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Especialistas recomendam cuidado com festas de fim de ano

Queima de fogos na praia de Copacabana, Réveillon Rio 2019
Queima de fogos na pra­ia de Copaca­bana, Réveil­lon Rio 2019 (Repro­dução)

Saiba o que fazer para reduzir os riscos ao máximo


Publicado em 24/12/2020 — 07:47 Por Marcelo Brandão — Repórter da Agência Brasil — Brasília

Natal e ano-novo são sinôn­i­mos de fes­ta, reunião famil­iar com mesa far­ta, abraços e con­ver­sas lon­gas madru­ga­da aden­tro. Mas, com a pan­demia do novo coro­n­avírus que atingiu o mun­do inteiro, e ain­da faz víti­mas todos os dias, esse momen­to tradi­cional pode cus­tar caro. Espe­cial­is­tas não recomen­dam reuniões neste perío­do, ao mes­mo tem­po em que sabem que mui­ta gente não deixará essa tradição de lado. Por isso, sai­ba o que faz­er para reduzir ao máx­i­mo os riscos de ir a uma cel­e­bração de fim de ano e sair de lá con­t­a­m­i­na­do pela covid-19.

Máscara, álcool e distanciamento

Infec­tol­o­gis­tas ouvi­dos pela Agên­cia Brasil foram tax­a­tivos: ape­nas um meio de pro­teção não é efi­caz. Então, não adi­anta usar más­cara e não higi­en­izar as mãos com fre­quên­cia. Tam­pouco resolve tomar essas providên­cias mas sair abraçan­do, aper­tan­do mãos e se aglomeran­do em rodas de con­ver­sa.

“A pes­soa deve ten­tar restringir o risco de infecção, sain­do o menos pos­sív­el. Man­ter a más­cara e reti­rar ape­nas na hora de se ali­men­tar. Todas as estraté­gias são fal­has, mas a soma delas aju­da, diminui o risco”, afir­ma Joana D’arc Gonçalves, médi­ca infec­tol­o­gista e pro­fes­so­ra de med­i­c­i­na do UniCeub, em Brasília.

Ela tam­bém ressalta a importân­cia de man­ter dis­tân­cia das out­ras pes­soas e não com­par­til­har obje­tos como copos e tal­heres. Joana D’arc vai além e recomen­da que dias antes da fes­ta de natal ou réveil­lon, caso seja pos­sív­el, a pes­soa faça o teste RT-PCR, que iden­ti­fi­ca a pre­sença do vírus no organ­is­mo e con­fir­ma a covid-19.

De acor­do com os espe­cial­is­tas, a maio­r­ia das pes­soas tem trans­mi­ti­do o vírus sem sequer apre­sen­tar sin­tomas. Por isso, estar ass­in­tomáti­co no dia da fes­ta não garante que a pes­soa este­ja sem o vírus no organ­is­mo.

Sem abraços na virada do ano

O próx­i­mo ano já chegará exigin­do um esforço de todos. Quan­do o reló­gio mar­car 0h do dia 1º de janeiro de 2021, evite dar o tradi­cional abraço de feliz ano-novo. “O con­ta­to próx­i­mo, de abraçar, bei­jar e aper­tar as mãos, deve ser evi­ta­do”, diz Mar­cus Antônio Cyril­lo, dire­tor da Sociedade Brasileira de Infec­tolo­gia (SBI).

“Porque a gente sabe que esse vírus se propa­ga por gotícu­las res­pi­ratórias, secreções. E abraçan­do out­ras pes­soas, colo­can­do a mão no ros­to delas, ou mes­mo no seu ros­to, você tem a pos­si­bil­i­dade de trans­mi­tir o vírus”, com­ple­ta Cyril­lo. “Este momen­to é sofri­do, mas a gente não recomen­da”, acres­cen­ta Joana D’arc.

Ambientes abertos e arejados

A Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) não se posi­cio­nou em relação às fes­tas de Natal e ano-novo, ape­nas deu dire­trizes para que os órgãos san­itários, como o Cen­tro de Con­t­role e Pre­venção de Doenças (CDC), dos Esta­dos Unidos, e a Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa), do Brasil, ori­en­tem os gov­er­nos locais sobre como a pop­u­lação deve se pre­venir.

Em meio às recomen­dações e pro­to­co­los, não há meias-palavras: reuniões devem ser evi­tadas. “A OMS não recomen­da aglom­er­ação. E quan­do você fala em cel­e­bração, você fala em aglom­er­ação. Aqui no Brasil a gente está relaxan­do demais e podemos ter con­se­quên­cias ruins”, afir­ma a infec­tol­o­gista.

Caso a reunião da família no fim do ano seja inevitáv­el, os anfitriões devem pro­mover ambi­ente o mais seguro pos­sív­el para os con­vi­da­dos. A fes­ta deve acon­te­cer, se pos­sív­el, ao ar livre. No quin­tal ou na varan­da de casa, por exem­p­lo. Ness­es ambi­entes bem are­ja­dos, o ven­to tende a levar o vírus para longe. Out­ra pos­si­bil­i­dade é um ambi­ente fecha­do, mas are­ja­do, com por­tas e janelas aber­tas.

“Em lugares fecha­dos exis­tem condições de umi­dade, tem­per­atu­ra, de matéria orgâni­ca onde o vírus pode se deposi­tar. Ao ar livre essas condições são menos propí­cias para o vírus se mul­ti­plicar ou ser trans­mi­ti­do para alguém. Mas se você estiv­er em um ambi­ente fecha­do, mas are­ja­do, com por­tas e janelas aber­tas, a chance diminui”, expli­ca Cyril­lo.

Para Joana D’arc e Cyril­lo, o número de con­vi­da­dos não é tão impor­tante quan­to as medi­das de segu­rança. Ou seja, é mais seguro estar em uma fes­ta com mui­ta gente, mas todas se pre­venin­do em um espaço ade­qua­do, do que em uma fes­ta com dez pes­soas, sem más­cara, sem ven­ti­lação e sem cuida­dos prévios.

Emb­o­ra pareça uma obviedade, não cus­ta reforçar: em caso de sin­tomas do novo coro­n­avírus, como tosse, dor de cabeça, nar­iz  escor­ren­do, dor de gar­gan­ta, febre, diar­reia, é mel­hor evi­tar as fes­tas. O cuida­do tam­bém vale para pes­soas do grupo de risco, como idosos, dia­béti­cos, obe­sos ou por­ta­dores de doença imunos­su­pres­so­ra.

Edição: Graça Adju­to

Agên­cia Brasil / EBC


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