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Cordão da Bola Preta arrasta multidão no centro do Rio de Janeiro

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Previsão é que bloco concentre 1 milhão de pessoas


Pub­li­ca­do em 18/02/2023 — 11:33 Por Cristi­na Indio Do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Pas­sa ano, entra ano e o Cordão da Bola Pre­ta, o mais anti­go blo­co car­navale­sco do Rio de Janeiro, con­tin­ua con­cen­tran­do mul­ti­dões em apre­sen­tações tradi­cionais no sába­do de car­naval. Em 2023 faz seu 103º des­file e hoje (18) não está difer­ente, arras­ta mui­ta gente que se diverte com ale­gria, na cap­i­tal flu­mi­nense. A esti­ma­ti­va é que o blo­co con­cen­tre 1 mil­hão de pes­soas. O âni­mo dos foliões este ano chegou com um toque de saudade e mui­ta von­tade de com­pen­sar os dois anos em que, por causa da pan­demia, ficaram impe­di­dos de se diver­tir naque­le espaço de descon­tração.

A irreverên­cia é um destaque nas fan­tasias, que emb­o­ra sejam dis­tin­tas, boa parte, têm um traço em comum: as cores bran­ca e pre­ta, que são as do blo­co. Com o calor a prefer­ên­cia tam­bém é por roupas mais leves.

Rio de Janeiro (RJ), 18/02/2023 – Bloco Cordão da Bola Preta desfila pelas ruas do centro da cidade no primeiro dia oficial do Carnaval 2023. Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: Cordão da Bola Pre­ta des­fi­la pelas ruas da cidade Tomaz Silva/Agência Brasil

A con­cen­tração dos foliões começou cedo, antes mes­mo do horário mar­ca­do para o des­file, no cen­tro do Rio. O iní­cio esta­va mar­ca­do às 9h mas hou­ve atra­so de 20 min­u­tos. O encer­ra­men­to está pre­vis­to para as 13h. O tra­je­to é o mes­mo definido pela prefeitu­ra para todos os Megablo­cos do car­naval car­i­o­ca: da Rua Primeiro de Março até a Aveni­da Pres­i­dente Antônio Car­los. O poli­ci­a­men­to foi reforça­do na região pela Polí­cia Mil­i­tar e apoio da Guar­da Munic­i­pal, inclu­sive com o uso de apar­el­hos de detec­tor de metais. Os foliões se espal­haram não só pelas ruas do cir­cuito como tam­bém nas trans­ver­sais.

O pres­i­dente do blo­co, Pedro Ernesto Mar­in­ho, espera um públi­co muito maior do que em anos ante­ri­ores, porque é o car­naval da retoma­da. “O des­file é a mãe de toda a existên­cia do Bola Pre­ta. Se a gente fiz­er um grande des­file a gente está cam­in­han­do com o Bola Pre­ta. O des­file é o maior acon­tec­i­men­to social da vida do Bola Pre­ta. Não existe out­ro acon­tec­i­men­to tão grande quan­to o des­file. Nada é mais impor­tante que o des­file. É a mar­ca do Bola Pre­ta des­de a fun­dação”, disse o pres­i­dente.

A pas­sagem de ger­ações entre os foliões é um dos fatores que man­têm o blo­co como um dos favoritos do car­naval. Para Pedro Ernesto, a expli­cação é o com­pro­me­ti­men­to do Bola com o car­naval tradi­cional. Ele lem­brou que o blo­co é últi­mo remanes­cente das enti­dades de car­naval daque­la ocasião, porque nasceu na segun­da déca­da do sécu­lo XX. Na época exis­ti­am insti­tu­ições com o porte e até maior do que o Bola Pre­ta. Só que todas pere­ce­r­am ao lon­go do tem­po por prob­le­mas econômi­cos e o Bola con­tin­u­ou firme e forte ape­ga­do às suas ori­gens da tradição do car­naval”, con­tou.

