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Doze escolas disputam título do Grupo Especial do carnaval do Rio

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

A primeira a desfilar, às 22h, será a Imperatriz Leopoldinense


Pub­li­ca­do em 22/04/2022 — 12:00 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Os des­files das esco­las de sam­ba do Grupo Espe­cial do Rio de Janeiro começam na noite de hoje (22) na aveni­da Mar­quês de Sapu­caí, depois de dois anos sem des­files na pas­sarela do sam­ba por causa da pan­demia de covid-19. Doze agremi­ações dis­putam o títu­lo de grande campeã do car­naval.

Como nos anos ante­ri­ores, os des­files são divi­di­dos em dois dias. Entre a noite de hoje e a madru­ga­da deste sába­do (23) entram na aveni­da as primeiras seis esco­las.

A primeira a des­fi­lar, às 22h, será a Imper­a­triz Leopoldinense. A agremi­ação de Ramos, que tem oito títu­los no cur­rícu­lo, retornou ao Grupo Espe­cial este ano depois de ser campeã do grupo de aces­so em 2020. Ela apre­sen­tará um enre­do sobre o car­navale­sco Arlin­do Rodrigues.

Em segui­da, o públi­co verá no Sam­bó­dro­mo a Mangueira, primeira campeã do car­naval, há 90 anos, e deten­to­ra de 20 títu­los, fican­do atrás ape­nas da Portela. O enre­do este ano hom­e­nageará três fig­uras do sam­ba e da própria comu­nidade: Car­to­la, Jamelão e Del­e­ga­do.

Cultura negra

Acadêmi­cos do Salgueiro, esco­la da Tiju­ca, na zona norte da cidade, será a ter­ceira esco­la a pas­sar pela Mar­quês de Sapu­caí e bus­cará seu déci­mo títu­lo com um enre­do sobre locais de resistên­cia da cul­tura negra no Rio de Janeiro.

A quar­ta esco­la será a São Clemente, agremi­ação da zona sul da cidade que bus­ca o títu­lo inédi­to, com uma hom­e­nagem ao ator e humorista Paulo Gus­ta­vo, que mor­reu em 2021 víti­ma da covid-19.

Em bus­ca do tri­cam­pe­ona­to, a atu­al campeã Unidos do Viradouro, de Niterói, lem­brará do car­naval de 1919, ocor­ri­do depois da pan­demia de gripe espan­ho­la.

Encer­ran­do o primeiro dia de des­files, a Bei­ja-Flor de Nilópo­lis levará para a aveni­da o enre­do “Emprete­cer o pen­sa­men­to é ouvir a voz da Bei­ja-Flor”, sobre a con­tribuição int­elec­tu­al negra para con­strução de um Brasil mais africano.

Segurança

A Liga Inde­pen­dente das Esco­las de Sam­ba (Liesa), respon­sáv­el pelos des­files do Grupo Espe­cial, infor­mou que garan­tirá a escol­ta de car­ros alegóri­cos para evi­tar novos aci­dentes, como o que feriu com gravi­dade a meni­na Raquel Antunes, de 11 anos, no primeiro dia de des­file da Série Ouro, na quar­ta-feira (20).

A obri­ga­to­riedade de garan­tir a escol­ta dos car­ros no tra­je­to entre o Sam­bó­dro­mo e os bar­racões das esco­las foi deter­mi­na­da pela Justiça do Rio na noite de ontem.

A Justiça tam­bém pediu que a Polí­cia Mil­i­tar e a Guar­da Munic­i­pal façam o patrul­hamen­to das ruas do entorno para evi­tar que as pes­soas se aprox­imem das ale­go­rias.

A Sec­re­taria Munic­i­pal de Ordem Públi­ca (Seop), a Guar­da Munic­i­pal e a Polí­cia Mil­i­tar infor­maram que já estão cumprindo a decisão judi­cial.

O Cor­po de Bombeiros disse que nen­hu­ma das esco­las de sam­ba pro­to­colou a reg­u­lar­iza­ção de seus car­ros alegóri­cos jun­to à cor­po­ração e que, por isso, a lib­er­ação cabe às lig­as que orga­ni­zam os des­files. Segun­do os bombeiros, quan­do isso acon­tece as lig­as assumem — jun­to com as esco­las — os riscos de pos­síveis aci­dentes.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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