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Estado do Rio notifica terceira morte por varíola dos macacos

Repro­dução: © Dado Ruvic/REUTER

Já foram confirmados no país cinco óbitos pela doença


Pub­li­ca­do em 11/10/2022 — 13:59 Por Viní­cius Lis­boa – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Ouça a matéria:

A Sec­re­taria de Esta­do de Saúde (SES-RJ) con­fir­mou ontem (10) a ter­ceira víti­ma da varío­la  dos maca­cos no esta­do do Rio de Janeiro. Segun­do a pas­ta, a morte tem relação com históri­co de comor­bidades e baixa imu­nidade do paciente, que agravaram o quadro da doença, trans­mi­ti­da pelo vírus mon­key­pox.

A víti­ma era um homem de 31 anos, morador de São João de Meriti,que esta­va inter­na­do no Insti­tu­to Estad­ual de Infec­tolo­gia São Sebastião des­de  16 de setem­bro.

Des­de que a doença chegou ao esta­do, a sec­re­taria já con­fir­mou 1.150 casos e, até ontem (10), 122 foram con­sid­er­a­dos prováveis (10). Há ain­da 338 casos sus­peitos em inves­ti­gação e 2.270 em que a sus­pei­ta foi descar­ta­da.

trans­mis­são do vírus da varío­la dos maca­cos de pes­soa para pes­soa ocorre por meio de feri­das, flu­i­dos cor­po­rais e gotícu­las do doente. Isso pode se dar medi­ante con­ta­to próx­i­mo e pro­lon­ga­do sem pro­teção res­pi­ratória, con­ta­to com obje­tos con­t­a­m­i­na­dos ou con­ta­to com a pele, inclu­sive sex­u­al.

O tem­po de incubação do vírus varia de cin­co a 21 dias. O sin­toma mais car­ac­terís­ti­co é a for­mação de erupções e nódu­los dolorosos na pele. Tam­bém podem ocor­rer febre, calafrios, dores de cabeça, dores mus­cu­lares e fraque­za.

A Sec­re­taria de Esta­do de Saúde infor­ma que são con­sid­er­a­dos casos sus­peitos de varío­la dos maca­cos aque­les em que os pacientes, de qual­quer idade, apre­sen­tam iní­cio súbito de lesão em mucosas ou erupções cutâneas agu­das sug­es­ti­vas para a doença em qual­quer parte do cor­po. Os pacientes que têm o vírus tam­bém podem apre­sen­tar ede­ma nos órgãos gen­i­tais, que pode estar asso­ci­a­do a out­ros sinais e sin­tomas.

Os casos pas­sam a ser con­sid­er­a­dos prováveis quan­do a pes­soa se enquadra em um ou mais destes critérios: exposição próx­i­ma e pro­lon­ga­da, sem pro­teção res­pi­ratória, ou con­ta­to físi­co dire­to com parce­rias múlti­plas e/ou descon­heci­das nos 21 dias ante­ri­ores ao iní­cio dos sinais; con­ta­to com mate­r­i­al con­t­a­m­i­na­do, como roupas de cama e ban­ho, uten­sílios pes­soais de um caso prováv­el ou con­fir­ma­do da doença; e tra­bal­hadores da saúde sem uso ade­qua­do de equipa­men­tos de pro­teção indi­vid­ual que tiver­am con­ta­to com caso prováv­el ou con­fir­ma­do nos 21 dias ante­ri­ores ao iní­cio dos sinais e sin­tomas.

O Brasil tem 8.461 casos con­fir­ma­dos de varío­la dos maca­cos, além de 4.736 casos sus­peitos, segun­do dados reunidos pelo Min­istério da Saúde. A doença cau­sou cin­co mortes no país — três no Rio de Janeiro e duas em Minas Gerais.

Edição: Nádia Fran­co

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