Segun­do o pres­i­dente, o obje­ti­vo maior é preser­var a músi­ca tradi­cional do car­naval, o que faz com sua famosa ban­da, que entre os instru­men­tos têm a mar­ca de metais. “Foi isso que fez o Bola Pre­ta atrav­es­sar os seus 104 anos. O Bola Pre­ta foi fun­da­do em 31 de dezem­bro de 1918 e já em fevereiro de 19 fez o primeiro des­file que sem­pre esteve um ano à frente do seu aniver­sário. Quan­do fez 100 anos já era o 101º des­file. Só que com a par­al­isação dos des­files com a pan­demia, ape­sar de gente ter feito em dezem­bro 104 anos este des­file é o de número 103”, pon­tu­ou.

Entre essas músi­cas uma reforça a mar­ca do blo­co e os foliões não cansam de can­tar. É a mar­cha Quem não cho­ra, não mama, de auto­ria de Vicente Pai­va e Nél­son Bar­bosa. “Quem não cho­ra não mama! Segu­ra, meu bem, a chu­pe­ta. Lugar quente é na cama. Ou então no Bola Pre­ta”, dizem os ver­sos mais repeti­dos no des­file.

Musas e padrinhos

E em 2023, o públi­co terá uma Bola com força total. Durante o des­file, todas as fig­uras rep­re­sen­ta­ti­vas do blo­co estarão pre­sentes. Do alto do car­ro a rain­ha, a atriz Pao­la Oliveira cumpri­men­ta os foliões. O blo­co tem ain­da o padrin­ho, can­tor e com­pos­i­tor Neguin­ho da Bei­ja-Flor; a madrin­ha, a can­to­ra Maria Rita; a por­ta-estandarte ofi­cial do blo­co, a atriz Lean­dra Leal. Entre as musas, a da ban­da, a atriz e can­to­ra Emanuelle Araújo; a do cen­tenário, a atriz Miri­am Duarte, e a musa das musas a por­ta-ban­deira da Bei­ja-Flor, Selmin­ha Sor­riso.

Rio de Janeiro (RJ), 18/02/2023 – Bloco Cordão da Bola Preta desfila pelas ruas do centro da cidade no primeiro dia oficial do Carnaval 2023. Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
Repro­dução: Cordão da Bola Pre­ta des­fi­la pelas ruas do Rio — Tomaz Silva/Agência Brasil

“Para mim é uma hon­ra ser musa das musas do Cordão da Bola Pre­ta. Quan­do eu podia imag­i­nar, a moça da comu­nidade de vida muito sim­ples ser musa das musas do blo­co mais impor­tante do Brasil, um blo­co tradi­cional famil­iar com a gestão do nos­so queri­do Pedro Ernesto que tem a pos­tu­ra de gerir o blo­co sem­pre como se fos­se uma família, man­ten­do o blo­co sem­pre em altís­si­mo nív­el, respeita­do, orga­ni­za­do. Eu sou uma priv­i­le­gia­da e me sin­to hon­ra­da em rece­ber a cada ano a faixa de musa das musas do Cordão da Bola Pre­ta. De poder faz­er parte dessa família. Você chega ali e encon­tra, bisavós, fil­hos e netos, fãs do Bola que são muitos, então , eu sem­pre me sin­to em casa. É gratidão faz­er parte dessa história”, con­tou Selmin­ha.

Pedro tem uma respos­ta ráp­i­da do que o públi­co vai encon­trar neste sába­do no blo­co. “Ale­gria, paz, amor e mui­ta músi­ca boa, tradi­cional do car­naval”.

Enquan­to o blo­co ain­da estiv­er ter­mi­nan­do o des­file na Aveni­da Antônio Car­los, mais uma tradição será man­ti­da este ano. Os fãs da Bola já poderão aproveitar, na sede do blo­co, na Lapa, tam­bém cen­tro do Rio, a famosa macar­rona­da do sába­do de des­file.

Edição: Valéria Aguiar

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