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Entrega da Ordem do Mérito Cultural marca 456 anos do Rio de Janeiro

O Bondinho do Pão de Açúcar volta a receber visitantes a partir deste sábado com novas regras sanitárias
© Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

Personalidades e instituições serão condecoradas


Pub­li­ca­do em 01/03/2021 — 07:30 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A cap­i­tal flu­mi­nense com­ple­ta 456 anos nes­ta segun­da-feira (1º), com entre­ga da Medal­ha São Sebastião do Rio de Janeiro e diplo­ma a 18 per­son­al­i­dades, asso­ci­ações, cole­tivos e insti­tu­ições que usaram a cul­tura como ele­men­to para reduzir os impactos da pan­demia de covid-19, incluin­do des­de cri­ações artís­ti­cas até aju­da human­itária.

Mais de 2.800 pes­soas fiz­er­am indi­cações ao prêmio por meio de um for­mulário disponi­bi­liza­do nas redes soci­ais da Sec­re­taria Munic­i­pal de Cul­tura. A escol­ha foi real­iza­da entre mais de 600 indi­cações para hom­e­nagea­d­os com a Ordem do Méri­to Cul­tur­al Car­i­o­ca 2020, maior hon­raria do setor da cidade do Rio.

A hom­e­nagem será no Palá­cio da Cidade, às 14h. Os 18 hom­e­nagea­d­os são: Asso­ci­ação de Pro­du­tores de Teatro (APTR), can­to­ra Tere­sa Cristi­na, Cir­co Crescer e Viv­er, cri­ador de jor­nal comu­nitário Renê Sil­va, Polifôni­ca Cia, com­pos­i­tor Moa­cyr Luz, sac­er­dote de igre­ja de matriz africana Hum­bono Rogério de Olis­sá, esportista e poeta Wan­der­son Geremias, Pret­inhas Leitoras, Slam das Minas RJ, Gas­tro­mo­ti­va, Núcleo de Apoio à Pro­dução Cul­tur­al da UFRJ (Naprocult), Com­pan­hia de Dança Pass­in­ho Car­i­o­ca, design­er Fred Gel­li, Cole­ti­vo Lan­chonete Lan­chonete, Espaço Cul­tur­al Viadu­to de Realen­go, Pal­cos do Rio – Rede Cul­tur­al e Fil­ma Rio – Movi­men­to supra­partidário dos profis­sion­ais do setor audio­vi­su­al car­i­o­ca.

Fotografia

A exposição online O Mar de Mal­ta – O Rio de Janeiro mar­ca sua iden­ti­dade nas fotografias de Augus­to Mal­ta, um dos mais impor­tantes nomes da história da fotografia brasileira, será aber­ta hoje (1º) para mar­car o dia do aniver­sário da cidade, com curado­ria do fotó­grafo e antropól­o­go Mil­ton Guran e da pesquisado­ra Ana Bar­to­lo. A mostra pode ser aces­sa­da no site mardemalta.com.

A exposição reúne 40 ima­gens do alagoano Augus­to Mal­ta, que apre­sen­tam o momen­to de vira­da da cidade na direção do mar, entendendo‑o como área de laz­er, afir­mação cul­tur­al e práti­cas soci­ais na orla. Para Mil­ton Guran, Mal­ta se tornou, em mais de 40 anos, o mais ded­i­ca­do cro­nista visu­al da cidade. “Suas fotografias nos mostram quem éramos e como cheg­amos ao que somos. Tão impor­tante foi o seu tra­bal­ho que Augus­to Mal­ta figu­ra entre os heróis da cidade. Feliz da cidade que tem um fotó­grafo entre seus heróis”, desta­cou o curador da exposição.

Mal­ta chegou ao Rio com 24 anos de idade, em 1888, durante a época das ideias repub­li­canas, que levaram Deodoro da Fon­se­ca, tam­bém alagoano, à Presidên­cia da Repúbli­ca. Mal­ta começou como guar­da-livros, antes de abrir seu próprio escritório de con­tabil­i­dade; pas­sou em segui­da para o ramo dos sec­os e mol­ha­dos; depois, para o comér­cio de teci­dos, indo de por­ta em por­ta de bici­cle­ta, que era uma novi­dade na época. Em 1900, um dos clientes propôs a tro­ca da bici­cle­ta por uma máquina fotográ­fi­ca. Foi dessa for­ma que Mal­ta ingres­sou na fotografia.

Sessenta mil “chapas”

Em 1903, foi con­vi­da­do pelo prefeito Pereira Pas­sos para doc­u­men­tar as casas que seri­am demol­i­das den­tro dos tra­bal­hos de mod­ern­iza­ção do Rio. No tem­po em que per­maneceu na prefeitu­ra, entre 1903 e 1936, e tam­bém por con­ta própria, pro­duz­iu, segun­do esti­ma­ti­vas, entre 30 mil e 60 mil “cha­pas” de doc­u­men­tação urbana, tor­nan­do-se um dos maiores fotó­grafos brasileiros.

