­dações.

“Em uma hora, hou­ve o reg­istro de 60,54 milímet­ros”, infor­mou a Defe­sa Civ­il munic­i­pal. Com o apoio da Polí­cia Rodoviária Fed­er­al, o órgão atua na sinal­iza­ção e ori­en­tação da pop­u­lação.

Out­ras vias da cidades foram inter­di­tadas pela Com­pan­hia Pet­ro­pol­i­tana de Trân­si­to e Trans­portes (CPTrans). Entre elas, a Estra­da da Saudade, a Rua Sil­va Jardim, a Rua do Túnel, a Rua Mar­ques de Pará, a Rua San­tos Dumont e um dos sen­ti­dos da Rua do Imper­ador.

A Defe­sa Civ­il munic­i­pal emi­tiu aler­ta de mobi­liza­ção para evac­uação de moradores das áreas de risco do Qui­tand­in­ha. Moradores das comu­nidades rece­ber­am o informe por men­sagem de celu­lar e por aplica­tivos. “A ori­en­tação é que os moradores de áreas de risco, que não ten­ham a opção de se acol­her em casa de famil­iares em área segu­ra, se deslo­quem para os pon­tos de apoio que fun­cionam na região”, diz a Defe­sa Civ­il. Ao todo, 25 esco­las foram des­ig­nadas pela prefeitu­ra para rece­ber os desabri­ga­dos.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense
Repro­dução: Bombeiros, moradores e vol­un­tários tra­bal­ham no local do desliza­men­to no Mor­ro da Ofic­i­na, após a chu­va que cas­tigou Petrópo­lis, na região ser­rana flu­mi­nense — Tânia Rêgo/Agência Brasil

Até o momen­to, já foram reg­istradas 117 mortes des­de o tem­po­ral de terça-feira (15). Segun­do o gov­er­no do Rio de Janeiro, foi a pior chu­va na cidade des­de 1932.

As chu­vas impactaram tam­bém para os serviços de saúde, ten­do sido sus­pen­sa alguns atendi­men­tos, incluin­do a vaci­nação con­tra a covid-19. “Além da difi­cul­dade de aces­so de alguns profis­sion­ais aos locais de tra­bal­ho, dev­i­do às inter­dições, algu­mas unidades tam­bém sofr­eram danos com a chu­va”, infor­mou a Sec­re­taria de Saúde, acres­cen­tan­do que tra­bal­ha para resta­b­ele­cer a nor­mal­i­dade dos atendi­men­tos. A pas­ta está pri­or­izan­do a atu­ação em unidades próx­i­mas ao Mor­ro da Ofic­i­na, o local mais atingi­do. Hou­ve um grande desliza­men­to de ter­ra no local, que fica próx­i­mo à Rua Tereza, con­heci­da área com­er­cial per­to do cen­tro históri­co. A prefeitu­ra esti­ma que cer­ca de 80 casas ten­ham sido afe­tadas.

Hoje mais cedo, um novo desliza­men­to, dessa vez na comu­nidade 24 de Maio, exigiu ráp­i­da mobi­liza­ção da Defe­sa Civ­il. Uma casa chegou a ser atingi­da, mas ninguém ficou feri­do. Após a ocor­rên­cia, o órgão orga­ni­zou a evac­uação da Rua Nova.

Tam­bém foi inter­di­ta­da a Vila Manoel Cor­rea, com aces­so pela Rua Tere­sa. A medi­da é con­sid­er­a­da pre­ven­ti­va. O tráfego de veícu­los na região tam­bém está impos­si­bil­i­ta­do.

O receio com novos desliza­men­tos aumen­ta diante da pre­visão mete­o­rológ­i­ca. Um avi­so da Defe­sa Civ­il aler­tou para a pos­si­bil­i­dade de pan­cadas de chu­vas mod­er­adas a fortes entre a tarde de hoje (17) e a madru­ga­da de aman­hã (18). Nas últi­mas horas, 14 das 18 sirenes insta­l­adas próx­i­mas a áreas de risco da cidade foram acionadas.

Ape­sar das novas chu­vas, o Cor­po de Bombeiros infor­mou que man­tém as ativi­dades de bus­cas por víti­mas sem inter­rupção. A cor­po­ração con­ta com mais de 500 pes­soas atuan­do no sal­va­men­to em toda a cidade. Segun­do os dados divul­ga­dos, 24 pes­soas já foram res­gatas com vida.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense
Reprodução: Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense — Tânia Rêgo/Agência Brasil

*Matéria atu­al­iza­da às 20h19 para acrésci­mo de infor­mação.

Edição: Bruna Saniele

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