Mal­ta foi ain­da um dos respon­sáveis pelo surg­i­men­to das reporta­gens ilustradas no Brasil, colab­o­ran­do nas revis­tas Kos­mos, Illus­tração Brasileira, Revista da Sem­ana e Fon-Fon. Foi sócio da Asso­ci­ação Brasileira de Impren­sa (ABI) — onde fez a primeira exposição em 1930 — até o fim da sua vida em 1957, aos 93 anos de idade.

As ima­gens sele­cionadas para a exposição fazem parte dos acer­vos do Museu Históri­co da Cidade, Arqui­vo-Ger­al da Cidade, Museu da Imagem e do Som, Bib­liote­ca Nacional, Insti­tu­to Históri­co e Geográ­fi­co Brasileiro, Insti­tu­to Mor­eira Salles e o Arqui­vo George Ermakoff. A mostra estará disponív­el até 31 de jul­ho deste ano.

Cristo Redentor

Aprovei­tan­do tam­bém a data comem­o­ra­ti­va dos 456 anos da cap­i­tal flu­mi­nense, o San­tuário Cristo Reden­tor divul­ga o cal­endário de even­tos que cel­e­brarão os 90 anos do mon­u­men­to mais con­heci­do do país. A fes­ta prin­ci­pal está pro­gra­ma­da para o peri­o­do de 9 a 17 de out­ubro próx­i­mo, na Pas­sarela do Sam­ba.

O aniver­sário do Rio de Janeiro será comem­o­ra­do de for­ma tími­da, sem grandes badalações, em vir­tude da pan­demia de covid-19.

Bondinho

Pela primeira vez, comem­o­ran­do o aniver­sário do Rio de Janeiro, o Bond­in­ho Pão de Açú­car pro­move a cam­pan­ha Car­i­o­ca Mar­avil­ha, que ofer­e­cerá descon­to de 60% nos ingres­sos reg­u­lares adquiri­dos via online (www.bondinho.com.br), a par­tir des­ta segun­da-feira (1º). A edição espe­cial da cam­pan­ha será vál­i­da durante todo o mês de março, ben­e­fi­cian­do pes­soas nasci­das na cidade e moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio.

De acor­do com a admin­is­tração do Bond­in­ho Pão de Açú­car, a ação visa a val­orizar a essên­cia e a cul­tura car­i­o­cas. O bene­fí­cio espe­cial é váli­do para o pas­seio com­ple­to, que começa na estação da Pra­ia Ver­mel­ha e vai até o Pão de Açú­car. Os val­ores pro­mo­cionais não são cumu­la­tivos com out­ras opções de descon­tos já exis­tentes.

Para aproveitar o bene­fí­cio, adul­tos devem apre­sen­tar um com­pro­vante de residên­cia e doc­u­men­to ofi­cial com foto, enquan­to as cri­anças de 6 a 12 anos têm de mostrar cer­tidão de nasci­men­to ou doc­u­men­to ofi­cial com foto que com­pro­ve ser res­i­dente ou nasci­do no Rio de Janeiro. Cri­anças de até cin­co anos não pagam ingres­so.

Ineditismo

O dire­tor exec­u­ti­vo do Bond­in­ho Pão de Açú­car, San­dro Fer­nan­des, desta­cou o ineditismo da ação, ao hom­e­nagear o mel­hor que a cidade do Rio tem ness­es 456 anos de história — o car­i­o­ca. “Somos um ícone da cidade e temos como propósi­to inspi­rar a feli­ci­dade em todos que se conec­tam conosco e, prin­ci­pal­mente, com o car­i­o­ca, que com­par­til­ha com a gente o encan­ta­men­to de ter nasci­do nes­ta cidade mar­avil­hosa que é o Rio de Janeiro”, afir­mou Fer­nan­des.

As nor­mas de segu­rança san­itária de com­bate à covid-19 são ado­tadas pelo Bond­in­ho Pão de Açú­car em seu fun­ciona­men­to. O uso de más­cara é obri­gatório, poden­do ser reti­ra­da ape­nas no momen­to de faz­er refeições e des­de que o dis­tan­ci­a­men­to social seja man­ti­do. Totens com álcool em gel estão disponi­bi­liza­dos ao lon­go de todo o par­que e a medição de tem­per­atu­ra é fei­ta em todos na entra­da.

Além da demar­cação do espaço de dis­tan­ci­a­men­to físi­co nas filas, os bon­des oper­am com capaci­dade reduzi­da e são san­i­ti­za­dos a cada viagem. O reg­u­la­men­to com­ple­to da pro­moção pode ser aces­sa­do no site ofi­cial do Bond­in­ho Pão de Açú­car.

MAR

Reaber­to ao públi­co no últi­mo dia 11 de fevereiro, o Museu de Arte do Rio (MAR) comem­o­ra oito anos de ativi­dades, coin­cidin­do com o aniver­sário de 456 anos da cidade. Para cel­e­brar a data, o museu ofer­e­cerá ao públi­co entra­da gra­tui­ta às quin­tas-feiras, durante todo o mês de março.

O museu esta­va fecha­do há 11 meses, em função da pan­demia. A reaber­tu­ra é uma das primeiras medi­das da Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Ibero-amer­i­canos (OEI), à frente da insti­tu­ição car­i­o­ca des­de janeiro, por meio de acor­do de coop­er­ação inter­na­cional fir­ma­do com a prefeitu­ra munic­i­pal. A enti­dade é o primeiro organ­is­mo inter­gov­er­na­men­tal de coop­er­ação no espaço ibero-amer­i­cano e, des­de 1949, tra­bal­ha em três cam­pos de ação: cul­tura, edu­cação e ciên­cia.

O dire­tor e chefe da rep­re­sen­tação da OEI no Brasil, Raphael Cal­lou, disse que o MAR ofer­ece a todos os vis­i­tantes um diál­o­go dire­to com a cidade em suas diver­sas dimensões:cultural, educa­ti­va e social. “A OEI atua há mais de 70 anos tra­bal­han­do arte e edu­cação de for­ma artic­u­la­da, em defe­sa de uma sociedade mais inclu­si­va, em que o aces­so à cul­tura seja garan­ti­do efe­ti­va­mente como um dire­ito. Fare­mos dessa exper­iên­cia na gestão do MAR uma refer­ên­cia das ini­cia­ti­vas de cul­tura e econo­mia cria­ti­va con­duzi­das pela orga­ni­za­ção na região”, acres­cen­tou Cal­lou.

Inserção

Curador-chefe do MAR, Marce­lo Cam­pos desta­cou que, ao com­ple­tar oito anos de vida, o museu já apre­sen­ta uma von­tade níti­da. “O MAR, em seu aniver­sário, quer se man­ter como um museu em forte inserção na cidade, a par­tir de sua viz­in­hança. Por­tan­to, comem­o­rar oito anos é se man­ter aten­to aos obje­tivos e mis­sões que fiz­er­am do MAR um dos prin­ci­pais museus da cidade. A história que nos inter­es­sa está con­ta­da “a con­trape­lo”, ten­sio­n­an­do e incor­po­ran­do críti­cas e desafios em todos os setores do museu”, obser­vou.

A pro­gra­mação de aniver­sário começa com uma live (trans­mis­são ao vivo pela inter­net) de Marce­lo Cam­pos e Raphael Cal­lou, às 17h, quan­do apre­sen­tarão aos seguidores do equipa­men­to no Insta­gram a pro­gra­mação do MAR para este mês. O públi­co terá a opor­tu­nidade de con­hecer a mostra inédi­ta “Paulo Wer­neck — Murais para o Rio”, que vai ocu­par uma das gale­rias do museu até agos­to.

Segun­do Marce­lo Cam­pos, Paulo Wer­neck foi um impor­tante mural­ista, que atu­ou jun­to com arquite­tos de renome, entre eles Oscar Niemey­er. São de auto­ria de Wer­neck pro­je­tos como o pré­dio da Asso­ci­ação Brasileira de Impren­sa (ABI), local­iza­do na região cen­tral do Rio. Para­le­la­mente à mostra de Paulo Wer­neck, terão con­tinuidade as exposições “Rua!”; “Casa Car­i­o­ca”; e “Aline Mot­ta: memória, viagem e água”, lançadas no ano pas­sa­do.

Educação

Neste mês de março, o museu vai retomar a ativi­dade educa­ti­va Con­heça o MAR. Tra­ta-se de uma visi­ta guia­da, com até uma hora de duração, ofer­e­ci­da ao públi­co espon­tâ­neo pelos espaços da insti­tu­ição. A medi­ação dialo­ga com a história da região por­tuária e será real­iza­da todas às sex­tas-feiras de março, às 14h.

Para Hugo Oliveira, ger­ente de Edu­cação e Esco­la do Olhar, “comem­o­rar o 8º aniver­sário do MAR ren­o­va as esper­anças, traz exce­lentes memórias e nos desafia a pen­sar cam­in­hos para as práti­cas educa­ti­vas. Vamos retomar aos poucos, começan­do com o pro­je­to Con­heça o MAR às sex­tas-feiras para o públi­co espon­tâ­neo, toman­do as dev­i­das medi­das de segu­rança. A visi­ta ofer­ece visão panorâmi­ca dos espaços do museu em conexão com a história da região por­tuária e da Peque­na África, além de um per­cur­so pelas difer­entes mostras em car­taz. A con­clusão ocorre den­tro do pavil­hão para que o vis­i­tante pos­sa retornar às exposições”, infor­mou.

Encer­ran­do as comem­o­rações, no dia 27 de março, uma nova ban­deira será hastea­da no mas­tro do museu, mar­can­do o iní­cio deste novo ano para a insti­tu­ição. O MAR fun­ciona de quin­ta-feira a domin­go, das 11h às 18h. A entra­da no Pavil­hão de Exposições é per­mi­ti­da até as 17h. Os ingres­sos têm val­or de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Edição: Graça Adju­to

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